O padrasto da criança de nove anos abandonada na rodovia BR-163 com sinais de espancamento poderá confessar um dos delitos. Ele é acusado de estupro, maus-tratos e abandono.
A advogada Tânia Moura, que o defende, solicitou um novo interrogatório no qual, segundo ela, o padrasto irá expor novos fatos, confessará um dos delitos e imputará outros três para a mãe da criança.
O pedido foi feito junto à Delegada da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), Regina Brito, e deverá ser despachado até hoje (18). Além do novo interrogatório, ela quer que todos os envolvidos sejam intimados na delegacia e uma acareação, onde o padrasto e a mãe da criança prestem depoimento frente a frente.
“Que a criança foi agredida é fato e cada um deve pagar à medida de suas responsabilidades. Nossa briga judicial é saber se a mãe não estaria colocando tudo nas costas do padrasto para eximir-se de culpa”, comenta.
Caso
Na madrugada do último dia 9, a criança foi encontrada com sinais de espancamento e abandonada na rodovia BR-163.
O rapaz que a encontrou estava de moto e, ao parar a motocicleta, viu que o garoto tinha marcas de socos e estava muito nervoso. O rapaz levou o menino para casa e logo em seguida o encaminhou até o Posto da Polícia Rodoviária Federal para informar o caso.
O menino contou que tinha sido espancado dentro de casa pela mãe e o padrasto, e o motivo da surra seria a desarrumação de seus brinquedos.
No depoimento do garoto, registrado no boletim de ocorrência do caso, ele diz que depois da surra, o padrasto e a mãe o colocaram no carro e o “largaram” na rodovia.


