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ONG pede R$ 2 milhões da Caixa Econômica para trabalho social

A organização é habilitada como "entidade organizadora" e atua em empreendimentos imobiliários como os do Minha Casa, Minha Vida; ela ficará responsável por indicar beneficiários e dar cursos profissionalizantes

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A ONG Sistema Integrado de Economia Solidária (Conssol), vencedora do chamamento público que visa construir dois condomínios do Minha Casa, Minha Vida em Campo Grande, deve receber quase R$ 2 milhões para realizar o serviço de indicar os beneficiários e realizar palestras a eles. 

A Conssol diz ser habilitada na Caixa Econômica Federal como uma “entidade organizadora” e é responsável por realizar o trabalho social nesse tipo de empreendimento. 

Entre as atribuições delegadas à entidade, além da realização de trabalho social com palestras e cursos profissionalizantes para os moradores do condomínio, a Conssol também é responsável por intermediar as inscrições dos interessados no financiamento da Caixa e a construção dos apartamentos, que pode ser feita de maneira terceirizada, com a contratação de uma empreiteira. 

O diretor-adjunto da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), Cláudio Marques, informou que a entidade recebe uma porcentagem para realizar esse trabalho de organização e social.

 
Segundo o fundador da Conssol, Auro da Silva, esse repasse pode ser de até 4%, e para a realização dos novos empreendimentos foi solicitado 2% do valor do subsídio para a Caixa, o que, se somados os dois residenciais que a organização vai organizar, fica em torno de R$ 1.900.800,00.

No entanto, a Caixa afirma em nota que "não há nenhuma entidade habilitada a atuar em empreendimentos da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida, sendo que sequer foi iniciado o processo de recebimento de propostas pelo banco, para a referida modalidade".

A Caixa paga no mínimo R$ 198 mil por unidade habitacional desse tipo em todo o país, esse valor pode ser ainda maior, pois a financiadora está ajustando os valores de repasse, visando atualizar a tabela de investimentos imobiliários, podendo chegar até R$ 215 mil por unidade. 

Apesar de a Conssol ter vencido a chamada pública, um dos empreendimentos será construído pela VBC Engenharia, subcontratada pela ONG.

O Residencial Brasil, que está previsto para ser feito em área nobre, no Bairro Tiradentes, terá 192 apartamentos, e o Residencial Ipê, no Jardim Nashiville, terá 288 apartamentos. Juntas, as construções devem resultar em um investimento de R$ 95 milhões. As unidades habitacionais contarão com dois quartos, varanda, cozinha, sala, sala de estar e banheiro. 

Os critérios para selecionar os beneficiários são estabelecidos tanto pelo governo do Estado quanto pelo governo federal, sendo atribuição da Conssol realizar a inscrição dos interessados e encaminhá-los à Caixa Econômica Federal, que fará a avaliação, aprovando ou não o financiamento. 

Entre os critérios estabelecidos pelo Estado está a reserva de 5% das unidades para idosos e de 10% para pessoas com deficiência. Também são somados critérios de pontuação, como por exemplo: mulheres chefes de família ganham um ponto, pessoas a partir de 46 anos somam dois pontos, famílias com filhos menores de 18 anos somam dois pontos e assim por diante. 

CHAMAMENTO 

Segundo o diretor-adjunto da Amhasf, Cláudio Marques, o chamamento público é utilizado como instrumento de seleção de entidades para realizar empreendimentos em todo o País, sendo feito em curto prazo. Para participar da modalidade, as empresas devem ter habilitação na Caixa Econômica Federal e trabalho com habitação de interesse social já entregue. 

“A prática de chamamento público é utilizada nas contratações de novos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida em todo o Brasil. Como não é recurso do município, é recurso da União, a gente seleciona e depois encaminha o termo de seleção para a Caixa, e a Caixa faz toda a análise documental de risco para poder viabilizar a operação”, explicou. 

O diretor-adjunto informou ainda que a Conssol foi a única participante desse chamamento público, possuindo histórico de entregas. A entidade já venceu editais em diversos municípios, como Bataguassu, Itaquiraí, Iguatemi, Antônio João, Alcinópolis, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti e Campo Grande, tendo entregue mais de 1.200 unidades. 

PROCESSO 

Apesar do histórico de obras entregues mencionado por Auro da Silva, a entidade sofre processo movido pela empreiteira Canazilles e Canazilles Ltda., que pede o pagamento de quase R$ 1 milhão por serviços executados pela construtora no interior. 

Auro não reconhece a dívida e alegou que as unidades nunca chegaram a ser entregues pela Canazilles.

Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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