Cidades

PORTO MURTINHO

Muro de contenção às margens do Rio Paraguai desaba

Aterro no topo da estrutura era usado para o lazer da população e foi interditado

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Parte de um muro de contenção em um aterro às margens do Rio Paraguai desabou em Porto Murtinho, a 454 quilômetros de Campo Grande. A estrutura foi construída para a contenção da água e era usada pela população como espaço de lazer, especialmente para a prática de caminhada e pesca. Por medidas de segurança, o local foi interditado.

Um engenheiro e um fiscal da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) irão até o município fronteiriço nessa quarta-feira (30) verificar o que será feito para consertar o estrago, já que a obra é do Governo Estadual. Técnicos irão fazer um diagnóstico para verificar as causas do desabamento e corrigir o problema.

A suspeita da Prefeitura de Porto Murtinho é que o muro tenha sofrido infiltração na base, já que a altura da água está baixa, com 2,7 metros.

Conforme o órgão, tanto as estacas como a estrutura de alvenaria vieram abaixo junto com um pedaço da grama que cobria o topo do aterro e a grade de contenção. A Defesa Civil Estadual também foi comunicada a respeito do incident

A estrutura que desabou era usada pela população como espaço de lazer, para a prática de caminhada e pesca. Por medidas de segurança, o local foi interditado.

 

Desmoronamento levou junto parte da grama que cobria aterro (Foto: Divulgação/Prefeitura de Porto Murtinho

relatório

Intervenção encontra dívidas de R$ 20 milhões do Consórcio Guaicurus

Primeiro relatório também aponta problemas de gestão, frota antiga e descumprimento de cláusulas contratuais

06/07/2026 13h00

Relatório de intervenção aponta dívida milionária de uma das empresas do Consórcio Guaicurus

Relatório de intervenção aponta dívida milionária de uma das empresas do Consórcio Guaicurus Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O primeiro relatório de auditorias financeiras e contratuais realizadas após a intervenção do Município no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, apontam dívidas de R$ 20 milhões de uma das empresas integrantes do Consórcio, com instituições financeiras e fornecedores, inclusive de combustíveis. 

A intervenção foi iniciada no dia 16 de junho e os dados preliminares foram apresentados pelo interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira em reunião com vereadores na manhã desta segunda-feira (6), na Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme Oliveira, essa dívida milionária resulta em aumento de custos para manter os trabalhos.

“Uma vez estabilizada a prestação de serviço, a gente vai se aprofundar naquilo que é um dos objetivos da intervenção, que é fazer toda essa parte de auditoria contratual, financeira da empresa, como esse contrato transcorreu durante todo esse período, ver aí eventuais falhas nessa prestação de serviço para apresentar o relatório final, fazendo as sugestões necessárias para que a prefeita possa tomar sua decisão”, afirmou Alexandro Oliveira.

A intervenção foi iniciada no dia 16 de junho. Além das dívidas, os interventores apresentaram dados que apontam para problemas de gestão, frota antiga e descumprimento de cláusulas contratuais.

Foram apontadas ainda defasagem na parte operacional e falta de manutenção preventiva, sendo realizada apenas a corretiva.

Com relação a gestão operacional, o interventor-geral afirmou que um dos problemas é o fato do sistema ser muito antigo, o que gera, segundo ele, problemas na operação, problemas de economicidade e de fluxo dentro da empresa.

Vereadores questionaram sobre a caducidade do contrato diante de descumprimentos contratuais e o interventor respondu que ainda não há elementos suficientes para chegar a alguma conclusão nesta etapa, pois há necessidade de aputar todo o contrato e provas constituídas.

Oliveira ressaltou que, nesta primeira fase, o objetivo inicial foi acalmar passageiros, funcionários e fornecedores para garantir a prestação dos serviços. Os trabalhos passam agoram para etapas consideradas mais técnicas e jurídicas.

O presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, o Papy, disse que o Município tem obrigação de fiscalizar o prestador de serviço e ressaltou que essa relação está desgastada atualmente devido à diversas demandas judiciais, acrescentando que acredita que a intervenção irá para um caminho de caducidade, que é a extinção antecipada da concessão por descumprimento de obrigações contratuais.

O relatório técnico final da intervenção do Município deve ser apresentado em 180 dias, em dezembro deste ano, contendo as conclusões da intervenção, recomendações e minuta da decisão administrativa.

A decisão relacionada à intervenção está prevista para janeiro de 2027.

Intervenção

A intervenção na concessão do transporte coletivo de Campo Grande foi decretada pela prefeita Adriane Lopes (PP) no dia 16 de junho.

Com isso, os interventores assumiram o seu papel dentro da empresa, como se fossem “novos diretores”, para uma avaliação financeira e orçamentária e para entender se houve e quais os problemas surgiram no decorrer dos anos de concessão, além de apresentar um relatório no fim de seis meses recomendando ou não a caducidade do contrato.

Essa equipe tem acesso a documentos e poderá avaliar todos os dados, sem restrições. 

Além de Aléxandro, que já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (MT), também fazem parte da equipe de intervenção o economista e consultor empresarial Rodolfo Bahiense Fernandes, como interventor administrativo-financeiro; Alexandre Souza Moreira será o interventor jurídico, ele ocupa cargo de confiança na Agetran e é chefe da Junta Administrativa de Recursos de Infrações e Transportes; e Robson Tadeu Pereira, como interventor operacional.

Oliveira explicou que a intervenção é um procedimento legal, previsto para contratos de concessão de serviços públicos em crise e que, no caso do Consórcio Guaicurus, foi feito um levantamento que concluiu que havia a necessidade de entrar com a intervenção para buscar informações dentro de dentro da empresa.

No período, toda a gestão ficará a cargo dos interventores, que também serão responsáveis pela folha de pagamento, manutenção do sistema, diesel, dentre outros.

A intervenção não terá aporte de recursos, além dos que já são repassados mensalmente ao consórcio. Caso seja dianosticado que há necessidade de um repasse maior, a situação também será apresentado ao fim da intervenção para que o Executivo decida a esse respeito.

Ao término da intervenção, a prefeita, em vista do relatório final dos interventores e do resultado do procedimento administrativo, decidirá sobre: o encerramento da intervenção e a devolução do serviço à atual gestão do Consórcio, com ou sem condicionantes; a aplicação de sanções contratuais cabíveis; a decretação da caducidade da concessão, mediante processo administrativo específico; e a adoção de outras medidas administrativas e judiciais pertinentes.

Cidades

Polícia Civil cria grupo para enfrentamento às facções criminosas em MS

Portaria afirma que grupo de trabalho foi criado devido a necessidade de dar resposta qualificada ao avanço de grupos criminosos e ao conflito entre facções no Estado

06/07/2026 12h45

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS Foto: Agência Brasil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul institiu um grupo de trabalho para o enfrentamento às organizações criminosas no Estado. Portaria, assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lúcio, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (6).

Conforme a portaria, o grupo de trabalho foi criado com o objetivo de formular e apresentar proposta de fluxo oficial normativo para a atuação integrada, capilaridade investigativa e gestão do conhecimento no enfrentamento às organizações criminosas e ao crime organizado.

Para a instituição do grupo, foi considerada a "necessidade premente de conferir uma resposta institucional uniforme, célere e tecnicamente qualificada ao avanço e à rearticulação de grupos criminosos e ao conflito entre facções no Estado de Mato Grosso do Sul".

A portaria informa ainda cada crime ligado às facções devem ser tratados não de forma isolada, mas como ponto de conexão dentro de uma dinâmica criminal mais ampla, que exige leitura estratégica e coordenação operacional em rede.

O delegado-geral também cita a importância de aliar a pronta-resposta das unidades, em especial as Seções de Investigações Gerais (SIGs) no âmbito do interior, com suporte do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o emprego tático do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e a coordenação de inteligência e gestão do conhecimento a cargo do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

Desde o dia 5 de junho, quando o governo dos Estados Unidos classificou como terroristas as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), as principais em atuação no Estado, tem sido intensificadas ações de enfrentamento em Mato Grosso do Sul.

Grupo de Trabalho

O Grupo de Trabalho será coordenado pelo Delegado-Geral Adjunto, Márcio Rogério Farias Custódio, e Ocomposto de forma horizontal pelos dirigentes dos seguintes órgãos de direção superior da Polícia Civil:

  • Diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP);
  • Diretor do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO);
  • Diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE);
  • Diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI);
  • Diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC).

O Grupo de Trabalho terá como escopo de desenvolvimento técnico os seguintes eixos estratégicos, que integrarão a proposta final de fluxo a ser submetida à aprovação do Delegado-Geral:

  • Regulação da capilaridade investigativa imediata, com foco na atuação das SIGs Regionais e Delegacias de Polícia sob a coordenação das respectivas Regionais e Departamentos;
  • Protocolo de integração técnica com o DRACCO nas matérias afetas à criminalidade organizada e com o DPE para demandas de emprego especializado e tático-operacional;
  • Fluxo centralizado de extrações de dados digitais referentes ao enfrentamento das organizações criminosas;
  • Mecanismos de monitoramento em tempo real de boletins de ocorrência e procedimentos da área relacionados à macrocriminalidade;
  • Regramento para comunicação prévia de ações operacionais ostensivas entre os Pontos Focais para fins de alinhamento interdepartamental e eficiência no emprego de recursos.

O prazo para conclusão das atividades e entrega do relatório final com as propostas será de 60 dias, podendo ser prorrogado.

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