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MEIO AMBIENTE

Seca se alastra e já atinge 82% do território de MS

Centro-Oeste teve a maior intensidade do fenômeno com registro excepcional de seca, de 5% para 7%, sendo o índice mais severo do País

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Monitoramento Mensal de Secas entre fevereiro e março mostra que, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ainda conforme o documento, indo no sentido oposto, Goiás teve um abrandamento do fenômeno, já o Distrito Federal constatou apenas seca fraca.

Segundo dados da pesquisa, a região Centro-Oeste teve a maior intensidade do fenômeno com registro excepcional de seca, de 5% para 7%, sendo o índice mais severo do País, neste mês de março. Com isso, a região teve um aumento da área com seca de 90% para 93% no último mês, se tornando o maior percentual entre as cinco regiões monitoradas.

Em outros estados como Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso os meses com mais seca foram entre fevereiro e março, somando uma área total de território de 13%, 89% e 99%, respectivamente.  

Outras regiões

No Brasil, entre os mesmos meses, houve uma redução da seca em 11 estados, sendo eles: Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rondônia. Já Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, São Paulo e Tocantins registraram uma intensificação do fenômeno durante o mesmo período.

Em Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Sergipe a seca ficou estável. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina não houve registro significativo, Rio de Janeiro é o único estado em que o fenômeno não foi verificado.

O Monitor de Secas

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses.

Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

Coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), o Monitor de Secas é desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.

As instituições que atuam no Monitor de Secas em suas respectivas unidades da Federação no Centro-Oeste são as seguintes:

  • DISTRITO FEDERAL: Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA);
  • GOIÁS: Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD);
  • MATO GROSSO: Superintendência de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso (SUPDEC) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA);
  • MATO GROSSO DO SUL: Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO) e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).


O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México.

O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. 

Impacto das chuvas

Estado reconhece emergência em mais dois municípios atingidos por fortes chuvas em MS

Medida vale por 180 dias e permite mobilização de órgãos públicos após danos causados por precipitações cujo acumulado, em algumas regiões, ultrapassou 200 milímetros

04/03/2026 10h00

Crédito: Prefeitura Municipal de Ivinhema

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O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu situação de emergência nos municípios de Corguinho e Ivinhema, conforme publicação desta quarta-feira (04) no Diário Oficial.

Corguinho, município localizado a 90 quilômetros de Campo Grande, foi atingido, desde o dia 2 de fevereiro, por chuvas com precipitação acumulada que chegou a 238 mm, conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC).

O que causou a elevação do nível dos rios e córregos, provocando enxurradas e alagamentos que resultaram na destruição de ruas, estradas vicinais, pontes, bueiros e tubulações.

Em nota publicada no Instagram da prefeitura, no dia 2 de fevereiro, foi comunicado que os locais afetados até aquele momento foram: região da Fazenda Independência, região do Indaiá, Assentamento Liberdade Camponesa, região do Jeromão e Lageado, na região do Taboco.

No assentamento, famílias ficaram ilhadas. A nota indica também que o tráfego ficou comprometido em alguns trechos, com localidades ficando inacessíveis.

Distante cerca de 390 quilômetros, o município de Ivinhema, também assolado por fortes chuvas, teve o reconhecimento da situação de emergência pelo Governo do Estado.

Segundo informações do Executivo municipal, dados da Defesa Civil apontam que foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em menos de três horas.

O volume elevado em curto espaço de tempo deixou um rastro de destruição em estradas rurais, e moradores das regiões mais afetadas chegaram a receber atendimento emergencial e apoio.

Em nota publicada pela prefeitura, o coordenador da Defesa Civil, Divaldir Fialho, informou que vários pontos do município foram afetados.

Na região da Gleba Itapoã e do Cristalino, a precipitação pode ter ultrapassado 160 milímetros, segundo informações repassadas por produtores rurais sobre o nível da água das represas acima do normal no dia 23 de fevereiro.

Com o decreto, fica reconhecida a situação pelo prazo de 180 dias, liberando a mobilização de todos os órgãos públicos para atuar na reconstrução, sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/MS).

Autoriza-se a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS. A partir disso, ficam autorizadas, em caso de risco iminente:

  • adentrar nas casas para prestar socorro ou determinar a pronta evacuação;
  • usar propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.

Outros municípios

Em decreto publicado no dia 26 de fevereiro, o governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu situação de emergência em Rio Negro e Coxim, que foram atingidos por tempestades intensas.

O que causou danos em pontes, deixou comunidades isoladas e está exigindo, inclusive, a construção de uma ponte de guerra provisória por militares do Exército para liberar o acesso provisoriamente no município de Rio Negro.

Em Coxim, com a elevação do Rio Taquari, houve mobilização de diversos órgãos da prefeitura, em parceria com o Exército, para evacuar famílias que residem em áreas de risco.

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ALERTA

Marca de palmito é proibida e melatonina tem venda suspensa por irregularidades

Produtos foram alvo de medidas da Anvisa após fiscalização identificar falta de licença sanitária e alegações não aprovadas

04/03/2026 09h30

A medida foi adotada após inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Pariquera-Açu (SP)

A medida foi adotada após inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Pariquera-Açu (SP) Freepik

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os lotes de palmitos em conserva da marca Palmito Lemos, produzidos pela empresa BR Indústria de Alimentos Limitada. A decisão, publicada por meio da Resolução-RE nº 764, de 26 de fevereiro de 2026, proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto em todo o país.

A medida foi adotada após inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Pariquera-Açu (SP), em 11 de fevereiro, que constatou que a empresa operava sem licença sanitária e não apresentou comprovação das boas práticas de fabricação.

De acordo com o relatório, também foram identificadas falhas como ausência de procedimentos operacionais padronizados (POPs), inexistência de registros de controle e garantia dos lotes, além da falta de comprovação do processo de acidificação do palmito conforme o padrão de identidade e qualidade exigido pela legislação. O estabelecimento foi interditado.

Em outra frente de fiscalização, a Anvisa determinou o recolhimento da Melatonina Sublingual em Gotas Sabor Maracujá, comercializada pela empresa Vita BE Cosméticos Ltda (Renova BE). A decisão consta na Resolução-RE nº 758, também publicada em 26 de fevereiro, e suspende a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do suplemento.

Segundo a agência, o produto contém ingrediente que não foi avaliado quanto à segurança para uso sublingual. Além disso, a empresa teria divulgado alegações não autorizadas, como a promessa de regular o ciclo do sono, prevenir insônia e promover equilíbrio do organismo. A Anvisa apontou que as irregularidades infringem normas previstas em decretos e resoluções que regulamentam alimentos e suplementos alimentares no país.

As medidas têm caráter preventivo e passam a valer a partir da publicação das resoluções no Diário Oficial da União.

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