Cidades

DE MAL A PIOR

Nem chuvarada do primeiro semestre freou os desmatamentos do Pantanal

Satélites registraram devastação de 25,5 mil hectares em seis meses, o que é 175% a mais que em igual período de 2022

Continue lendo...

Apesar das chuvas constantes e intensas ao longo de todo o primeiro semestre, inclusive em junho, o ritmo de desmatamentos no Pantanal de Mato Grosso do Sul disparou nos primeiros seis meses do ano. Dados divulgados pelo Instituto SOS Pantanal revelam que exatos 25.543,1 hectares foram suprimidos no primeiro semestre, o que representa aumento de 175% na comparação com os 9,3 ml hectares de igual período de 2022. 

Normalmente as atividades de desmatamento ocorrem no segundo semestre, em períodos de pouca chuva e de terra seca, o que facilita o trabalho das máquinas. Mas, a grande quantidade de dias chuvosos, e de abundância de água no solo parece que não atrapalhou o trabalho dos fazendeiros em busca de lucro rápido na criação de gado. 

No primeiro semestre, após cinco anos, parte das planícies pantaneiras voltaram a ser alagadas pelo transbordamento de alguns dos principais rios. Em março e abril, o Rio Miranda inundou milhares de hectares desde a cidade de Miranda até a foz. Depois disso, o Rio Paraguai, o principal da planície, também saiu do leito e atingiu pico de 4,24 metros na régua de Ladário, o que não ocorria desde 2018. 

Mas apesar das condições climáticas adversas, o ritmo dos desmatamentos foi “assustador” neste ano, conforme termo utilizado por Gustavo Figueirôa, biólogo e diretor de comunicação do SOS Pantanal.  

Os dados do instituto foram divulgados na mesma semana em que o Governo estadual informou que os desmatamentos no Pantanal de MS recuaram 12% em 2022 na comparação com o ano anterior, passando de 55.959 hectares para 49.162 hectares. 

A fonte de informações tanto do SOS Pantanal quanto do Governo do Estado é a mesma, os satélites do  MapBioma. Estes satélites registram todas as supressões de vegetação, sejam elas autorizadas ou clandestinas. E, se no primeiro semestre de 2023 o volume chegou a 25,5 mil hectares, a tendência é de que na última metade do ano a situação seja bem pior.

E exatamente por isso que, segundo Gustavo Figuerôa, “é urgente que uma nova legislação para o uso do Pantanal entre em vigor, uma que ouça todos os setores da sociedade, e que novos estudos sejam realizados, levando em conta o fator da proteção ambiental.” 

Ele é um dos que cobra a “cassação” do decreto estadual 14.273, em vigor desde outubro de 2015, que autoriza a supressão de até 60% da vegetação nativa das fazendas pantaneiras. Estudo da Embrapa aponta que este percentual deveria ficar em torno de 35%.

CORUMBÁ

E o mais grave é que estes desmatamentos não estão acontecendo apenas nas chamadas partes altas ou no entorno da planície alagável. De acordo com o SOS Pantanal, somente no município de Corumbá, que é uma espécie de coração do Pantanal, foram devastados 15.536 hectares no primeiro semestre do ano, o que representa aumento de 282% ante igual período de 2022, quando foram 4,3 mil hectares. 

Os números relativos ao período de janeiro a abril já mostravam que a situação  era grave, “e esses compilados para o semestre todo só confirmam esse cenário. O instituto SOS Pantanal segue defendendo a ampliação das fiscalizações em ações que envolvam instituições civis e oficiais, e, paralelamente, para que seja criada uma lei federal que proteja o bioma, que também sofre periodicamente com o fenômeno das queimadas”, afirma  Gustavo Figueirôa.

Gráfico: SOS Pantanal – Dados: MapBiomas

 

SOS Pantanal

Fundado em 2009, o SOS Pantanal é uma instituição sem fins lucrativos, que promove a conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal por meio da gestão do conhecimento e a disseminação de informações do bioma para governantes, formadores de opinião, empreendedores, fazendeiros e pequenos proprietários de terras da região, assim como para a população em geral. 

Ao longo das últimas duas décadas, o SOS Pantanal também tem diretamente impactado o ecoturismo, ao promover iniciativas de preservação e desenvolvimento sustentável. O Instituto SOS Pantanal promove o aprimoramento de políticas públicas, a divulgação de conhecimento e o desenvolvimento de projetos para o uso sustentável do bioma. Fomentamos as transformações necessárias por meio da ciência e do diálogo com os diversos setores da sociedade civil e poder público.

 

 

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).