Cidades

Loteria estadual

Favorita a comandar a Lotesul é parceira de empresa que oferta "jogo do tigrinho"

A Pay Brokers, segundo fontes do Correio do Estado, é uma das empresas interessadas na licitação feita pelo governo de MS

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Uma das empresas que estaria interessada em comandar a Loteria do Estado de Mato Grosso do Sul (Lotesul), a Pay Brokers – a qual tem sede em Curitiba (PR) e já é responsável pela loteria daquele estado – tem entre as empresas parceiras a Blaze, que chegou a ser investigada por estelionato. A plataforma tem entre os seus jogos o Fortune Tiger (o “jogo do tigrinho”), que levou influenciadores digitais para a prisão em 2023, e o Crash – ambos no estilo de um cassino.

Segundo fontes do Correio do Estado, a empresa do Paraná seria a “favorita” a vencer o edital lançado pelo governo de MS no mês passado, mas que foi suspenso após uma série de questionamentos sobre o texto do certame.

A licitação havia obtido três propostas antes de ser suspensa. Apesar de ainda não terem sido divulgados os interessados oficialmente, extraoficialmente a informação repassada ao Correio do Estado é de que a Pay Brokers seria uma delas.

Em seu site, a empresa apresenta várias plataformas que ela intitulou como parceiras: Esportes da Sorte, Reals, Blaze, Apostou.com, BETesporte e H2bet.

Em todas elas, são ofertados jogos de cassino como o Fortune Tiger, o “jogo do tigrinho” – o mais famoso desse tipo e que levou vários influenciadores digitais a serem investigados por oferecer ganho fácil de dinheiro.

No caso específico da Blaze, a mais conhecida dessas empresas, ela foi investigada pela Polícia Civil de São Paulo por estelionato, também em 2023, por não ter – segundo a investigação – pago ganhos altos de alguns apostadores. O jogo em questão seria o Crash (o “jogo do aviãozinho”).

O caso ficou conhecido após matéria do “Fantástico” detalhar a investigação. Segundo a reportagem, na época, a plataforma digital teve mais de R$ 100 milhões bloqueados pela Justiça e a polícia afirmou ter indícios de que apostadores não recebiam os prêmios.

O jogo é um dos principais da Blaze, que hoje tem Neymar como seu garoto-propaganda. Ele consiste em tentar adivinhar a hora em que o voo vai parar. Conforme o avião sobe, o valor da premiação vai aumentando. Se antes do apostador parar surgir a palavra crashed, a aposta está perdida.

A investigação teria começado depois que apostadores denunciaram que prêmios mais altos não eram pagos pela Blaze, o que levou à suspeita de estelionato.

O caso, porém, foi arquivado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Segundo o órgão, a investigação não teria encontrado elementos de prova contra a empresa.

“JOGO DO TIGRINHO”

Além do “jogo do aviãozinho”, a Blaze – assim como as outras empresas parceiras da Pay Brokers – tem em seu catálogo o Fortune Tiger. Em 2023 vários influenciadores foram presos e outros ouvidos por fazerem vídeos dando dicas sobre esse jogo, assim como teriam dando a entender que o ganho na plataforma seria fácil.

A investigação desse caso foi promovida pela Polícia Civil do Paraná, que contatou que os influenciadores digitais recebiam para promoverem esses jogos, considerados ilegais no País.

De acordo com a investigação, alguns dos envolvidos davam dicas sobre como jogar e faziam promoções e rifas eletrônicas para conseguir mais participantes para o jogo. 

Segundo a polícia, esses influenciadores ganhavam entre R$ 10 e R$ 30 por cada novo cadastro nas plataformas.

DEOLANE

Em reportagem publicada no mês passado, o Correio do Estado noticiou que a própria Pay Brokers já esteve na mira da Polícia Civil em investigação envolvendo as bets – a mesma operação que prendeu a influenciadora digital Deolane Bezerra.

De acordo com a Polícia Civil do Pernambuco, a PayBrokers estaria atuando como um meio de pagamentos no Brasil para jogos de azar no exterior.

De acordo com os depoimentos de Deolane à polícia, publicados em matéria do g1, apesar de ela não ter relação com a PayBrokers, a influenciadora emitia notas fiscais para a empresa Esporte da Sorte, que fazia pagamentos por intermédio da PayBrokers.

A investigação, segundo o g1, ainda mostra que, entre 2022 e 2023, a Sports Entretenimento e Promoção de Eventos Esportivos Ltda. recebeu mais de R$ 19 milhões e repassou o dinheiro a outras três empresas, entre elas a PayBrokers. 

A maior parte foi para a empresa curitibana, que recebeu o maior valor: quase R$ 10 milhões.

Por causa desses indícios, o dono da PayBrokers, Edson Antônio Lenzi Filho, e Thiago Heitor Presser, ex-sócio da empresa, tiveram mandados de prisão emitidos contra eles.

Presser foi preso em Cascavel (PR). Com ele, foram apreendidos R$ 70 mil em diferentes moedas. Já Lenzi Filho não foi localizado na época.

Sobre a operação, a empresa afirmou que estava colaborando com as autoridades e que “disponibilizou espontaneamente todos os documentos e informações solicitados dos clientes alvos da operação, permanecendo à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários”.

Saiba

Reportagem do Correio do Estado de março mostrou que a empresa que vencer a licitação para comandar a Lotesul poderá ter um faturamento anual de até R$ 1,4 bilhão, uma vez que o governo de MS estima um ganho de até 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

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CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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