Cidades

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Pela raiz

Pela raiz

Redação

17/05/2010 - 22h15
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De 2000 a 2009, cresceu 324% o volume de produtos contrabandeados apreendidos pelos órgãos de fiscalização no Brasil, que passaram de R$ 333 milhões para R$ 1,4 bilhão por ano. E, por mais permanentes que sejam as barreiras, a venda de produtos ilegais continua em franca expansão, reconhecem as próprias autoridades. E, esta é uma realidade de norte a sul e de leste a oeste do País. Porém, nas regiões mais próximas às fronteiras, a situação é bem mais grave e quem acaba sofrendo as principais consequências são os comerciantes, que enfrentam a concorrência desleal, e a própria administração pública, que perde ICMS, pois além do contrabando, milhares de consumidores individuais optam por fazer compras diretas do outro lado da fronteira. O impressionante movimento em cidades como Pedro Juan Caballero e Salto Del Guairá, ambas na fronteira com MS, é prova disso.

 Determinadas autoridades entendem que uma das principais formas de combater o contrabando seria conscientizar a população brasileira sobre os danos econômicos da aquisição de produtos que entraram clandestinamente no País. Porém, é incontestável que a primeira e mais eficiente forma de apelo é aquela que afeta o bolso. É evidente que não se trata de defender o descaminho ou qualquer outra espécie de ilegalidade. Porém, a partir do momento em que os produtos brasileiros ou aqueles que forem importados de forma legal tiverem preços competitivos, contrabando algum sobreviverá. Então, possivelmente seria mais barato e eficiente reduzir determinados impostos que contratar fiscais e policiais a peso de ouro para vigiar as fronteiras. Sobrecarregando a máquina pública, a tendência é que no futuro tenham de ser cobrados mais impostos para bancá-la. O cigarro, eterno campeão no volume de apreensões, é um claro exemplo.

A exorbitante carga tributária no Brasil, por meio da qual se pretende derrubar o consumo, fez com que o Paraguai passasse a sediar sua produção. Enquanto  no Brasil ainda existem 14 indústrias, no país vizinho já são 27,  as quais obtêm lucro similar ao do narcotráfico, justificando o risco e os investimentos para corromper os órgãos de fiscalização. Nem mesmo a Operação Sentinela, que está reunindo integrantes da Polícia Federal, Receita Federal, Força Nacional de Segurança e polícias estaduais, está conseguindo acabar com a entrada ilegal de produtos. Prova disto é que comboios de carretas com cigarros e ônibus lotados com as mais diversas mercadorias continuam sendo descobertos a centenas de quilômetros de distância da linha de fronteira.

 É público e notório que o Brasil tem uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta, (i)responsabilidade que deve ser dividida pelos governos municipais, estaduais e federal. E, corrupção, com absoluta certeza, é um dos grandes ralos desse dinheiro. Ou seja, embora o erro de um não justifique o dos outros, a corrupção praticada pelos políticos é a principal explicação para a longevidade e a força do contrabando.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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