Cidades

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Pesquisador: poderemos conversar com animais em até 10 anos

Pesquisador: poderemos conversar com animais em até 10 anos

terra

29/12/2013 - 04h00
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Um médico que conversa com animais. Essa é a premissa da série de livros infantis Doctor Dolittle, de Hugh Lofting, que originou mais tarde os filmes estrelados por Eddie Murphy. História para criança? Con Slobodchikoff, professor emérito de biologia da Universidade de Arizona do Norte, nos Estados Unidos, acha que não. Para ele, o ser humano poderá se comunicar com animais domésticos em até 10 anos.

Essa previsão parte de sua pesquisa de três décadas sobre a comunicação entre animais. Hoje Slobodchikoff já testa um programa de computador para, com técnicas de inteligência artificial e muitos anos de dados coletados, comunicar-se com cães-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni), roedores da família dos esquilos que habitam principalmente os Estados americanos de Arizona, Novo México e Colorado.

Com a aplicação dessa tecnologia para outros animais, o pesquisador acredita que, em cinco a 10 anos, os seres humanos poderão se comunicar, em um nível básico, através de dispositivos do tamanho de um celular, com seus cachorros e gatos. “Eu acredito que tais conversas nos ajudarão a resolver muitos problemas comportamentais que as pessoas têm com seus animais de estimação”, afirma Slobodchikoff, em entrevista ao Terra. “A maioria dos problemas de comportamento aparecem porque as pessoas não conseguem comunicar suas necessidades aos seus animais, e seus animais não conseguem comunicar suas necessidades a suas pessoas”.

Não se sabe ainda o que esse tipo de diálogo pode revelar. Talvez o gato esteja sentindo medo ou o cão precise sair para resolver urgências fisiológicas, por exemplo. “Quanto mais descobrimos sobre os animais, maior complexidade encontramos”, diz o pesquisador. “As pessoas achavam que cachorros estavam latindo apenas porque estavam com vontade de latir ou estavam apenas expressando uma emoção. Nós estamos agora começando a descobrir que cachorros têm coisas específicas a dizer em seus latidos. Quanto mais nós descobrimos, e mais a tecnologia para compreender a comunicação animal se desenvolve, estou disposto a dizer que vamos encontrar muitos animais com linguagens complexas nas quais eles comunicam informações específicas”.

Linguagem sofisticada
A ideia do professor de que os animais podem se comunicar de forma mais eficaz do que imaginávamos surgiu com o estudo de cães-da-pradaria-de-cauda-curta, nos EUA. Após centenas de experimentos, o professor e seus alunos descobriram o que ele considera a “mais sofisticada linguagem animal já decodificada”.

A descoberta sucedeu após análise dos chamados de alerta efetuados em uma colônia desses roedores diante da visão de um possível predador. Os alertas, agudos, semelhantes a pios de pássaros, variavam conforme o elemento avistado. Cada um deles era gravado, e as reações provocadas entre os roedores eram assinaladas. Mais tarde, a equipe de pesquisadores reproduzia os sons com o intuito de “compreender” os chamados.

Com essas e outras experiências, Slobodchikoff identificou a utilização de diferentes fonemas, como se fossem palavras, e combinações de sons específicos, como se fossem frases.

Segundo o pesquisador, o vocabulário dos “prairie dogs” (em inglês) lhes permite comunicar informações bem específicas, como a diferenciação de cores, formatos e tamanhos.

Em seu livro mais recente, “Chasing Dr. Dolittle”, de 2012, sem tradução para o português, Slobodchikoff apresenta feitos impressionantes desses roedores. Eles puderam descrever, uns para os outros, uma pessoa alta vestindo camiseta amarela e uma pessoa baixa usando camiseta azul. A velocidade, a quantidade e as formas de cachorros se aproximando também eram anunciadas.

Nem todos os animais, entretanto, possuem uma comunicação tão eficiente. “Todos os animais se comunicam uns com os outros, como o fazem as células do nosso corpo. Mas nem todos têm necessariamente uma linguagem”, conclui.  

Números alarmantes

MS representa 63% das mortes por Chikungunya do País

Mato Grosso do Sul atinge a marca de 12 mortos por essa arbovirose três meses antes do ano mais letal da série histórica até então

17/04/2026 12h59

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com 12 mortes por Chikungunya até então, como consta no boletim atualizado nesta quinta-feira (16) pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul representa 63% das mortes por essa arbovirose em todo o País. 

Como se não bastasse, o cenário da doença neste 2026 no Estado indica uma tendência preocupante, já que a atual marca de 12 mortes foi atingida três meses antes do pior período de toda a série histórica, uma diferença de doze semanas epidemiológicas.

O painel mantido pelo Ministério da Saúde mostra que a arbovirose já vitimou 19 pessoas em todo o território nacional neste ano, o que faz com que os 12 registros de Mato Grosso do Sul respondem por uma concentração de 63% da letalidade da Chikungunya no País. 

Além disso, análise sobre os históricos de boletins da SES indicam até mesmo uma maior letalidade, já que os 12 óbitos confirmados em 2025 estavam dentro de um universo de 5.428 casos confirmados, diante de 2.639 confirmações de Chikungunya para o mesmo universo de doze mortes neste ano. 

Chikungunya em MS

Distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital, o município sul-mato-grossense de Dourados aparece atualmente como o "epicentro" da Chikungunya, que registrou a primeira morte em área urbana mais recentemente, após uma proliferação que teve início nos territórios indígenas locais. 

Como bem acompanha o Correio do Estado, a vítima em questão trata-se de um homem de 63 anos, morador no bairro Parque das Nações 2, vítima essa que chegou a ser internada em hospital da rede privada no município, mas não resistiu e morreu na segunda-feira (13). A confirmação da causa ocorreu ontem (16), após análise laboratorial realizada pelo Lacen (Laboratório Central).

Somente Dourados já responde por oito mortes por chikungunya neste ano, com as sete outras anteriores tratando-se de duas mulheres idosas, com 60 e 69 anos, três homens de 55, 73 e 77 anos, além de dois bebês, de um e três meses de idade.

Da distribuição espacial das mortes por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, os demais óbitos foram registrados em: 

  • Bonito (01 morte);
  • Fátima do Sul (01 morte);
  • Jardim (02 mortes).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, dois óbitos ainda seguem em investigação, em um universo de 5.352 casos prováveis e outros 2.639 confirmados como citado anteriormente, dentre os quais 46 respondem por gestantes que sinalizaram positivo para Chikungunya. 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

Vale lembrar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

 

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EXTENSÃO

Força Nacional de Segurança atuará por mais 90 dias em terras indígenas de MS

A operação tem foco na região do Cone Sul, nas aldeias dos povos Guarani e Kaiowá

17/04/2026 12h30

A medida dá continuidade ao trabalho de atuação nos conflitos fundiários indígenas

A medida dá continuidade ao trabalho de atuação nos conflitos fundiários indígenas Foto: Arquivo/PMA

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O Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), publicou uma portaria que prorroga por mais 90 dias o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) no Mato Grosso do Sul.

A portaria MJSP nº 1.207 foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17) e mantém a força de segurança na região do Cone Sul, nas aldeias dos povos Guarani e Kaiowá. A medida dá continuidade ao trabalho de atuação nos conflitos fundiários, funcionando como um suporte ao trabalho da FUNAI, que segue com os estudos de demarcação de terras indígenas.

O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do MJSP.

O emprego da Força Nacional de Segurança Pública de que trata a portaria ocorrerá em articulação com os órgãos de segurança pública de MS sob a coordenação da Polícia Federal.

A operação terá o apoio logístico da Funai, que deverá dispor da infraestrutura necessária à Força Nacional de Segurança Pública.

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