Cidades

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Parados no tempo

Parados no tempo

Redação

16/04/2010 - 02h28
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O limite de velocidade de 80 quilômetros por hora nas rodovias brasileiras foi adotado, e reforçado, durante a crise do petróleo, na década de 70 do século passado, quando um dos principais objetivos mundiais era economizar combustível. De lá para cá chegou-se à conclusão de que o produto fóssil não é tão escasso quanto se pensava na época e o etanol ganhou popularidade, servindo como alternativa. Há pouco mais de uma década, a legislação de trânsito do Brasil foi alterada e o limite passou para até 110 quilômetros por hora. Porém, ficou estabelecido que a sinalização de cada via era a que continuaria valendo.
   
Ao contrário de estados vizinhos, em Mato Grosso do Sul em nenhuma estrada foi feita a alteração, sob a alegação de que as condições de tráfego não permitiam. Porém, qualquer motorista que cruze a ponte Ayrton Senna, em Mundo Novo, e entra no Paraná percebe que as condições das pistas são exatamente iguais às de MS, com a diferença de que do lado de lá do Rio Paraná os carros de passeio e ônibus podem trafegar em velocidade superior sem risco de os motoristas serem multados. Quem sai de MS e entra em Goiás, então, leva dois sustos. O primeiro é com a má qualidade das rodovias, tanto estaduais quanto federais. O segundo, é que as raríssimas placas de sinalização existentes permitem até 110 por hora.

    Não se trata de defender que os motoristas devam disparar irresponsavelmente nas estradas. Porém, certamente nove em cada dez condutores circulam em velocidade superior a 80 por hora. Até mesmo as viaturas da Polícia Rodoviária Federal ultrapassam e simplesmente somem na frente daqueles que resolvem respeitar o limite estabelecido nas placas por temor de serem multados quando veem um carro com as tradicionais cores azul-marinho e amarela. E, a própria polícia rodoviária reconhece que trafegar em 100 ou 110 por hora é seguro. Atesta, ainda, que os altos índices de acidentes devem-se, principalmente, à imprudência, inexperiência e a velocidades bem superiores a essa.
 
  Finalmente, porém, o Denit mostrou-se disposto a acabar com esta hipocrisia e alterar o limite na BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu, que está passando por amplo processo de melhorias, para até 100 por hora. Mas, se as próprias autoridades reconhecem que praticamente na totalidade das demais rodovias são pouquíssimos os que respeitam e que não há risco, simplesmente não existe explicação para que sejam mantidas as velhas placas. A não ser, é claro, que exista o claro objetivo de aplicar multas. Porém, os dados indicam que não deve ser este o caso, pois, em média, apenas mil punições são aplicadas mensalmente por conta desta irregularidade, pois, a fiscalização faz vistas grossas aos excessos e nem mesmo adota radares nos locais com movimento não muito intenso.
 
  Então, a inoperância deve ser a explicação mais racional para o Estado inteiro ter parado no tempo, pois nas rodovias estaduais, inclusive naquelas em boas condições de tráfego, existe este limite. Autoridade alguma sabe explicar as razões e nenhuma delas defende esta medida. Enquanto isso, milhares e milhares de condutores ficam sem saber o que fazer e ao ignorar esta sinalização acabam desacreditando nas demais, o que é um grande risco para a segurança.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

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A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

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PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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