Cidades

Epidemia de Chikungunya

Chikungunya recua nas aldeias de Dourados, mas cenário ainda preocupa autoridades de saúde

Informe do COE aponta queda nos atendimentos e casos agudos nas aldeias Bororó e Jaguapiru, porém município ainda registra internações e mantém força-tarefa com mutirões de limpeza e ações de combate ao mosquito transmissor

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Os números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apontam recuo da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Apesar disso, a situação ainda é considerada preocupante, e as equipes de saúde, de combate às endemias e de recolhimento de resíduos sólidos seguem atuando de forma intensiva na região.

As ações seguem as diretrizes do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, documento que reúne um conjunto de medidas voltadas à contenção da doença.

Segundo o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, o recuo está diretamente ligado às estratégias adotadas.

“Esse resultado é fruto das ações firmes definidas pelo COE, sobretudo os decretos de emergência e calamidade, que permitiram reforço na atenção à saúde, mutirões de limpeza, contratação de profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya na rede básica”, destacou.

A redução pode ser observada na queda do número de notificações e atendimentos de pacientes com sintomas da doença.

Na segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e identificou quatro pacientes com sintomas da fase aguda da doença (entre 1 e 14 dias), seis na fase subaguda (15 a 90 dias) e nenhum caso na fase crônica (acima de 90 dias).

A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou realizar remoções hospitalares nem busca ativa de novos casos.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos, com três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Também não houve necessidade de encaminhamentos hospitalares, e foram coletadas três amostras para exames PCR.

Já a Equipe 2 contabilizou 29 consultas, sem registro de casos agudos, apenas cinco subagudos e um crônico, sem remoções.

No assentamento Nhuvera, localizado dentro da reserva, foram realizadas 29 consultas clínicas, sem identificação de casos na fase aguda. Três pacientes apresentaram sintomas da fase subaguda e não houve necessidade de encaminhamento hospitalar.

Informe epidemiológico

O informe epidemiológico divulgado nesta terça-feira (5) pelo COE aponta que, até o momento, foram registradas:

  • 3.141 notificações de casos suspeitos
  • 2.418 casos prováveis
  • 2.071 casos confirmados
  • 723 casos descartados
  • 347 casos em investigação

Apesar do recuo, a doença ainda está presente no município. Atualmente, 35 pacientes permanecem internados por complicações da Chikungunya, sendo:

  • 1 no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá)
  • 18 no Hospital Universitário HU-UFGD
  • 1 no Hospital Cassems
  • 7 no Hospital Regional
  • 2 no Hospital Unimed
  • 3 no Hospital da Vida
  • 3 no Hospital Evangélico Mackenzie

Limpeza da aldeia

Até esta terça-feira (5), o mutirão de recolhimento de resíduos sólidos já retirou cerca de 250 toneladas de lixo em toda a extensão da Reserva Indígena de Dourados.

A ação tem como objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.

A força-tarefa envolve Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

As ações seguem coordenadas pelo COE e fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, com foco na contenção da doença e prevenção de novos casos

Três Lagoas

Suspeita é de que homem preso em Três Lagoas tenha agido a mando de facção criminosa

Investigação aponta possível ligação com facções rivais; série de crimes deixou três mortos e três feridos, aumentando a sensação de insegurança na cidade

05/05/2026 16h52

Suspeita é de que homem preso em Três Lagoas tenha agido a mando de facção criminosa

Suspeita é de que homem preso em Três Lagoas tenha agido a mando de facção criminosa Policia Civil Três Lagoas

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Como noticiado na manhã desta terça-feira, no site do Correio do Estado, a cidade de Três Lagoas registrou intensa movimentação policial desde a última quinta-feira (30), marcada por uma sequência de tentativas de homicídio e assassinatos.

E, na noite de ontem (segunda-feira, 4), um homem de 27 anos foi preso suspeito de envolvimento em um homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio.

Após apuração da reportagem junto ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Três Lagoas, o homem suspeito e preso pelos crimes foi identificado como Caíque Natan Souza.

Ele é investigado por envolvimento em um homicídio qualificado e em tentativas de homicídio, além de responder por crimes relacionados ao porte e à posse ilegal de armas de fogo.

A Polícia Civil investiga se o homicídio possui ligação com o conflito entre grupos de facções rivais que operam na região.

Desde a última quinta-feira, o município vive momentos de apreensão. Ao todo, foram registradas três tentativas de homicídio e três assassinatos.

No sábado (2), um homem identificado como Pedro Augusto Otaviano dos Santos, conhecido como “Cabelinho”, foi morto a tiros em frente a uma residência na Rua Michel Thomé, no bairro Vila Nova.

Já no domingo, na Circular da Lagoa, um dos principais pontos turísticos da cidade, um casal de jovens foi baleado enquanto trabalhava em uma lanchonete. Na ocasião, a jovem Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos, foi atingida por nove disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros e morreu no local.

O namorado da vítima, Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, também foi baleado ao tentar protegê-la. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta terça-feira (5).

No bairro Interlagos, um homem foi baleado dentro de um bar após ser chamado pelo nome pelo autor dos disparos, que efetuou cerca de três tiros. A vítima foi atingida no rosto e no ombro, sendo socorrida em estado grave.

Outro caso envolveu um jovem de 21 anos, baleado por ocupantes de um veículo. Ele foi atingido por três disparos e também encaminhado ao hospital.

A Polícia Civil investiga os casos e trabalha para identificar possíveis conexões entre as ocorrências.

Relembre a prisão do suspeito

Caíque Natan de Souza de 27 anos, foi preso suspeito de envolvimento em um homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, além de crimes relacionados ao porte e à posse ilegal de armas de fogo.

A prisão foi realizada durante uma operação conjunta entre a Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e equipes da Polícia Militar. As diligências vinham sendo conduzidas de forma ininterrupta desde a sequência de crimes registrados entre os dias 30 de abril e 3 de maio, que geraram preocupação entre os moradores da cidade.

A partir da troca de informações entre forças de segurança de Três Lagoas e municípios vizinhos, os investigadores conseguiram identificar o suspeito e levantar dados sobre o possível local onde ele estaria escondido, possivelmente na companhia de outros envolvidos.

Durante as buscas, os policiais visualizaram um veículo Fiat Palio saindo de um imóvel. Como um carro com características semelhantes havia sido utilizado em um dos crimes investigados, a equipe iniciou acompanhamento tático.

O condutor foi abordado ao descer do veículo, em um posto de combustíveis, e foi flagrado em posse de uma pistola calibre 9 milímetros. Na sequência, policiais civis e militares retornaram ao imóvel, localizado no bairro Setsul, na zona leste da cidade, de onde o suspeito havia saído, e localizaram um revólver calibre .38, além de dezenas de munições dos calibres 9 milímetros e .38.

Caíque foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime está relacionado ao assassinato de uma jovem e a duas tentativas de homicídio ocorridas no último domingo (3), na região da Circular da Lagoa.

Além disso, ele também foi autuado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O suspeito também é investigado por possível envolvimento em outros homicídios e tentativas registrados no município desde a última quinta-feira. A Polícia Civil já solicitou a prisão preventiva dele nesses casos, que seguem sob investigação.

Um homem de 27 anos, identificado como Caíque Natan de Souza, foi preso nesta segunda-feira (4), em Três Lagoas, suspeito de envolvimento em um homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, além de crimes relacionados ao porte e à posse ilegal de armas de fogo.

Suspeita é de que homem preso em Três Lagoas tenha agido a mando de facção criminosaCarro Apreendido na Ação da Polícia.

Obras

Empresa de Patrola é uma das escolhidas para projeto inédito de recapeamento em Campo Grande

Outras cinco empresas venceram a disputa pelos reparos nos diferentes pontos da Capital

05/05/2026 15h45

Recapeamento da Avenida Duque de Caxias

Recapeamento da Avenida Duque de Caxias Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Réu em processos por corrupção e alvo de investigações sobre fraudes em contratos públicos, André Luiz dos Santos, conhecido como André "Patrola" está entre os empreiteiros que venceram a licitação que prevê R$ 37.129.082,48 em projeto inédito de recapeamento das sete grandes macrorregiões de Campo Grande. 

Investigado no âmbito da Operação Cascalhos de Areia, desencadeada em junho de 2023 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), Patrola é dono da empresa André L. dos Santos Ltda, que receberá R$ 6.153.797,28 para recapear a macrorregião do Prosa, conforme publicação do Diário Oficial desta terça-feira (5). 

Além da empresa de Patrola, outras cinco venceram a disputa pelos reparos nos diferentes pontos da cidade, destaque para Empresa Construtora Rial Ltda, que levou dois dos sete lotes e será responsável pelo recapeamento das regiões Imburussu e Anhanduizinho, contratos que somados chegam à casa dos R$ 10,7 milhões.

Caberá a Gradual Engenharia e Consultoria Ltda recapear a região central (R$ 4.702.673,71); Empresa Asfaltec Usina de Asfalto e Tecnologia Ltda será responsável pelas reformas na região do Segredo (R$ 4.045.000,00); Empresa Relevo Engenharia Ltda fará o recapeamento da região Lagoa (R$ 5.220.414,62), enquanto a empresa  Empresa RR Barros Serviços e Construções Ltda fará a reforma na área do Bandeira (R$ 6.199.000,00). 

Em março último, o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos Marcelo Miglioli, já havia antecipado ao Correio do Estado que a ideia seria fazer um serviço contínuo, assim como o de tapa-buracos.

Na ocasião, Miglioli destacou que os reparos ocorreriam à medida em que a verba for liberada, recursos da própria prefeitura. 

A proposta, seria priorizar "as vias mais estruturantes" da cidade, com reforço em pontos de maior fluxo de veículos, como a Avenida Manoel da Costa Lima, que deve estar entre os trechos contemplados pelas obras de recapeamento. O prazo de vigência de cada um dos contratos é de 360 dias, período que pode ser prorrogado pela prefeitura.

Operação Cascalhos de Areia

André "Patrola"é investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por suspeita de participação em um esquema de corrupção envolvendo contratos de manutenção de vias não pavimentadas e locação de máquinas firmados com o município.

A investigação apontou um suposto esquema de fraude em licitações, medições fraudulentas e pagamento de propina a servidores públicos para garantir contratos com a prefeitura.

Segundo o Ministério Público, empresas ligadas ao empreiteiro simulavam concorrência em licitações para assegurar a vitória nos certames e, posteriormente, apresentavam documentos e relatórios de serviços que não teriam sido executados.

Em alguns casos, de acordo com a denúncia, as mesmas fotografias foram utilizadas repetidas vezes para comprovar serviços diferentes, prática identificada em 869 registros fotográficos analisados pelos investigadores.

As apurações indicam que os desvios podem ter chegado a R$ 46 milhões em contratos relacionados à manutenção de ruas sem pavimentação e locação de máquinas.

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