Cidades

NOVAS REGRAS

Multas por insulfilm irregular saltam de 288 para 422 nos últimos dois anos em Mato Grosso do Sul

Com novas regras Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é preciso estar atento às porcentagens das películas aplicadas e se há o carimbo correto

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Quando o assunto é multa por insulfilm irregular, Mato Grosso do Sul registrou um salto, de 288 para 422 (entre 2021 e 2022), e diante das novas regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é preciso estar atento aos detalhes.      

Conforme o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), 2021 chegou ao fim com o total de 288 infrações registradas, em veículos com vidros total ou parcialmente cobertos por película, painéis ou pinturas irregulares. 

Desse total, Campo Grande respondeu por 27 infrações, contabilizadas até o fim de dezembro, enquanto no interior do Estado foram registradas 251. 

Já no ano passado, dos 422 registros de irregularidades em Mato Grosso do Sul, 39 foram vistas em Campo Grande e o interior respondeu por 383 infrações. 

A penalização, além de multa e pontos na carteira, é retirar a película na hora da abordagem do agente de trânsito.

Caso o motorista se recuse a fazer a retirada imediatamente, na presença da autoridade de trânsito, o veículo é retido até a regularização.

Confira o quadro de infrações registradas, mês a mês, em 2021 no Mato Grosso do Sul: 

Mês Capital Interior
Janeiro 4 22
Fevereiro 2 22
Março  1 10
Abril 2 15
Maio 4 22
Junho 3 30
Julho 3 27
Agosto 5 32
Setembro  5 17
Outubro 1 13
Novembro 6 20
Dezembro 1 21

Veja também o quadro de infrações, mês a mês, de 2022 em Mato Grosso do Sul: 

Mês Capital Interior
Janeiro 2 37
Fevereiro 4 29
Março  5 17
Abril  5 32
Maio 2 34
Junho 2 40
Julho  3 31
Agosto 2 34
Setembro 2 30
Outubro  6 37
Novembro 4 26
Dezembro 2 36

Novas regras

Pelas mudanças estabelecidas - através da resolução 960/2022, do Contran -, ficou atualizado o percentual mínimo de luz exigido para atravessar a película, passando de 75% para 70%, independente da cor do material.

Importante frisar que essa regra aplica-se para áreas que estão na visão do motorista, sendo que nos vidros traseiros, o mínimo permitido segue 28%. 

Outra mudança diz sobre a proibição de manter películas de insulfilm que apresentem bolhas. Com relação a isso, a proibição é também para os vidros laterais dianteiros e para-brisas.

A justificativa é que as bolhas podem comprometer a visão dos motoristas, aumentando riscos de acidentes e, quem desrespeitar as novas regras comete infração grave, recebendo multa no valor de R$ 195,23, além de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Orientações

O Detran/MS orienta que os proprietários de veículos busquem empresas credenciadas e habilitadas para a instalação do insufilm.

Como destaca o chefe de Fiscalização de Trânsito do Detran-MS, Ruben Ajala, todo instalador tem responsabilidade pelo material aplicado. 

"E até a gente frisa que o indelével não é o adesivo colado, e sim como se fosse um carimbo na película", frisa ele. 

“Todo instalador tem a responsabilidade perante o material que será instalado. E até a gente frisa que o indelével não é o adesivo colado, e sim como se fosse um carimbo na película", explica.

Desta forma, caso o insulfilm esteja com a película instalada por empresa habilitada, mas fora das normas, a empresa também é responsabilizada.

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Saúde Pública

Câmara aprova internação involuntária de dependentes de drogas em Campo Grande

Proposta passou em primeira discussão mesmo após parecer contrário da CCJ e prevê medida excepcional mediante avaliação médica.

27/08/2026 18h31

Projeto que prevê internação involuntária de dependentes de drogas avançou em primeira discussão na Câmara de Campo Grande.

Projeto que prevê internação involuntária de dependentes de drogas avançou em primeira discussão na Câmara de Campo Grande. Foto: Divulgação Câmara Municipal de Campo Grande.

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A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em primeira discussão, um projeto de lei que estabelece regras para o tratamento de usuários e dependentes de drogas na rede municipal de saúde e prevê a possibilidade de internação involuntária por até 90 dias em situações consideradas excepcionais.

Nesse tipo de internação, o paciente é submetido ao tratamento sem ter dado consentimento, mediante solicitação de familiar ou responsável legal e avaliação médica.

A proposta recebeu parecer contrário da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CCJ), mas o posicionamento foi levado ao plenário após receber o apoio necessário de vereadores. Com isso, o projeto pôde ser submetido à votação e acabou aprovado nesta etapa da tramitação.

O texto estabelece critérios para que a internação sem o consentimento do paciente seja utilizada apenas quando outras alternativas de tratamento forem consideradas insuficientes. A medida deverá ser formalizada por médico responsável, após avaliação das condições do paciente.

Entre os pontos que deverão ser considerados estão o tipo de droga utilizada, o padrão de consumo e a impossibilidade comprovada de utilização de outras alternativas terapêuticas disponíveis na rede de atendimento.

Limite de 90 dias

Pelas regras previstas no projeto, a internação involuntária deverá permanecer somente pelo período considerado necessário para a desintoxicação, respeitando o limite máximo de 90 dias.

O encerramento do tratamento ficará sob responsabilidade do médico que acompanha o paciente. A família ou o representante legal também poderá solicitar a interrupção da internação a qualquer momento.

Apesar da previsão de internação sem consentimento, o projeto determina que o atendimento ambulatorial continue sendo a prioridade. A internação deverá ser utilizada de maneira excepcional, quando os recursos extra-hospitalares forem considerados insuficientes para o tratamento.

A proposta busca estabelecer procedimentos para a atuação da rede municipal diante de casos de dependência química em que o paciente não tenha condições de aderir às demais formas de acompanhamento.

O projeto é de autoria do vereador André Salineiro (PL), que sustenta que a medida tem caráter de tratamento e não pretende permitir o recolhimento indiscriminado de usuários de drogas.

“A proposta não é de recolhimento indiscriminado. É de tratamento. Precisamos dar condições para que quem está dominado pelas drogas tenha acesso à recuperação, especialmente quando as alternativas fora do ambiente hospitalar não forem suficientes”, afirmou.

A possibilidade de internação involuntária coloca no centro da discussão os critérios que deverão ser adotados para conciliar a necessidade de assistência em casos graves de dependência química com a preservação dos direitos e da autonomia dos pacientes.

Como a aprovação ocorreu em primeira discussão, a proposta ainda precisa cumprir as demais etapas de tramitação na Câmara Municipal antes de uma eventual aprovação definitiva e encaminhamento ao Executivo.

Meio Ambiente

Estiagem interrompe fluxo do Rio da Prata sob ponte em Jardim

Trecho mais elevado próximo à Ponte do Curé secou, mas rio volta a correr mais à frente

27/08/2026 17h45

Trecho seco do Rio da Prata

Trecho seco do Rio da Prata Reprodução/ Instituto Amigos do Rio da Prata

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A estiagem fez com que a água do Rio da Prata deixasse de passar sob um trecho da Ponte do Curé, na região de Jardim, a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande. Imagens registradas no dia 25 de agosto mostram o nível baixo do rio e pequenas áreas de água nas proximidades.

O Rio da Prata é um dos principais cursos d'água da região da Serra da Bodoquena e afluente do Rio Miranda. Suas áreas de nascentes e banhados têm importância para a manutenção da qualidade e da disponibilidade hídrica, além de abrigarem espécies da fauna e contribuírem para a conexão entre áreas de vegetação nativa.

Além da importância ambiental, o rio é um dos principais símbolos do ecoturismo de Mato Grosso do Sul. O Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, recebe visitantes para atividades como flutuação em águas cristalinas, em um trecho conhecido pela presença de diversas espécies de peixes. O atrativo integra o circuito turístico de Bonito e Jardim.

Trecho seco do Rio da Prata

Segundo informações divulgadas no perfil do Instagram do  Instituto Amigos do Rio da Prata, a interrupção do fluxo sob a ponte pode ocorrer durante períodos de estiagem. Apesar do trecho seco, o rio mantém pontos com água e retoma seu curso mais à frente.

Os atrativos turísticos da região seguem funcionando normalmente. A equipe também mantém o monitoramento do rio e poderá realizar ações de manejo caso seja necessário evitar que peixes fiquem isolados em poças durante o período de seca. A recuperação do fluxo depende da volta das chuvas à região.

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