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Partido Militar vira opção se Bolsonaro deixar PSL

Partido Militar vira opção se Bolsonaro deixar PSL

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Em litígio com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar a legenda pela qual foi eleito. A nova sigla é articulada pelo coordenador da bancada da bala, deputado Capitão Augusto (PL-SP), e está em fase final de criação, aguardando apenas o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um dos emissários foi o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), ex-coordenador da bancada da bala e amigo pessoal de Bolsonaro. Há duas semanas, ele procurou o deputado do PL por telefone para saber o que faltaria para colocar a nova legenda de pé.

O pedido de criação do Partido Militar Brasileiro foi protocolado na Corte Eleitoral em fevereiro de 2018, após Augusto cumprir todas as etapas para o registro - coletar ao menos 491,9 mil assinaturas em, no mínimo, nove Estados, preparar estatuto e programa partidário e realizar ato de fundação. Até hoje, porém, o TSE não definiu um relator para a solicitação e não há prazo para que isso ocorra.

"Com o partido pronto, ele está à disposição do presidente", disse Capitão Augusto, repetindo o que afirmara recentemente na conversa com Fraga.

Atualmente, há 75 pedidos de criação de partidos pendentes no tribunal. Apenas dois, no entanto, estão prontos para julgamento: o do Partido Nacional Corinthiano, de relatoria do ministro Jorge Mussi, e o do Partido da Evolução Democrática, relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Ao julgar o pedido, o plenário do TSE analisa se todos os requisitos previstos na lei eleitoral foram cumpridos. O último processo do tipo a ser julgado, em novembro de 2018, por exemplo, foi rejeitado porque o Partido Reformista Democrático (PRD) não comprovou o número mínimo de apoio de eleitores.

No PSL, Bolsonaro protagoniza uma queda de braço com o deputado Luciano Bivar (PE), que preside o partido há 25 anos. A sigla se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados no ano passado, na onda do bolsonarismo. Apenas neste ano deve receber R$ 110 milhões do Fundo Partidário.

Bolsonaro já disse a aliados que só ficará no PSL - ou em qualquer outro partido - se tiver total controle das finanças. Argumenta que precisa ficar atento ao caixa porque qualquer irregularidade pode "contaminar" seu governo. Em entrevista a O Estado de S. Paulo na terça-feira, na Arábia Saudita, onde cumpria agenda oficial, o presidente admitiu que tem buscado opções. "Sou paraquedista e, quando (a gente) sai do avião, tem de ter um paraquedas reserva se algo der errado. Quero ter um partido onde eu tenha as ações, não é para mexer com Fundo Partidário", afirmou Bolsonaro.

Na consulta que fez a Capitão Augusto sobre o Partido Militar Brasileiro, Fraga perguntou se ele estaria disposto a abrir mão do comando da legenda. O deputado respondeu que sim, mas apenas dois anos após a criação da sigla.

"Não estou fazendo o Partido Militar Brasileiro para mim. Não é um partido meu. Está a disposição para ele (Bolsonaro) pegar, ter a presidência. Tudo que ele está pedindo já está no nosso estatuto. O mandato aqui é de dois anos e não tem reeleição", comentou Augusto.

Interlocutores do presidente observam que uma vantagem do Partido Militar Brasileiro sobre outras siglas em formação, cotadas para receber Bolsonaro, é o avançado estágio do processo de criação. Na prática, isso pode representar uma solução mais rápida para a saída do PSL. Nesta semana, o presidente também disse que uma opção para ele poderia ser o Partido da Defesa Nacional, mas essa legenda não só não saiu do papel como nem começou a recolher assinaturas.

'Três oitão'

Embora o pedido de criação tenha sido apresentado no ano passado, o Partido Militar Brasileiro foi fundado em 2011. A mulher de Augusto, Andréa França, é quem assina a primeira ata. Ao TSE, o deputado pediu que o número de urna seja o 38, em referência ao calibre do revólver mais conhecido do País - o "três oitão".

Diante de declarações do clã Bolsonaro favoráveis ao período da ditadura militar, Augusto fez questão de refutar a associação do partido com o regime. No próprio documento protocolado no TSE, ele ressalvou que "muitos lançarão acusações" de que a legenda representaria a volta do período militar. "Na verdade, esse discurso é retrógrado e ideologicamente encobre a real intenção daqueles que têm medo de serem desmascarados e desmantelados no seu projeto de usurpação das riquezas do povo brasileiro", diz o documento.

Curiosamente, o estatuto repete uma prática comum do PT, a principal sigla de oposição a Bolsonaro. Exige dos filiados com mandato ou que exerçam cargo público uma contribuição obrigatória, que pode chegar a 10% dos rendimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cidades

MS registra aumento de 16% nos transplantes pelo SUS em 2025

Segundo dados da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul, em 2025 o Estado registrou 368 procedimentos, contra 318 no ano anterior

23/01/2026 16h22

Crédito: Central de Transplantes

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A Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET-MS) indicou um aumento de 16% no total de procedimentos, além da manutenção de transplantes de alta complexidade realizados no Estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2025, foram realizados 70 transplantes de órgãos sólidos e 298 transplantes de córnea. Considerando órgãos e tecidos, o total chegou a 368 procedimentos ao longo do ano.

A coordenadora da CET-MS, Claire Miozo, pontuou que o resultado ocorreu devido ao fortalecimento da rede e à organização dos processos.

“Foi um ano marcado pela atuação integrada entre hospitais, equipes assistenciais e a Central, com avanços importantes na captação e no acompanhamento dos processos de doação e transplante”, afirmou Claire.

Os transplantes mais realizados foram: 49 de fígado, 21 de rim, dois de medula óssea autólogo e cinco de ossos, evidenciando a diversidade de procedimentos ofertados pela rede estadual.

Ano anterior

Em 2024, Mato Grosso do Sul registrou 40 transplantes de órgãos sólidos e 278 transplantes de córnea, totalizando 318 procedimentos. Em comparação com 2025, houve um aumento de 16% no volume de transplantes em relação ao ano anterior.

Rede estadual

Os transplantes são realizados em hospitais que integram a rede estadual, habilitados e com profissionais capacitados para atender à demanda, como:

  • Santa Casa de Campo Grande: transplantes de rim e córnea;
  • Hospital Unimed: transplantes de rim;
  • Hospital Cassems: transplantes de medula óssea autólogo;

Hospital Adventista do Pênfigo: transplantes de fígado, rim, pâncreas, córnea e tecido musculoesquelético.

Cabe ressaltar que, em 2025, o Hospital Adventista do Pênfigo passou a atuar também nos transplantes de rim, pâncreas e tecido musculoesquelético, ampliando a oferta desses procedimentos no Estado.

“Essa ampliação representa mais oportunidades para os pacientes que aguardam na fila e fortalece a capacidade transplantadora de Mato Grosso do Sul”, afirmou a coordenadora da CET-MS.

Doações e fila de espera

No período, foram contabilizados 63 doadores efetivos de órgãos e 238 doadores de córnea. Também houve oferta de órgãos para transplantes em outros estados, sendo:

  • 85 rins;
  • oito fígados;
  • oito corações.

Apesar do aumento nos procedimentos, a fila de espera no Estado ainda conta com 428 pessoas que aguardam por transplante de córnea, 236 por rim e 10 por fígado.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), pasta vinculada ao Governo do Estado, reforça que, para a realização dos transplantes, é necessária a autorização da família. Já a pessoa que deseja ser doadora de órgãos e tecidos deve comunicar sua decisão aos familiares.
 

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Nova conexão

Azul lança voo direto entre Campo Grande e Belo Horizonte a partir de abril

Passagens podem ser compradas já a partir desta sexta-feira (23) nos guichês virtuais da companhia aérea

23/01/2026 16h15

Foto: Divulgação

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A partir de 1° de abril, a Azul Linhas Aéreas terá voo direto entre Campo Grande e Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, cerca de 1,2 mil km distante. 

O anúncio foi feito pela companhia nesta sexta-feira (23), e amplia, via Aeroporto de Confins, a malha aérea sul-mato-grossense, que já possui voos diretos para São Paulo (Capital, Guarulhos e Campinas)  além de Brasília, no Distrito Federal. 

Segundo a companhia aérea, os voos serão operados diariamente, em ambos os sentidos, com aeronaves Embraer 195-E2, com capacidade para até 136 passageiros, e Airbus A320, que comportam até 174 passageiros.

O horário previsto pela Azul de partida do voo em Confins será 8h15, com chegada à capital sul-mato-grossense às 9h25, horal local.

No sentido inverso, o voo parte de Campo Grande às 10h05, com pouso em solo mineiro previsto para 13h15, horário de Brasília. Em média, cada voo terá duração de 2h10.  

"Estamos muito felizes com esse voo conectando a capital mineira ao nosso Estado. Foi um trabalho de anos da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, por meio do Programa Decola MS, em parceria com a Azul, para recuperar essa operação que existia durante a pandemia e havia sido suspensa", destacou o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling.

Conforme o Governo do Estado, a criação da rota é parte da expansão do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que opera sob concessão para a empresa Aena. 

"O lançamento do voo direto entre Confins e Campo Grande reforça o compromisso da Azul com a ampliação da conectividade aérea no país e contribui para o desenvolvimento regional por meio da aviação. A nova operação facilita o acesso de Mato Grosso do Sul a um de nossos principais hubs, o aeroporto de Confins, ampliando as possibilidades de conexão para diversos destinos no Brasil e no exterior", afirma a gerente sênior de Planejamento de Malha da Azul, Beatriz Barbi.

Crescimento

Desde 2023, o Plano Aeroviário Estadual orienta as ações do Governo do Estado, com investimento estimado de R$ 250 milhões até 2026 em obras de construção, restauração e ampliação de aeroportos e aeródromos estratégicos. Mais de R$ 100 milhões já foram aplicados em obras concluídas, fortalecendo a conectividade entre municípios e ampliando o acesso aos mercados nacionais e internacionais.

Entre os principais projetos em execução está a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com acréscimo de 500 metros, além da implantação de novos sistemas de segurança e navegação aérea, como PAPI (sistema de luzes que orientam o pouso dos aviões), além de estação meteorológica. 

Já no Pantanal, será implantada uma pista no Porto São Pedro, inicialmente voltada ao combate a incêndios florestais, com potencial de uso futuro para turismo e logística regional. No interior, o plano contempla a construção de nova pista asfaltada em Nova Alvorada do Sul, a pavimentação de uma pista de 1,5mil metros em Aquidauana, a implantação do Aeroporto de Inocência, a restauração de aeródromos em Paranaíba, Camapuã e Cassilândia, além da ampliação do aeródromo de Naviraí.

Outro investimento estratégico é o Aeroporto Regional de Dourados – Francisco de Matos Pereira, que receberá um novo terminal de passageiros e cargas, com investimento estimado em R$ 39 milhões, já aprovado pela Secretaria de Aviação Civil e com licitação prevista para o primeiro semestre de 2025.

O planejamento prevê ainda novas licitações para os aeródromos de Água Clara e Maracaju, estudos para implantação em Mundo Novo e Amambai, além da ampliação do aeródromo de Nova Andradina e do aeroporto de Três Lagoas.

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