Cidades

Personalidade da Semana

Paciência e confiança, lemas de dono das esfihas famosas da Capital

Paciência e confiança, lemas de dono das esfihas famosas da Capital

laís camargo

24/07/2011 - 12h00
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Para quem já consertou e fabricou sapatos, alugou mesas de sinuca e vendeu cerveja em um pequeno bar, a conquista do reconhecimento como “Esfiha do Thomaz” veio com muito esforço e paciência. Com alma de brasileiro, o libanês de 86 anos, José Thomaz, chegou a Campo Grande com 9 anos de idade e hoje é dono de um estabelecimento com 33 anos, várias peculiaridades e histórias.

“Quem sai do país de origem é por causa da situação financeira, quem fala que é por outro motivo está mentindo. Viemos porque não dava pra sustentar a família, mas viemos para o paraíso. Lá, a gente trabalhava no tempo de verão para juntar mantimento para o inverno, que nem formiga”, afirma Thomaz. Ele nunca mais voltou para o Líbano, chegou a morar 6 anos no Rio de Janeiro, conhece Aquidauana porque ia jogar futebol perto do Rio, mas é em Campo Grande que ele faz história.

Intuição

No ano de 1950 abriu a sapataria na Dom Aquino, o negócio progrediu e ele já tinha fabricação própria e cerca de 20 funcionários. “Aquilo foi me esgotando, eu era sozinho para atender clientes e lidar com funcionários aí me casei em 58 e abrimos um barzinho, minha mulher fazia os salgados e vendíamos pinga e cerveja também. Mas não achava certo esse início de vender pinga, aí começamos a investir só nos salgados”, conta.

A casa que a família morou quando veio do Líbano era onde fica o estabelecimento hoje, na Rua 7 de Setembro, quase esquina com a Rui Barbosa. Quando começaram, em 78, o local era um corredor, depois outras duas partes foram compradas dos irmãos e hoje já fizeram um estacionamento em frente, um espaço para eventos e querem comprar o imóvel da esquina. “Isso de alimentos não tem limite, a gente começou com esfiha e pastel e agora tem até doces. Meu filho mais velho queria procurar serviço em Corumbá, aí falei pra ele que o lugar dele era aqui e que o negócio ia crescer. É só ter paciência”, reflete Thomaz.

Confiança

Com um mural de fotos das crianças que frequentam o local, Thomaz fica tão alegre quanto as crianças quando vê como se sentem a vontade. O clima é intimista e convidativo, constantemente um cliente cumprimenta Thomaz e conta da família, da vida. Com 86 anos ele fica no balcão, atende também, dá uma lição de humildade e confiança com a política que adotou – lá, se come o quer sem que ninguém anote. Depois, no caixa, a pessoa fala o quanto comeu e paga.

“Pela clientela que temos hoje me sinto orgulhoso, só vê gente boa, ninguém mau caráter. Às vezes alguém mente uma ou outra esfiha, mas não chega a dar prejuízo. Uma vez chegaram dois caras que fiquei de olho, porque você conhece a pessoa quando olha para a feição dela, sabe se presta ou não”, acredita Thomaz.

São quatro filhas e dois filhos, apenas uma delas não trabalha no estabelecimento.”O tempo era outro, criança criava com qualquer coisinha. A gente pensava 'o que Deus quer' e hoje não , restringe para um ou dois filhos”, analisa Thomaz. Assim, com apoio da família, paciência, confiança e um pouco de intuição, José Thomaz consolidou a “esfiha do Thomaz”, que mesmo com os outros salgados e doces, continua sendo carro chefe do local.


 

POLÍCIA

'Soldado', suspeito de executar jovem dentro de bar em Três Lagoas, é preso em SP

Conhecido como "Soldado", homem de 29 anos é investigado pela morte de Edilson Dyego de Jesus Lima; ataque deixou outras quatro pessoas feridas

06/09/2026 10h30

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas Reprodução

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Um homem de 29 anos, conhecido como “Soldado”, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Santa Fé do Sul (SP), suspeito de envolvimento na execução de Edilson Dyego de Jesus Lima, de 19 anos, morto a tiros dentro de um bar no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas.

Identificado como Nadson Santos Sampaio, o suspeito foi localizado por equipes da Força Tática da Polícia Militar de São Paulo. A prisão ocorreu após o compartilhamento de informações entre forças de segurança de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

De acordo com o portal de notícias Rádio Caçula, durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, carregador municiado, outras munições, dois aparelhos celulares e peças de roupa que, segundo as informações policiais, podem ter sido utilizadas em crimes recentes.

Nadson também é apontado nas investigações como suposto integrante do Comando Vermelho (CV) em Santa Fé do Sul. Ele ainda é investigado por possível participação em outros crimes violentos ocorridos em Paranaíba e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, e em Cáceres, no Mato Grosso.

Ataque em bar

Edilson foi morto na madrugada de terça-feira (1º), em um estabelecimento localizado na Rua Elza Umbelina de Souza, no bairro Novo Oeste.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. O atirador chegou a pé ao estabelecimento e abriu fogo enquanto havia clientes no local.

No momento do ataque, algumas pessoas jogavam sinuca e outras consumiam bebidas. O autor dos disparos aparece nas imagens usando camisa de mangas longas, aparentemente xadrez, e calça preta. Após efetuar os tiros, ele fugiu. A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h48.

Edilson foi atingido e morreu ainda no estabelecimento. Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica e da Polícia Civil. Desde o crime, investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e outras informações para esclarecer a autoria e a motivação do ataque.

A prisão do suspeito ocorreu após o cruzamento de informações entre as forças policiais dos três estados. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar eventual participação de outras pessoas.

Investigação anterior

A vítima havia sido presa em fevereiro deste ano durante uma operação da Polícia Civil no Condomínio Tuiuiú, também no Novo Oeste.

Na ocasião, policiais da 3ª Delegacia de Polícia Civil e do Setor de Investigações Gerais (SIG) apuravam denúncias relacionadas ao tráfico de drogas e procuravam outro homem, conhecido como “Menor PCC”, que era considerado foragido do regime semiaberto.

Durante a operação, foram encontradas porções de maconha e cocaína. Em buscas realizadas em um apartamento, os investigadores também localizaram 87 porções de maconha, que somavam 224 gramas, além de celulares e uma câmera de segurança.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para determinar a motivação do assassinato e esclarecer se há relação entre os diferentes fatos apurados.
 

SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

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