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Onda de Calor: 15 municípios de MS registraram temperaturas acima de 40ºC

Sol está de "rachar" e nem o ar-condicionado e tereré estão dando conta do calorão em Água Clara (41,6°C), Angélica (40,3°C), Bataguassu (40,3ºC), Caarapó (40,2°C), Corumbá (40,9°C), Coxim (40,0°C), entre outros

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), 15 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul registraram temperaturas acima de 40ºC nesta segunda-feira (25).

Onda de Calor, que dura há oito dias no Estado, tem feito municípios baterem recordes atrás de recordes.

Veja as tabelas:

RANKING ESTADUAL

MUNICÍPIO

TEMPERATURA

Porto Murtinho

42,9°C

Três Lagoas

42°C – sensação de 49ºC

Água Clara

41,6°C

Paranaíba

41,6ºC

Corumbá

40,9°C

Fátima do Sul

40,5°C

Rio Brilhante

40,4°C

Itaporã

40,4°C

Angélica

40,3°C

10º

Bataguassu

40,3ºC

11º

Caarapó

40,2°C

12º

Nhecolândia (distrito de Corumbá)

40,2°C

13º

Nova Andradina

40,2ºC

14º

Santa Rita do Pardo

40ºC

15º

Coxim

40ºC

Fonte: Cemtec e Inmet

Das 20 cidades mais quentes do Brasil nesta segunda-feira (25), 4 foram de Mato Grosso do Sul. Confira:

RANKING NACIONAL

MUNICÍPIO

TEMPERATURA

Porto Murtinho

42,9ºC

Três Lagoas

42ºC

11º

Paranaíba

41,6ºC

15º

Água Clara

41,6ºC

Neste domingo (24), Paranaíba, Porto Murtinho, Três Lagoas e Água Clara registraram as maiores temperaturas do Brasil.

Entre as 20 cidades mais quentes, Paranaíba (42,1ºC) ficou em 1º lugar, Porto Murtinho (42,1ºC) em 2º, Três Lagoas (42,1ºC) em 3º, Água Clara (42ºC) em 4º e Bataguassu em 16º.

ONDA DE CALOR

Onda de Calor é o resultado de um bloqueio atmosférico causado pela persistência de um grande sistema de alta pressão atmosférica sobre uma área,  por vários dias consecutivos. 

A alta pressão atmosférica deixa o ar seco, inibe o crescimento e formação de nuvens e a ocorrência de chuva.

A Onda de Calor provoca altíssimas temperaturas, sol forte, clima seco, tempo abafado, céu limpo, vento quente e baixa umidade do ar em Mato Grosso do Sul.

As temperaturas beiram ou superam os 40ºC em todas as regiões do Estado. O sol está de “rachar” e nem o ar-condicionado e tereré estão dando conta do recado.

Alerta vermelho do Inmet indica que a temperatura está 5ºC acima da média entre os dias 18 e 26 de setembro de 2023. O aviso aponta grande perigo, com risco à saúde.

Vale ressaltar que Mato Grosso do Sul está no centro da Onda de Calor que atinge o Brasil nos últimos dias.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, temperaturas estão muito acima das médias históricas nos últimos anos.

“Essas temperaturas são o limite dos valores máximos. Estamos hoje com temperaturas máximas de 37ºC em Campo Grande e em outros municípios como Sonora, Três Lagoas e Porto Murtinho ultrapassando os 43ºC. Nós temos condições de avaliar as temperaturas em uma semana, em 10 dias, em 15 dias e até 20 dias, e os modelos que nós encontramos para Mato Grosso do Sul e Campo Grande não indicam condições favoráveis que permitam que a população tenha condições agradáveis nesses valores que virão”, disse o meteorologista, nesta terça-feira (26), durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande.

Segundo Abrahão, o mês de outubro será extremamente quente entre os dias 10 e 21.

“Acreditem, o pior está por vir. Nos dias 10 e 21 de outubro, em Campo Grande, a previsão é de 42ºC, com sensação térmica de 48ºC”, disse.

O calor extremo pode causar malefícios ao

  • Ser humano: desidratação, insolação, danos na pele, pressão baixa, falta de ar, rinite, sinusite, asma e bronquite
  • Meio ambiente: queimadas e incêndios florestais
  • Bolso do sul-mato-grossense: conta de energia mais cara no fim do mês

UMIDADE DO AR

Além de quente, o tempo também está muito seco. O índice de umidade relativa do ar atinge valores críticos em Mato Grosso do Sul.

A umidade do ar é semelhante ao deserto, que registra índices inferiores a 10%.

Rio Brilhante foi a cidade mais seca do Brasil nesta segunda-feira (25), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A umidade relativa do ar atingiu 9% no município, próxima ao registrado no deserto africano do Saara (10%-15%).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%.

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

ATÉ QUANDO VAI A ONDA DE CALOR?

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a partir de quarta-feira (27), as temperaturas podem registrar queda, com mínimas entre 13°C e 16°C no Estado. Os dias continuarão quentes, mas não tão quentes como nos últimos dias. 

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), o avanço de uma frente oceânica pode favorecer essa queda de temperaturas, especialmente nas regiões sul e leste do estado, com possibilidade de chuvas, tempestades e rajadas de vento no estado.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

MEMES

O calorão tem gerado meses nas redes sociais. Confira alguns:

 

Documentação

Mutirão para emitir novo RG sem agendamento terá dois dias em Campo Grande

Ação será realizada nos dias 11 e 12 de setembro, no Pátio Central, com atendimento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

08/09/2026 19h33

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande.

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Quem precisa emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui gradualmente o antigo RG, terá uma nova oportunidade de buscar atendimento em Campo Grande. O Pátio Central recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, a segunda edição do Mutirão de Emissão de RG.

A ação será realizada no Posto de Identificação localizado no 2º piso do Pátio Central, no Centro da Capital. Na sexta-feira (11), o atendimento ocorrerá das 8h às 17h30. Já no sábado (12), o serviço estará disponível das 8h às 16h30.

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita. Já para a segunda via pode haver cobrança de taxa, conforme o motivo da solicitação e as regras vigentes em Mato Grosso do Sul. Em situações específicas, o cidadão também pode ter direito à isenção do pagamento.

A iniciativa chega à segunda edição com a proposta de ampliar o acesso da população ao serviço de identificação e oferecer uma alternativa para quem precisa solicitar o documento, concentrando os atendimentos durante dois dias.

O mutirão é realizado pelo Pátio Central em parceria com órgãos estaduais, entre eles a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, responsável pelos serviços de identificação no Estado.

Novo RG

Apesar de a divulgação da ação utilizar a expressão “emissão de RG”, o documento atualmente expedido segue o padrão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), criada para unificar a identificação dos brasileiros.

Uma das principais mudanças é a adoção do CPF como número único de identificação, evitando que uma mesma pessoa tenha números de RG diferentes em cada unidade da Federação.

A CIN também conta com elementos destinados a aumentar a segurança e facilitar a verificação da autenticidade do documento.

A implantação do novo modelo ocorre de forma gradual em todo o País. Por isso, quem ainda possui a carteira de identidade no modelo antigo não precisa necessariamente substituí-la de imediato apenas por causa da mudança de padrão, desde que o documento continue dentro das regras de validade aplicáveis.

Para quem precisa emitir a primeira via da CIN ou atualizar a documentação, o mutirão concentra o serviço em um ponto de fácil acesso na região central de Campo Grande.

Confira os horários

O 2º Mutirão de Emissão de RG será realizado no Posto de Identificação do Pátio Central, no 2º piso. Na sexta-feira, 11 de setembro, o atendimento será das 8h às 17h30. No sábado, 12 de setembro, será das 8h às 16h30.

Estatística

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%

Comunicação adequada e humanizada pode mudar essa realidade

08/09/2026 19h00

Divulgação/Ministério da Saúde

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O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais. 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.  

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke. 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.  

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica. 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.  

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou. 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.  

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou. 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).  

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). 

Transplantes no Brasil  

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes, contra 19,2 em 2024.  

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