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Mulher morre com tiro na cabeça em ponto de venda de drogas

Morte registrada como homicídio em Chapadão do Sul é investigada como possível feminicídio, já que policiais cartucho de munição calibre.22 nas proximidades do portão da residência.

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Na rua p22 do bairro Planalto, em Chapadão do Sul - distante cerca d 332 km de Campo Grande -, uma mulher de 37 anos foi morta nesta madrugada (02) com um tiro na cabeça, ferimento que não possibilitou tempo de socorro para a vítima, encontrada em uma casa tida como ponto de venda de drogas. 

Conforme a Polícia Civil em nota na manhã de hoje (02), a residência é conhecida das forças policiais locais pela prática de atividades ilícitas, ou seja, a casa em que a mulher de 37 anos foi encontrada morta era ponto de venda de drogas. 

Com o caso ainda sendo investigado, uma testemunha foi abordada dentro da residência e a casa tinha até mesmo câmeras de segurança que, segundo a polícia, não estavam operantes no momento do crime. 

Ainda sem informações complementares, que expliquem melhor a dinâmica dos fatos, essa testemunha que estava na casa relatou que chegou a ouvir um barulho, momento em que se dirigiu ao quarto em que a mulher estava e encontrou a vítima ao lado da cama com um ferimento na região da face. 

Em testemunho, esse indivíduo chegou a relatar que visualizou um homem se aproximando da casa e efetuando um único disparo que teria sido feito através da janela da casa. 

Com o estado da vítima já crítico devido ao ferimento, agentes do Corpo de Bombeiros foram acionados, porém, constataram o óbito da mulher de 37 anos assim que chegaram ao local. 

Com o local devidamente isolado, os agentes localizaram várias substâncias entorpecentes, bem como puderam encontrar um cartucho de munição calibre.22 nas proximidades do portão da residência.  

Ponto conhecido

A polícia indica que a residência que fica no bairro Planalto, em Chapadão do Sul, é conhecida como ponto de drogas, já que em outra ocasião, há cerca de duas semanas, policiais militares em ronda pela rua p22 identificaram uma mulher de 37 anos que empreendeu fuga ao ver a guarnição. 

Em 22 de agosto, como apontam vários portais locais com base em informações da Polícia Militar de MS, uma mulher de 37 anos correu ao ver os policiais e, durante abordagem a moça se identificou como dona do local e autorizou entrada, encontrando na casa um homem um ano mais velho que tentava esconder um pacote de bolacha. 

Nesse pacote, há cerca de duas semanas, foram encontradas 14 gramas de substância análoga a pedras de crack, sendo que os trabalhos investigativos de hoje localizaram na residência da vítima diversas substâncias entorpecentes. 

Entre os tipos de drogas encontradas hoje (02), a polícia aponta para porções de: 

  • maconha, 
  • cocaína e 
  • crack

Sendo que nem mesmo a testemunha apontou para maiores detalhes; características de suspeitos, ou qualquer pista que colabore com o trabalho policia, a PC investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do crime, bem como identificar quem foram os responsáveis pela morte.

 

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Alternativa

Juíza propõe política integrada entre Brasil e Paraguai contra feminicídios na fronteira

Alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande

07/09/2026 16h00

Ao centro, juíza Thielly Dias de Alencar

Ao centro, juíza Thielly Dias de Alencar Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Na tentativa de frear o alto índice de feminicídios e violência contra as mulheres na região de fronteira, Thielly Dias de Alencar Pitthan, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ponta Porã sugeriu que autoridades brasileiras e paraguaias criem um mecanismo integrado de proteção às vítimas. 

A alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande no fim de agosto último. Ao Correio do Estado, destacou que a principal questão sobre o tema é retirar a invisibilidade característica da população fronteiriça. 

"O primeiro [ponto] é retirar a questão fronteiriça da invisibilidade, porque normalmente só as pessoas que trabalham e lidam diariamente com os desafios da fronteira se preocupam com isso. Talvez uma política pública integrada com o Pedro Juan Caballero, por exemplo, talvez esse seja a alternativa", frisou a delegada.

Para Thielly Dias de Alencar, construir uma política pública integrada para essa população exige mais recursos humanos, mais estrutura e um olhar interseccional que seja capaz de acolher as diferenças e riquezas culturais que permeiam o território fronteiriço. 

"A desembargadora Jaceguara Dantas está trabalhando, em fase de estudos, um protocolo interseccional, onde o objetivo é atender a mulher em uma perspectiva de prevenção da violência e atendimento rápido das vítimas de violência, mas também numa perspectiva de promoção de direitos, que vai atingir não apenas as mulheres, mas outros grupos vulneráveis, como por exemplo as próprias crianças, uma vez que a violência contra as mulheres e a violência contra as crianças são fenômenos que caminham juntos", destacou.

Segundo a delegada, o entendimento de mulheres fronteiriças sobre segurança pública é carregado por fatores muito negativos, sobretudo quanto à facilidade de fuga por parte dos agressores. 

"Estar em região de fronteira trabalha duas questões muito negativas: a possibilidade de fuga fácil e, portanto a impunidade. Há possibilidade constante [do agressor] se esquivar da aplicação da lei penal, aliada a sensação negativa de temor e de desconfiança e descrença das vítimas na própria lei, porque muitas vezes elas não acreditam que serão efetivamente protegidas", disse.

Questionada sobre meios práticos que viabilizariam uma política pública integrada, disse que, certamente o mecanismo, seja qual for, terá de levar em consideração a complexidade dos dados já disponíveis no judiciário brasileiro.

"O que a gente sabe é que o judiciário, assim como os outros órgãos, estão passando por um movimento constante de digitalização, tem a Justiça 4.0 e diversos programas do Conselho Nacional de Justiça nesse sentido, então certamente a questão informatizada será levada em consideração, o que vai atingir não apenas o Judiciário, porque é um protocolo intersetorial, mas os demais agentes da rede de proteção também", finalizou.

Violência e mortes

Neste ano, 14 dos 25 feminicídios catalogados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ocorreram na faixa de fronteira. Desde o início da série histórica iniciada em 2016, foram registrados 13 feminicidios em Ponta Porã.

Ao longo dos últimos 10 anos, 379 mulheres fora vítimas deste tipo de crime em Mato Grosso do Sul. Dentro desse universo, 163 mulheres foram mortas em cidades fronteiriças. 

Dentro deste universo, o judiciário sul-mato-grossense concedeu 11.458 medidas protetivas de urgência desde o início do ano, 1,4 mil por mês, 47 todos os dias. 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

Interior

Denúncia de homem armado em bar acaba em prisão de foragido em cidade de MS

Suspeito não estava com arma, mas tinha mandado de prisão em aberto e admitiu ter rompido tornozeleira eletrônica

07/09/2026 15h30

Reprodução/PMMS

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Uma denúncia de que um homem estaria armado dentro de um bar terminou com a prisão de um foragido da Justiça na noite de domingo (6), em Rio Brilhante, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, de 39 anos, foi localizado durante uma abordagem da Polícia Militar em um estabelecimento na Rua Prefeito Theofanes.

Segundo a PM, a equipe foi acionada para verificar a informação sobre a suposta arma de fogo. Os policiais abordaram pessoas que correspondiam às características informadas, mas nenhuma arma foi encontrada.

Durante a checagem dos documentos, os militares descobriram que um dos abordados tinha um mandado de prisão em aberto.

Ainda conforme a polícia, o homem contou que utilizava uma tornozeleira eletrônica, mas havia rompido o equipamento. Ele também indicou aos policiais onde o dispositivo estava.

A equipe foi até a residência indicada e encontrou a tornozeleira rompida sobre um guarda-roupa, confirmando a informação apresentada pelo suspeito.

O homem recebeu voz de prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, junto com o equipamento eletrônico apreendido.

De acordo com a Polícia Militar, o homem possui registros por crimes como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

 

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