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Nelsinho decide não apoiar José Serra para presidente

Nelsinho decide não apoiar José Serra para presidente

ADILSON TRINDADE

24/01/2010 - 06h29
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O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), não vai subir ao palanque de José Serra (PSDB) em Mato Grosso do Sul na disputa presidencial por considerar “traição” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra- chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que têm ajudado muito Campo Grande. Mas Nelsinho não deixará de se empenhar na campanha de reeleição do governador André Puccinelli (PMDB). O problema dele é com Serra. O prefeito pretende ficar longe do palanque do candidato tucano para não atrapalhar a campanha de Dilma à sucessão presidencial. O prefeito confidenciou a amigos a sua admiração por Lula e Dilma. Os dois sempre abriram as portas do Planalto para recebê-lo e ajudar na solução dos problemas de Campo Grande. Hoje, as grandes obras na cidade são investimentos feitos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E não param por aí. O presidente Lula assinou, recentemente, medida provisória liberando mais R$ 55 milhões por meio de linha de crédito Pró-Transporte. O dinheiro será aplicado no projeto de mobilidade urbana. Nelsinho pretende promover o recapeamento das vias públicas, padronização das calçadas e construir novo sistema no quadrilátero formado pelas avenidas Mascarenhas de Moraes, Eduardo Elias Zahran, Tamandaré e Ceará, para facilitar acesso às pessoas portadoras de deficiência. Com todo esse apoio que vem recebendo do Planalto, o prefeito reiterou a sua disposição de não acompanhar a eventual decisão do governador André Puccinelli de apoiar a candidatura de José Serra. O prefeito considera ingratidão de sua parte se envolver numa campanha em favor do principal rival de Dilma. Além disso, ele não quer desmontar o elo que criou com Lula e Dilma. A decisão de Nelsinho pode isolar André no palanque de Serra, na campanha presidencial. Isto porque nem todos os peemedebistas estarão engajados na eleição do candidato tucano em Mato Grosso do Sul. O governador, no entanto, declarou aos líderes tucanos a sua indefinição na sucessão presidencial. A tendência dele é apoiar Serra, porque não vai defender a candidatura de Dilma Rousseff quando estará em guerra, sem trégua, com o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). Se André se mantém numa posição de indefinição, Nelsinho já decidiu não apoiar José Serra. Mas também não abriu o jogo se vai fazer a campanha de Dilma Rousseff. Ele apenas declara a sua admiração, respeito e amizade pela ministra que tem ajudado a sua administração. “Eleição estadual é uma coisa. Estarei totalmente envolvido na reeleição do governador André Puccinelli. A presidencial é outra conversa”, afirmou o prefeito.

CONTROLE

MPF instaura processo administrativo para fiscalizar "emendas pix" em municípios do MS

Em 2025, os municípios de MS receberam R$ 89,424 milhões das emendas individuais por transferências especiais. O Estado ocupou a 4ª colocação no ranking dos que mais tiveram acesso a este recurso

17/03/2026 19h15

Entre as cidades de MS, Dourados foi a que mais recebeu as chamadas

Entre as cidades de MS, Dourados foi a que mais recebeu as chamadas "Emendas PIX", em 2025 Divulgação / Governo do Estado

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais oriundos das "emendas pix", aquelas referentes a emendas parlamentares individuais impositivas sem finalidade definida, transferidas aos municípios. A ação foi vinculada à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), que é o órgão dedicado ao combate à corrupção, improbidade administrativa e crimes contra a administração pública. 

A proposta de trabalho encaminhada pela 5ª CCR do MPF é saber onde e como os recursos são aplicados e coibir atos de corrupção. As transferências especiais, ou "emendas PIX", devem atender aos requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade, de acordo com o artigo 163-A da Constituição.

Em 2025, Mato Grosso do Sul ocupou a 4ª colocação no ranking de estados que mais receberam recursos das "Emendas PIX". Ao todo, foram repassados R$ 33,53 milhões, segundo o site de transparência do Tesouro Nacional.

O Estado só ficou atrás da Bahia, que recebeu R$121,70 milhões; São Paulo, R$40,70 mi; e Amapá, com R$36,33 mi recebidos pelo Governo Federal através da emenda individual por meio das transferências especiais.

Além disso, os municípios de MS receberam, no total, R$ 89,424 milhões destas emendas individuais especiais.

Entre os municípios que mais receberam os recursos estão:

  1. Dourados - R$ 9,90 milhões
  2. Sidrolândia - R$ 4,16 milhões
  3. Maracaju - R$ 3,96 milhões
  4. Ponta Porã - R$ 3,20 milhões
  5. Caarapó - R$ 3,16 milhões

Campo Grande recebeu apenas R$ 500 mil durante o ano de 2025, segundo o site do Tesouro Nacional.

Emenda PIX

As "Emendas Pix" são uma modalidade de emenda parlamentar individual impositiva, ou seja, recursos destinados pelos parlamentares diretamente para ações em sua cidade.

O diferencial destas emendas é que elas são liberadas de forma rápida, sem precisar estar vinculadas a projetos ou convênios específicos. Isso torna ainda mais importante o acompanhamento e controle social sobre o uso desses recursos.

"O artigo 166-A, I, e §§ 2º, 3º e 5º, da Constituição Federal, dispositivos acrescidos pela Emenda Constitucional n° 105/2019, instituíram as transferências especiais conhecidas como "emendas PIX", as quais, nos termos da Constituição, serão repassadas diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de celebração de convênio ou de instrumento congênere, pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira e serão aplicadas em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado", é o que considera o MPF na análise que instaurou o procedimento administrativo de acompanhamento.

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Travamento

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

Controladoria-Geral da União identificou pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos

17/03/2026 19h00

Foto: Divulgação / INSS

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.

A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada.

Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

O banco só poderá voltar a fazer novos empréstimos consignados quando restituir os valores cobrados indevidamente.

Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados.

Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

O banco chegou a ser condenado judicialmente a indenizar aposentados que afirmaram ter sofrido descontos sem terem contratado empréstimos consignados. Também já firmou acordo com o Ministério Público Federal para cessar fraudes nesses contratos.

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