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COM MUITA PRESSA

Nelsinho tem 'cravado' R$ 450 milhões para obras

Nelsinho tem 'cravado' R$ 450 milhões para obras

LIDIANE KOBER

24/06/2011 - 00h05
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O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) tem "cravado" pelo menos R$ 459 milhões para investir em Campo Grande até o fim do seu mandato. Ciente do pouco tempo que lhe resta, ele deu uma chacoalhada em sua equipe para conseguir tirar as ações do papel e concluir as obras até dezembro de 2012. "O mais difícil, que é garantir o dinheiro eu já fiz. Só em cinco projetos, tenho cravado R$ 459 milhões, agora, só falta agir", declarou.

O problema é que a prefeitura não está conseguindo gastar o dinheiro na execução dos projetos por ineficiência do secretariado. Nelsinho espera conseguir cumprir o cronograma de obras até o fim do seu mandato, 31 de dezembro de 2012.

O prefeito admitiu que vem observando, desde o início do ano, desgaste e acomodação por parte de sua equipe. Para piorar a situação — de olho na sucessão da prefeitura da Capital — aliados começaram a atacar a sua administração.

Com pressa e sem paciência, ele fez seus secretários assinarem carta de demissão e vem distribuindo "cartão amarelo" aos ocupantes de cargos comissionados. Tudo isso para injetar gás na administração e garantir a execução das obras. "Ou entram com tudo (no trabalho) ou saem (da prefeitura) com tudo", avisou.

Nelsinho observou ainda a necessidade de aproveitar justamente este período do ano para acelerar as obras em andamento. "Essa é a penúltima estiagem do meu mandato. Preciso aproveitar essa época de pouca chuva porque tenho muita coisa para fazer", comentou.

 Projetos

Entre os cinco projetos citados pelo prefeito estão o Pró-transporte, a conclusão do PAC 1 (Plano de Aceleração do Crescimento), o início das obras do PAC 2, além do Reluz e do projeto de Mobilidade Urbana.

O término do PAC 1 se resume no fim das obras de fundo de vale, de drenagem e de pavimentação asfáltica na região dos rios Ibirussu/ Cerradinho, continuidade da via Morena e pavimentação asfáltica na região do Lagoa. "A chacoalhada já surtiu eleito. Marcaram a inauguração do Ibirussu/Cerradinho, da via Morena e das obras no Lagoa. Tudo estará pronto para ser inaugurado na semana de aniversário do município", anunciou Nelsinho.

No PAC 2, segundo o secretário municipal de Governo, Rodrigo Aquino, foram selecionados projetos na ordem de R$ 188 milhões. No Parque Linear do Bálsamo, estão previstas obras de urbanização de fundo de vale, pavimentação asfáltica e a construção de 483 unidade habitacionais, além de obras de drenagem.

De acordo com Rodrigo Aquino, também foi autorizado pela União a liberação de recursos para dar continuidade as obras na região do Segredo, incluindo urbanização de fundo de vale, construção de 264 casas populares e obras de drenagem. Para o Taquaral 2, foi selecionado projeto de recuperação ambiental, urbanização, além de componente habitacional. Só nestes três projetos, são R$ 70 milhões para aplicar em infraestrutura e R$ 40 milhões na construção de moradias", informou o secretário de Governo.

Para impedir novas enchentes, ainda pelo PAC 2, estão previstas obras de drenagem e de manejo de águas pluviais nas regiões do rio Anhandui e do córrego Cabaça, além da continuação do PAC do Cabaça. O investimento gira na ordem de R$ 78 milhões.

O terceiro projeto citado pelo prefeito é o reluz, que consiste na substituição da rede de iluminação pública existente por uma mais moderna e econômica. Ele ainda está decidido a concluir o projeto de mobilidade urbana e o pró-transporte (criação de corredores de ônibus, construção de passarelas para pedestres e ciclovias). O projeto, no entanto, depende de adequações técnicas, exigidas pela União.

SAÚDE

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV

A ação é válida para aqueles que nunca iniciaram tratamento para o HIV, possuem CPF e não foram testados nos últimos seis meses

21/05/2024 17h30

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV

Campanha oferece voucher de R$50 para quem fizer teste de HIV Divulgação

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O projeto A Hora é Agora está oferecendo um cartão de ajuda de custo no valor de R$ 50 para incentivar a testagem de HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre pessoas trans, travestis, não binárias e trabalhadores(as) do ramo sexual.

A ação é válida para aqueles que nunca iniciaram tratamento para o HIV, possuem CPF e não foram testados nos últimos seis meses.

O teste deve ser realizado presencialmente no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), e o valor do cartão pode ser utilizado em qualquer estabelecimento comercial.

Após a realização do teste, a pessoa recebe o cartão-benefício e vouchers com um código pessoal, incentivando sua rede a também fazer o teste, se quatro pessoas utilizarem o código para se testarem, a pessoa que as recrutou ganha outro cartão de R$ 50.

Àqueles que não se enquadram nos critérios iniciais, como os já em Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), podem participar como recrutador(a).

Para isso, basta retirar os vouchers na unidade de atendimento e, se quatro pessoas utilizarem o código do voucher para testar, o recrutador(a) ganha um cartão de R$ 50.

A iniciativa tem como objetivo aumentar o índice de testagem nessa população, que frequentemente enfrenta dificuldades de acesso devido à falta de informação, estigma e preconceito.

A campanha "TESTAR É UM DIREITO" apoia a ação com a distribuição de cartazes e panfletos para sensibilizar o público-alvo.

Parte dessa estratégia é garantir que saibam que serão recebidas em um ambiente profissional, seguro e humanizado nas unidades de atendimento apoiadas pelo A Hora é Agora.

Além da testagem, essas unidades oferecem PrEP, Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), preservativos, lubrificantes, aconselhamento e encaminhamento para outros serviços, se necessário.

Resultados e parcerias

O projeto já distribuiu milhares de autotestes para HIV e outras ISTs, a fim de promover o diagnóstico precoce e o suporte necessário para tratamento.

Outras ações incluem PrEP, PEP, notificação de parceiros (index testing) e busca ativa de usuários em abandono de tratamento.

A Hora é Agora faz parte de um Acordo de Cooperação entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) da Fiocruz, a Fiotec e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), com recursos do PEPFAR, em parceria com o Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde e Organizações da Sociedade Civil.

Onde Se Testar?

Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)

  • Segunda a sexta, das 7h às 17h
  • Rua Anhanduí, 353 Amambaí
  • Telefones: 98189-8300 | 99227-1228 | 99930-9713 | 2020-1701

Segurança

Muros de 8 metros são construídos na Máxima com o objetivo de inibir arremessos de drogas

A construção foi iniciada após um homem de 35 anos morrer em confronto com o Batalhão de Choque, após ser pego arremessando drogas para dentro do presídio.

21/05/2024 17h22

Mutos de 8 metrosd estão sendo intalados para inibir arremessos de drogas e celulares no presídio de segurança máxima.

Mutos de 8 metrosd estão sendo intalados para inibir arremessos de drogas e celulares no presídio de segurança máxima. Fotos: Gerson Oliveira

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Um muro de aproximadamente 8 metros está sendo erguido na área de convivência dos internos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A medida tem como objetivo inibir a prática de arremesso de aparelhos celulares e drogas para dentro do estabelecimento penal, seja por meio de drones ou outras formas.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Maiorchini, dois muros, um de 8 metros e outro de 4 metros, estão sendo construídos em dois pavilhões. Ambos serão cobertos por uma tela na tentativa de dificultar o arremesso de entorpecentes e eletrônicos. 

A construção dos muros deve custar R$240 mil reais, custeados com o dinheiro do Estado. 

Questionado, o diretor-presidente da Agepen afirmou que a construção dos muros não tem nenhum envolvimento com a morte de Milton Cezar Santos de Souza, de 35 anos, conhecido como Cezinha, que foi morto após ser pego em flagrante arremessando celulares para dentro do presídio de segurança máxima.

“O que aconteceu no final de semana foi um caso isolado e que não tem nenhum envolvido com crime organizado. A construção desses muros já estava no planejamento da Agepen. Temos exemplos nos presídios de Ivinhema, Caracol, Bataguassu, São Gabriel e Naviraí e já possuem esses muros há anos e não tiveram nenhum registro até hoje”, relatou.  

Diretor- presidente da Agepen, Rodrigo MarchionniDiretor-presidente da Agepen, Rodrigo Marchionni/ Fotos: Gerson Oliveira 


Medidas para inibir entrada de drogas

Ainda durante a coletiva na tarde de hoje, Maiorchini explicou que vistorias estão sendo realizadas periodicamente, como as operações de pente-fino, quando há um empenho maior dos agentes na busca de drogas e outros objetos dentro das celas.

Questionado sobre o que está sendo feito para inibir a entrada de celulares no presídio, Maiorchini disse que sistemas de raio-x e bodyscan, que conseguem ver dentro do corpo das pessoas, são tecnologias implantadas recentemente e que têm trazido bons resultados.

Fotos: Gerson Oliveira 

 
Morte após arremesso de celulares 

Na madrugada de domingo, Milton Cezar Santos de Souza, 35 anos, foi morto pelos policiais do Batalhão de Choque após ser abordado na Rua Adventor Divino de Almeida, no bairro Jardim Noroeste.

Conforme informações da polícia,  o suspeito seguia a pé, quando houve troca de tiros com os policiais do Batalhão de Choque. Em tentativa de abordagem, houve troca de tiros e o suspeito foi atingido. 

Ao ser atingido por tiros, foi socorrido pelos policiais e encaminhado até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. 

Conforme informações policiais, Milton Cezar, mais conhecido como CEzinha, é acusado de estuprar e matar uma mulher em junho de 2022.   

Medidas de segurança

A tecnologia será forte aliada da Agepen, para aumentar a segurança no estabelecimento penal, entre elas estão a instalação de câmeras com sensor de movimento que pode auxiliar os agentes a impedir eventuais tentativas de fuga. 

Outro ponto apontado foi a utilização de bloqueadores de sinal, que acabou não conseguindo ser totalmente eficaz. A Agepen informou que no presídio existem "pontos sombra" locais em que o sinal não é bloqueado. Além disso, como a Máxima fica próxima à vizinhança, o bloqueador interfere no sinal dos populares.

"Estamos comprometidos em garantir um sistema penitenciário mais controlado, reduzindo a influência da criminalidade e protegendo a sociedade", afirma o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini e completou:

"A meta é erradicar a comunicação ilegal em presídios, diminuindo os riscos associados à atividade criminosa organizada dentro e fora das prisões".

 


 

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