Cidades

Reviva Centro

Nelsinho descarta prorrogação de prazo para adequação de fachadas

Nelsinho descarta prorrogação de prazo para adequação de fachadas

VÂNYA SANTOS

28/05/2012 - 00h02
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O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) garantiu que não prorrogará o prazo para adequação das fachadas dos estabelecimentos comerciais da região central da Capital, conforme reivindicado pela Associação Comercial. A terceira etapa do Projeto Reviva Centro, que visa a despoluição visual da área comercial, termina no próximo dia 31 e os comerciantes pediram a prorrogação para janeiro de 2013. Cerca de 780 empreendimentos precisam adequar suas fachadas.

“A expectativa da adequação é muito boa e não vamos alterar a data por conta das pessoas que cumpriram com os prazos. Poderá haver apenas uma flexibilização porque isso já havia sido acordado, combinado, avisado e reavisado com antecedência. Ninguém foi pego de surpresa”, ressaltou o prefeito.

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Assassinato

Homem é morto a facadas durante briga em Campo Grande

Câmeras de segurança registraram o crime; suspeito foi identificado e é procurado pela polícia

31/05/2026 17h01

Foto: Divulgação

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Uma briga generalizada registrada na manhã deste domingo (31), no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, terminou com a morte de Aelisson Ferreira dos Santos, de 40 anos. A vítima foi atingida por golpes de faca durante a confusão ocorrida em via pública.

O crime aconteceu na Rua Cerejeira do Norte e foi registrado por câmeras de segurança de uma residência da região. As imagens foram recolhidas pela polícia e devem auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

De acordo com as informações apuradas, o vídeo mostra o momento em que Aelisson e o suspeito iniciam uma discussão que evolui para uma luta corporal. Durante o confronto, o agressor desfere vários golpes de faca contra a vítima.

As imagens também registram a presença de uma mulher que tenta interromper a briga, gritando à distância para que os envolvidos encerrassem o desentendimento. Apesar da tentativa de intervenção, a agressão continuou.

Moradores relataram ter ouvido gritos e uma intensa discussão envolvendo várias pessoas nas primeiras horas da manhã. Uma testemunha entregou aos policiais um vídeo gravado pelo celular, que também mostra parte da confusão e será incorporado ao inquérito.

Inicialmente, não havia confirmação sobre a autoria do homicídio. No entanto, informações repassadas por moradores levaram à identificação do principal suspeito do crime. Segundo o boletim de ocorrência, ele fugiu logo após o ataque e ainda não foi localizado.

A motivação da briga e as circunstâncias que levaram ao homicídio continuam sendo investigadas. O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sob apuração da Polícia Civil.

Corumbá e Ladário

Crise climática em cidades de MS vira objeto de fiscalização do MPF

A região pantaneira, principalmente nas cidades de Corumbá e Ladário, é conhecida pelas altas temperaturas ao longo do ano, as quais ultrapassam os 40ºC

31/05/2026 16h30

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça Arquivo / Rodolfo César

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a implementação de políticas públicas municipais, estaduais e federais para "adaptação e resiliência" das cidades de Corumbá e Ladário às mudanças climáticas e eventos extremos.

O órgão ministerial quer garantir que os Poderes Executivos estejam integrados no enfrentamento da crise climática e na redução das desigualdades socioterritoriais. O MPF quer vistoriar também se as medidas estão em conformidade com as diretrizes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e do Plano Nacional de Adaptação.

No ano passado, a COP30, realizada em Belém (PA), consolidou a adaptação climática como eixo central das negociações, aprovando o Objetivo Global de Adaptação (Global Goal on Adaptation – GGA), e reforçou a noção de continuidade obrigatória das políticas públicas de adaptação, vinculando os compromissos internacionais às legislações nacionais.

De acordo com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), que institui diretrizes para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, é obrigação do Poder Público formular e implementar planos de ação.

O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) estabelece normas de ordem pública e interesse social para o
uso da propriedade urbana, impondo ao município o dever de integrar sustentabilidade e adaptação climática em seus planos diretores.

O procurador da República em Mato Grosso do Sul, Marco Antônio Delfino de Almeida, destacou uma série de considerações para instaurar o procedimento administrativo.

Para ele, a adaptação das cidades às mudanças climáticas exige a promoção de um novo modelo de desenvolvimento urbano, que seja mais justo, sustentável e responsável, requerendo obras de mitigação de riscos, como o remanejamento de populações em áreas vulneráveis, a recuperação de fundos de vale, a arborização urbana, a criação de áreas verdes e a adoção de soluções baseadas em natureza, como o conceito de “cidades esponja”, que ampliam a permeabilidade do solo e reduzem enchentes.

Impactos das altas temperaturas

Entre as considerações, o MPF destacou o estudo “Análise multiescala de seca, ondas de calor e eventos compostos no Pantanal brasileiro em 2019–2021”, publicado na revista Climatologia Teórica e Aplicada, o qual evidencia a ocorrência simultânea de secas severas e ondas de calor prolongadas na região pantaneira, configurando eventos compostos de alta intensidade. 

Tais fenômenos impactaram diretamente a biodiversidade, a dinâmica hidrológica e as atividades econômicas locais, incluindo turismo e pesca, além de aumentar a vulnerabilidade das populações residentes em Corumbá e Ladário, o que reforça a urgência de políticas públicas de adaptação e resiliência específicas para este território.

As altas temperaturas médias anuais entre 31°C e 33°C e a ocorrência de ondas de calor, que ultrapassam os 40°C, tornam essas cidades altamente vulneráveis a enchentes, estiagens e queimadas, afetando diretamente o meio ambiente, a economia local e a população.

As projeções científicas divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e por estudos internacionais apontam para um aumento médio de 2°C a 4°C nas temperaturas da região Centro-Oeste até meados do século XXI, com maior frequência e intensidade de ondas de calor superiores a 40°C.

Tais perspectivas agravam os riscos de secas prolongadas, incêndios florestais e impactos severos sobre a biodiversidade, o turismo e a qualidade de vida da população local.

 

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