Cidades

Paranaíba

Mulher que matou marido já havia esfaqueado o filho 16 vezes em crime anterior

A idosa de 71 anos foi presa em flagrante no último domingo (6), após o marido ser esfaqueado em Paranaíba. Aos policiais, ela confessou que havia matado o próprio filho a facadas há quatro anos.

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A idosa de 71 anos foi presa em flagrante no último domingo (6) após o marido ser esfaqueado em Paranaíba. Aos policiais, ela confessou que matou o próprio filho a facadas há quatro anos.

Emília Maria de Jesus, de 71 anos, foi presa neste final de semana após matar o marido, João Teodoro do Prado, de 66 anos, a facadas em Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com as investigações, há quatro anos, a idosa confessou ter matado o filho por legítima defesa, com 16 facadas, no mesmo município.

A idosa foi encontrada ensanguentada na calçada da residência, por volta das 16h deste domingo (6), onde ocorreu o crime. Ela foi encaminhada ao hospital para atendimento médico e, logo depois, levada a uma delegacia para prestar depoimento.

Testemunhas relataram aos policiais que um veículo parou em frente à residência, no Bairro Daniel II, quando a idosa saiu do carro e entrou na casa.

Após pouco tempo, Emília foi vista saindo do imóvel ensanguentada e caiu na calçada. A mulher foi socorrida com ferimentos no tornozelo e encaminhada ao hospital para atendimento médico.

Em depoimento com os vizinhos da mulher, foram relatos que o casal brigava constantemente e que a idosa apresentava sempre um comportamento agressivo com o marido. 

Diante das informações, Emília foi interrogada na delegacia. Aos policiais, ela detalhou que, em setembro de 2020, matou o filho, Agmar Quirino de Almeida, de 50 anos, com 16 facadas, por legítima defesa.

Na época do crime, Emília afirmou que o filho pegou uma faca e a atacou, momento em que a idosa caiu ao chão e foi chutada por Agmar.

A idosa ainda relatou que ela e o filho entraram em luta corporal, momento em que se levantou, pegou a faca que estava sobre a mesa e desferiu 16 golpes contra o filho.

O homem morreu no local. Ela chegou a ser presa, mas conseguiu liberdade provisória e responde pelo crime em liberdade.
 

Assassinato 

Segundo investigações, João Teodoro do Prado, de 66 anos, foi assassinado a facadas neste domingo (6), em Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande. A idosa foi encontrada por testemunhas ensanguentada em frente ao imóvel onde ocorreu o crime.

A corporação policial foi acionada por volta das 16h e encontrou a idosa inconsciente na calçada, com as roupas ensanguentadas. Com lesões no tornozelo, a mulher foi encaminhada ao hospital, onde ficou sob observação.

Dentro da casa, João Teodoro foi encontrado morto em um dos cômodos. Ele apresentava diversas perfurações de faca pelo corpo. Ao ser interrogada, a mulher optou por permanecer em silêncio.

Testemunhas relataram aos policiais que o casal tinha registros de brigas e separações e que, neste domingo, Emília chegou à residência em um veículo e o deixou. Minutos depois, ela foi vista saindo da casa, toda ensanguentada.

Depois de ser atendida no hospital, ela foi encaminhada à delegacia para depoimento e registro da ocorrência.

 

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Repasse

Receita Federal libera consulta ao 3° lote do Imposto de Renda nesta sexta-feira

Ao todo, 2,7 milhões de contribuintes serão contemplados

23/07/2026 15h30

Arquivo/Agência Brasil

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A consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 será aberta às 8h (MS) desta sexta-feira (24).

Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados, em um lote que soma R$ 4,61 bilhões. O pagamento está previsto para 31 de julho e será realizado ao longo do dia, conforme cronograma da Receita Federal.

Este é o último lote de restituições regulares do IRPF 2026. Com a liberação, a Receita Federal encerra a fila de contribuintes aptos ao recebimento neste exercício. Permanecerão pendentes apenas as restituições retidas em malha fiscal ou com problemas nos dados bancários informados para o crédito.

Do total de restituições, 839.464 serão destinadas a contribuintes que tiveram prioridade por utilizar a declaração pré-preenchida ou optar pelo recebimento via PIX.

Outros 309.441 pagamentos serão feitos a contribuintes enquadrados em diferentes critérios de prioridade, enquanto 197.821 restituições serão destinadas a pessoas com prioridade legal. As demais 1.396.474 contemplam contribuintes sem prioridade.

A Receita Federal também informou que cerca de 165 mil restituições ainda não foram creditadas porque os contribuintes informaram o CPF como chave PIX, mas não possuem uma conta bancária vinculada a essa chave.

Nesses casos, o contribuinte pode regularizar a situação de três formas: cadastrar uma chave PIX CPF em uma instituição financeira, alterar a conta para recebimento da restituição por meio do serviço Meu Imposto de Renda ou retificar a declaração informando uma conta bancária de sua titularidade.

A consulta ao terceiro lote pode ser feita a partir das 9h desta sexta-feira pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível no portal da Receita Federal, na opção "Consultar a Restituição". O contribuinte também pode verificar a situação por meio da página de consulta à restituição do IRPF ou pelo aplicativo oficial da Receita Federal para smartphones e tablets.
 

Anuário de Segurança

A cada oito horas, uma pessoa desaparece em Mato Grosso do Sul

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que houve mais de 1,2 mil registro de pessoas desaparecidas em 2025 no Estado

23/07/2026 15h00

Em 2025, foram registrados mais de 1,2 mil casos de pessoas desaparecidas em MS

Em 2025, foram registrados mais de 1,2 mil casos de pessoas desaparecidas em MS Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

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Mato Grosso do Sul registrou, junto às polícias, 1.257 casos de pessoas desaparecidas no ano passado, o que representa, em média, 104 desaparecidos por mês, três por dia, ou uma pessoa desaparecida a cada oito horas no Estado. 

Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A publicação reúne os principais dados sobre as ocorrências criminais registradas no país em de 2025. 

Os casos registrados representam uma ligeira queda, de -1,8%, em relação aos 1.270 desaparecimentos contabilizados em 2024.

Em todo o Brasil, foram registrados 84.269 desaparecimentos, um aumento de 3,6% em relação aos 81.040 casos de 2024.

O Anuário destaca que entre 2019 e 2020 houve queda abrupta nos registros, possivelmente relacionada às restrições de circulação impostas pela Covid-19, mas a partir de então, observou-se uma tendência de crescimento contínuo, atingindo a taxa de 39,5 por 100 mil habitantes em 2025. 

De acordo com a Lei nº 13.812/20192, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e cria o Cadastro Nacional, é considerada pessoa desaparecida “todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.

A norma, no entanto, não diferencia a natureza do desaparecimento, coexistindo situações que 
incluem desaparecimentos voluntários e forçados, indo desde casos envolvendo conflitos familiares, problemas de saúde mental, violência doméstica, uso abusivo de drogas, dívidas, acidentes, exploração sexual e tráfico de pessoas, até casos de pessoas que vieram a óbito e cujos corpos não foram encontrados.

O documento não traz dados regionalizados sobre o perfil das pessoas desaparecidas, mas destaca que, no geral, dados do Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas (2022-2023), publicado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apontam que a maioria dos desaparecidos é do
sexo masculino, na faixa etária adulta, entre 18 e 59 anos.

Em relação ao recorte por raça/cor, a população negra (pretos e pardos) constitui 45,2% dos registros. O anuário, no entanto, alerta para uma limitação na qualidade da informação, visto que parte considerável das ocorrências carecem de dados de perfil racial.

"Considerando o protagonismo que as dinâmicas de violência têm assumido no cotidiano de parcela significativa da população brasileira, a hipótese de que uma parte do aumento no registro de pessoas  desaparecidas pode estar associado, em alguma medida, com a intensificação de disputas territoriais entre organizações criminosas, ganha relevância analítica, uma vez que, conflitos deste gênero podem corresponder a estratégias de ocultação de homicídios por meio do descarte sistemático de corpos", traz o anuário.

Pessoas localizadas

Além dos desaparecidos, foram localizadas 1.222 pessoas em Mato Grosso do Sul no ano passado. Estes dados, no entanto, refletem o encontro de pessoas que desapareceram também em anos anteriores e, em alguns casos, foram identificas após o óbito.

No País, foram registradas 61.305 pessoas localizadas.

O Anuário ressalta que há subnotificação de casos solucionados e um fator que contribui para para isto refere-se à ausência de comunicação por parte de familiares quando a pessoa desaparecida é localizada por outros meios que não a polícia.

Nesses casos, o registro inicial permanece ativo nas bases de dados.

Ademais, considerando a hipótese de que parte dos desaparecimentos pode tratar-se de mortes resultantes de múltiplos fatores, o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) tinha, no ano-base, 13.424 perfis genéticos de Restos Mortais Não Identificados (RMNI) cadastrados.

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