Cidades

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Operadoras de celular atrasam respostas de 92,7 mil reclamações

Operadoras de celular atrasam respostas de 92,7 mil reclamações

Folha

19/03/2011 - 20h33
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As operadoras de celular começaram o ano devendo respostas de pelo menos 92,7 mil reclamações no país.

Em janeiro, esse era o número de contatos de usuários que não haviam sido respondidos pelas empresas em menos de dez dias. O programa de qualidade da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabelece cinco dias como o prazo ideal para as respostas.

De acordo com a agência, quando a reclamação fica sem retorno por mais de dez dias, as empresas respondem a um processo administrativo que pode resultar em uma advertência ou até em uma multa de R$ 50 milhões.

No topo do ranking das empresas mais lentas, está a CTBC, de acordo com levantamento feito pela Folha com base em relatórios da Anatel. Em seguida, estão Claro e Oi.

O número de solicitações sem resposta por mais de dez dias na CTBC (que atende Minas, São Paulo e Mato Grosso do Sul) no final de janeiro, era de 83,1 mil. A Claro aparece com com 4.400 questões sem retorno, seguida da Oi, com 4.300 mil.

A Vivo e a Tim não possuíam no mês reclamações com respostas atrasadas por mais de dez dias.

O total de respostas atrasadas é o maior dos últimos 12 meses. Em janeiro de 2010, eram 39,1 mil.

Os dados dos relatórios são repassados pelas próprias operadoras. A agência afirma que cada empresa é responsável por contratar uma auditoria para fiscalizar os números e que, quando necessário, checa os dados.

A Anatel no entanto, não tem informações de quantas multas emitiu para cada operadora e por qual motivo.

O secretário-geral da ONG Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor e ex-integrante do conselho consultivo da Anatel, Walter Moura, considera "alarmantes" os índices, já que um decreto de 2008 regulamentou os Serviços de Atendimento ao Consumidor.

"É uma situação extrema e justificaria medidas mais drásticas", afirma.

O problema, segundo Moura, é que as operadoras podem fazer dezenas de pedidos de reconsideração.

OUTRO LADO

A Anatel não comentou a crítica do ex-membro do conselho consultivo.

Procurada, a Claro afirmou, via assessoria, que tem melhorado seus índices tanto nas avaliações da Anatel quanto do Procon.

A Algar Telecom, detentora da marca CTBC, afirmou que reuniões diárias avaliam as demandas dos clientes e que uma pesquisa realizada no ano passado apontou que 78% de seus usuários estão satisfeitos com os serviços.

A Oi afirma que o número de respostas fora do prazo representa um percentual pequeno se comparado ao total de interações da operadora com os clientes.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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