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ÁGATA

Operação militar dá outro perfil à segurança interna

Operação militar dá outro perfil à segurança interna

MICHELLE ROSSI

19/08/2012 - 00h00
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Desde o lançamento do Plano Estratégico de Fronteira, pelo Governo federal, em 2011, a Operação Ágata vem dando um novo perfil à segurança pública, ao mesmo tempo em que permite maior visibilidade às Forças Armadas, com um papel mais efetivo na segurança interna.

Agora, em sua quinta edição, a movimentação militar está acontecendo numa extensão de 3,9 mil quilômetros de fronteiras, de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, ao Chuí, no Rio Grande do Sul, área que nesses dias está sob proteção direta das Forças Armadas

Com quase 15 dias de mobilização, a Operação Ágata V vem fazendo bloqueio na linha internacional que avança até 150 quilômetros para o interior do País, empregando milhares de civis e militares, coordenados pelo Ministério da Defesa. A área crítica de patrulhamento está as cidades de Foz do Iguaçu (PR) e Corumbá, onde ocorre a maior incidência de tráfico de drogas e contrabando.

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Letalidade policial dispara e supera índices de 2023 em MS

Em 2023, com 131 registros, foi uma morte por intervenção policial a cada 66,8 horas. Em 2026, o intervalo médio é de 66,4 horas entre uma morte e outra

06/06/2026 14h00

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

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Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado no bairro Tijuca, em Campo Grande, em decorrência daquilo que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública denomina como confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

Esta, conforme acompanhamento da imprensa, foi a 56ª morte do ano em decorrência de confrontos policiais em Mato Grosso do Sul. E, com mais este caso, a letalidade policial, que nos últimos dois anos vinha caindo, supera inclusive os patamares de 2023, ano em que as mortes por "intervenção Legal de Agente do Estado" bateram recorde histórico, com 131 óbitos. 

Naquele ano, primeiro da administração de Eduardo Riedel à frente do Governo do Estado e do coronel Renato dos Anjos Garnes à frente da Polícia Militar, uma morte foi registrada a cada 66,8 horas. Agora, nos primeiros 155 dias do ano, o intervalo entre cada morte é um pouco menor, de 66,4 horas. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo entre um caso e outro foi de 101,8 horas. No ano seguinte foi registrada nova queda, para 73 mortes. Isso equivale a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes em decorrência de intervenção policial em 2025 ainda estão acima dos casos de qualquer ano antes disso. O recorde anterior pertencia a 2019, quando foram registradas 70 mortes do gênero pela Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos quatro anos da administração do governador Reinaldo Azambuja fora 200 mortes. Nos quase três anos e meio sob Riedel, a soma chega a 346. 

Os dados disponíveis no site da institução são relativos aos últimos dez anos e 2020 foi o ano com a menor letalidade, com 30 mortes, o que equivale a uma morte a cada 292 horas.

O site oficial da Sejusp contabiliza, até este sábado (6) 49 mortes em decorrência dos chamados confrontos, mas a apuração paralela dos veículos de imprensa contabiliza 56 mortes desde o começo de janeiro. 

O confronto mais recente, que resultou na morte de Moisés Osório Moreira de Souza, ocorreu no cruzamento das ruas Ana Álvares Pires e Dantas Barreto, no Jardim Tijuca. Ele estava em uma moto com registro de roubo e, ainda segundo o registro da PM, ele resistiu a uma tentativa de abordagem. 

De acorco com a polícia, ele sacou uma pistola ponto 40 para tentar atingir os policiais, que revidaram. Moisés tinha em torno de duas dezenas de registros policiais por tráfico, roubo, violência doméstica e até dano ao patrimônio público

No Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado contra agentes de segurança pública, porte ilegal de arma de fogo, receptação, resistência e desobediência, além de morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

ONDA RECENTE

Quase a metade das 56 mortes deste ano ocorreu depois da troca de comando no Batalhão de Choque, ocorrida no dia 22 de abril. Naquela data o major Cleyton da Silva Santos assumiu no lugar do tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, que estava à frete do grupo havia cinco anos. 

Logo depois disso teve início uma espécie de cruzada contra uma suposta guerra entre integrantes das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na região norte do do Estado. 

Desde o início destas operações foram pelo menos 16 mortes em municípios que históricamente estavam fora das rotas  narcotráficom. Mortes por intervenção policial foram registradas em Aparecida do Taboado, Costa Rica, Pedro Gomes, Sonora, Coxim, Três Lagoas e Rio Verde de Mato Grosso. 

Mas, o principal palco das mortes em confronto segue sendo Campo Grade, onde pelo menos 17 pessoas morreram desde o começo do ano. Neste perído, nenhum policial foi ferido ou morto. 

 

Capital

Ator de 32 anos vai a motel com 2 homens e é encontrado morto horas depois

Segundo a polícia, ele havia entrado no local na companhia de dois homens, mas eles deixaram o motel algum tempo depois

06/06/2026 12h30

Ator de teatro José Patrik Machado, de 32 anos

Ator de teatro José Patrik Machado, de 32 anos Foto: Divulgação

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O ator de teatro José Patrik Machado, de 32 anos, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira (5), em um motel na região do Jardim Paulista. Segundo a polícia, o jovem chegou ao local na companhia de dois homens, que deixaram o motel algum tempo após o check-in.

O corpo foi encontrado por funcionários do estabelecimento. A suspeita é de que a vítima tenha morrido de overdose. A polícia investiga o caso.

Conforme o registro policial, a Polícia Militar foi acionada por volta de 0h29, após a comunicação de que havia uma pessoa possivelmente sem vida no local. José Patrik foi encontrado caído no quarto 206 do estabelecimento. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o motel. O médico da equipe constatou o óbito e informou que a vítima já apresentava rigidez cadavérica.

A recepcionista do estabelecimento contou que Patrik Machado entrou acompanhado de dois homens, ainda não identificados pela polícia. Depois de um período, os dois deixaram o local, e ele permaneceu sozinho no quarto. Ainda conforme o relato, a recepcionista chegou a falar com a vítima pelo interfone para saber se ela continuaria usando o quarto e recebeu resposta positiva.

Horas mais tarde, após não obter resposta pelo interfone, os funcionários decidiram verificar o quarto e se depararam com o ator sem sinais vitais. A Polícia Civil enviou equipe técnica para perícia no local.

Após os procedimentos realizados no quarto, os pertences da vítima foram recolhidos, assim como substâncias encontradas junto à cama, que ainda serão analisadas. O celular de José Patrik foi apreendido para análise.

O corpo foi encaminhado para perícia no Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).

Ator de teatro

Patrik era ator de teatro e esteve atuando em várias apresentações em Campo Grande. Em nota de pesar, a Companhia Teatral Adote destacou a contribuição artística do ator e a marca que deixou entre colegas e amigos.

"Para quem teve o privilégio de estar em cena com ele, e além dos palcos, ficam a memória do seu talento, a leveza do seu humor e a generosidade com que habitava o palco e a vida", escreveu a companhia. A publicação ainda definiu a perda como um luto para a comunidade artística.

O corpo do ator foi velado e sepultado, na manhã deste sábado (6) no Cemitério Parque de Campo Grande.

*Com informações de Estadão Conteúdo 

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