Cidades

MENTIU PRA DEMITIR

Pecuarista mente roubo de gado e pagará R$ 100 mil por danos morais coletivos

Wanderlei, proprietário da fazenda Estrela, acusou um de seus capatazes do crime de abigeato para dispensar trabalhador sem justa causa sob falsa justificativa

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Após demitir um de seus capatazes sem justa causa, sob falsa justificativa de que teria sido roubado pelo funcionário, Wanderlei João de Oliveira, dono da fazenda Estrela em Aquidauana, foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. 

Conforme o Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT-MS), além dessa indenização, Wanderlei fica proibido de constranger ou violar a dignidade dos seus empregados por qualquer meio. 

Diante de um novo comportamento com teor fraudulento, na tentativa de demitir um funcionário, a pena prevista será de R$ 10 mil por infração e por trabalhador prejudicado, segundo MPT-MS através de assessoria. 

Como frisa o juiz do Trabalho Ademar de Souza Freitas em trecho da sentença, o proprietário não conseguiu comprovar que o ex-funcionário foi responsável pelo suposto crime de abigeato, o que se caracteriza como denuncia caluniosa, para servir de base para uma rescisão contratual. 

"Portanto, o direito à reparação ficou demonstrado, consubstanciado na ação do réu de realizar falsa denúncia de crime, com resultado lesivo ao seu ex-empregado e a toda a coletividade", pontuou o magistrado. 

Importante frisar que, Wanderlei João também foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul - além da reparação na esfera trabalhista - pelo crime de calúnia, que prevê multa e pena de detenção, entre seis meses e dois anos

Mentindo para demitir

Ainda em setembro de 2021, Wanderlei compareceu à Polícia de Aquidauana para comunicar que tinha sido vítima de abigeato (furto de animais), e que esse crime teria sido cometido pelo próprio funcionário que seria seu capataz.

Conforme as investigações avançavam, ficava cada vez mais difícil comprovar sua versão, com o empregado inclusive mostrando as mensagens de 'Whatsapp' com o ex-patrão, onde foi revelado que ele teria abatido o gado obedecendo a uma ordem direta de Wanderlei. 

Chamado para depôr uma segunda vez, na ideia de confirmar sua versão, o ex-patrão continuou alegando ser vítima, até ser apresentado às provas, momento em que optou por permanecer em silêncio, 

Também, o MPT lembra que Wanderlei ainda contestou algumas acusações feitas pelo Ministério, dizendo que o capataz era autônomo e que, na verdade, teria autorizado o abate de uma única cabeça de gado, mas houve o abate não autorizado de duas vacas. 

A ideia, segundo o pecuarista, é que a cabeça de gado seria dividida, entre os empreiteiros que construíram cerca na propriedade rural e um empregado da fazenda. 

Concluindo posteriormente para uma postura mentirosa do pecuarista, o inquérito policial ainda destacou que o funcionário trabalhava sem qualquer vínculo empregatício, antes de ser mandado embora sem justa causa diante da falsa acusação. 

Vale apontar também que, houve a proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entretanto Wanderlei não se manifestou - nem que sim, nem que não - antes do fim do prazo, sobrando apenas a opção de ajuizamento da ação, diante da falsa imputação de delito ao empregado.

"Isto é, conduta que ofende de forma incontestável a sua honra e boa fama, ainda que não tenha havido divulgação dos fatos, motivo pelo qual é cabível, inclusive, a condenação ao pagamento de indenização por danos morais", pontuou o autor da ação, procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes. 

 

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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