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Infraestrutura

Nova queda de ponte em MS acende alerta sobre manutenção e fiscalização

Em menos de uma década, estruturas desabaram ou apresentaram problemas graves; queda desta quinta reacende questionamentos sobre prevenção

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A queda de parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na região de Coxim, nesta quinta-feira (13), volta a colocar em discussão a segurança das pontes de Mato Grosso do Sul. O episódio mais recente, porém, faz parte de um histórico que inclui estruturas que desabaram poucos anos depois de serem construídas, problemas de execução apontados em perícias e até investigações envolvendo órgãos de controle.

No caso de Coxim, a ponte foi construída entre 2008 e 2009 e concluída em setembro de 2009. Segundo o Governo do Estado, parte da estrutura cedeu enquanto um caminhão passava pelo local, fazendo com que o veículo caísse no Rio Taquari. As causas ainda serão apuradas.

A ponte que caiu nesta quinta-feira

A ponte João Wenceslau Leite de Barros fica no trecho entre as rodovias MS-214 e MS-423 e tem 168 metros de extensão.

Registros publicados em 2008 apontam a Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltda. como vencedora da licitação para a construção da ponte sobre o Rio Taquari. Na época, a empresa apresentou proposta de R$ 1,84 milhão para executar a obra.

 A Seilog informou que equipes trabalham para identificar o que provocou o colapso. A apuração, portanto, precisa responder também se a estrutura apresentava sinais anteriores de comprometimento, quando ocorreu a última inspeção e quais serviços de manutenção foram realizados ao longo dos anos.

Fevereiro de 2026: ponte desaba em Rio Negro

Poucos meses antes da queda em Coxim, outra ponte desabou no Estado. Em 22 de fevereiro de 2026, uma ponte sobre o Rio do Peixe, na MS-080, em Rio Negro, caiu durante a passagem de uma carreta.

O episódio ocorreu depois de fortes chuvas e, segundo informações divulgadas na época, a estrutura já apresentava rachaduras e danos nas cabeceiras. Havia ainda restrição para veículos pesados.

O caso chama a atenção justamente porque a estrutura já apresentava sinais de problemas antes do colapso.

Depois da queda, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanhou a situação e cobrou providências emergenciais para garantir a segurança viária e o transporte de moradores e estudantes afetados pela interdição.

A reconstrução foi posteriormente contratada em caráter emergencial.

O episódio deixa uma pergunta que também se aplica ao caso de Coxim: quando uma ponte apresenta sinais de comprometimento, quais são os critérios utilizados pelo poder público para determinar a manutenção, o reforço ou a interdição da estrutura?

2018: ponte em Jardim tinha apenas quatro anos

O histórico fica ainda mais significativo quando se olha para Jardim. Em 2018, uma ponte sobre o Rio dos Velhos apresentou um colapso parcial. A estrutura havia sido inaugurada em 2014 e tinha apenas quatro anos.

Uma perícia contratada pela Agesul identificou falhas no projeto e na execução, além de problemas relacionados ao dimensionamento e às fundações. O próprio órgão informou, na época, que a estrutura não apresentava condições adequadas de segurança e estabilidade.

A construtora responsável foi acionada e assumiu a reconstrução da ponte.

Mais um caso que chama atenção por abrir um precedente ao demonstrar que a idade da estrutura, sozinha, não é suficiente para determinar sua segurança e solidez. Uma ponte relativamente nova também pode apresentar problemas graves quando há falhas de projeto ou execução. 

2016: ponte de Guia Lopes desabou com menos de quatro anos

Em janeiro de 2016, uma ponte sobre o Rio Santo Antônio, na MS-382, em Guia Lopes da Laguna, desabou após fortes chuvas.

A estrutura havia sido inaugurada em 2012. Ou seja, menos  de quatro anos de uso.

O contrato publicado no Diário Oficial identifica a Wala Engenharia Ltda. como responsável pela construção da ponte de 72 metros, pelo valor de aproximadamente R$ 1,25 milhão.

O caso foi alvo de investigação e chegou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Anos depois, o Tribunal de Contas da União também analisou irregularidades relacionadas a obras de infraestrutura executadas no Estado.

Segundo decisão relatada em 2026, a área técnica do TCU havia proposto a condenação da Wala Engenharia em mais de R$ 1,3 milhão. O tribunal, entretanto, reconheceu a prescrição e não houve condenação ao ressarcimento. A decisão também registra que a análise técnica apontou um colapso progressivo relacionado ao solapamento do aterro e ao deslocamento da cortina da estrutura.

De quem é responsabilidade

O levantamento também mostra que a Geoserv aparece em diferentes contratos de construção de pontes no Estado.

Além da ponte sobre o Rio Taquari, registros oficiais mostram a empresa como contratada para outras obras de pontes em Mato Grosso do Sul.

No caso da ponte de Guia Lopes, por exemplo, a empresa identificada no contrato é a Wala Engenharia.

Quem cuida da ponte depois que a obra é entregue? A construtora entrega a obra, mas a responsabilidade pela estrutura não termina necessariamente ali.

Ao longo dos anos, pontes ficam expostas a chuvas, enchentes, erosão, movimentação do solo, impactos de veículos e aumento do fluxo de tráfego. Desgastes naturais que reforçam a necessidade e a importância das manutenções e das inspeções periódicas. 

A reportagem entrou em contato com a Agesul para esclarecer como funciona a fiscalização e a manutenção das pontes estaduais, quem é responsável pelas inspeções, qual a periodicidade das avaliações e quais empresas atuam na conservação dessas estruturas.

Até a publicação desta reportagem, a Agesul ainda não havia retornado aos questionamentos.

 

Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

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Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Educação

Últimos dias: IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 9 de setembro

07/09/2026 16h30

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) seguem até dia 9 de setembro.

São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027. Cabe destacar que o prazo de inscrições se encerrava no último dia 1°, contudo foi prorrogado. 

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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