Cidades

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Petrobras pode ser forçada a reajustar combustíveis

Petrobras pode ser forçada a reajustar combustíveis

Redação

08/03/2008 - 23h15
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        A cotação do petróleo caminha a passos largos para os US$ 110 por barril e, segundo analistas, está cada vez mais difícil justificar os preços da gasolina e do diesel no Brasil, sem reajuste desde setembro de 2005. Em relatório divulgado esta semana, a corretora Ativa calcula que a Petrobras corre o risco de operar com margens negativas na área de abastecimento caso não repasse a disparada do petróleo. Especialistas calculam que a defasagem esteja entre 15% e 20%. A analista Mônica Araújo diz que, mantendo o padrão usado nos últimos reajustes, a Petrobras deveria promover um aumento de 8% nos preços da gasolina e do diesel. (da agência Estado)

MATO GROSSO DO SUL

Feminicídios já colocam 2026 entre os anos mais violentos

Estado soma até agora 24 mortes, igualando a marca dos anos mais letais da série histórica; há mais de 13,6 mil casos de violência doméstica

27/08/2026 08h00

FOTO: Divulgação PCMS

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Mato Grosso do Sul alcançou a triste marca de 24 feminicídios de janeiro até agora, sendo três mortes identificadas nos últimos cinco dias, o que coloca este ano no pódio dos mais fatais para as mulheres no Estado. Os dados indicam ainda que 13,6 mil ocorrências de violência doméstica foram registradas em apenas oito meses.

De acordo com o Monitor da Violência Contra a Mulher, idealizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) e pelo Poder Judiciário, 24 mulheres foram vítimas de feminicídio entre janeiro e agosto, média de um feminicídio a cada 10 dias. A última morte aconteceu em Aquidauana, na manhã de domingo.

Em comparação com o mesmo período de anos anteriores, este ano está igualado com 2025, 2020 e 2017, todos com 24 registros. Apenas 2021 e 2022 superam essa marca na série histórica (de 2016 a 2026), com 27 e 30 mortes, respectivamente. Em números absolutos, 2022 é dono do recorde, com 44 óbitos.

O que levanta o alerta das autoridades de segurança pública é que os três últimos casos registrados no Estado aconteceram em um intervalo de apenas cinco dias. 

No dia 19, Joseane Oliveira Cruz, de 33 anos e mãe de três filhos, foi assassinada com golpes de foice dentro de uma casa, em Campo Grande.

Horas depois, Lourival da Cruz Neto, de 19 anos, conhecido como Bola e principal suspeito do crime, foi preso em um posto de combustível em Jaraguari, município que fica a 47 quilômetros da Capital.

Um dia depois, na noite de quinta-feira, Fátima Alves de Matos, de 54 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Costa Rica. Vizinhos relataram ter ouvido gritos, uma discussão e fortes barulhos vindos do local.

A vítima apresentava diversos hematomas pelo corpo, o que levantou a suspeita de que teria sido agredida antes da morte.

Rubens Alves Justino, também de 54 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar por ser o principal suspeito do crime.

Aos militares, o homem negou ter agredido a esposa e afirmou que Fátima sequer estava na residência. Porém, uma testemunha relatou aos policiais que ouviu uma discussão intensa entre o casal na mesma noite da morte.

Na manhã de domingo, Marta Florentino Godoi, de 40 anos, foi morta a facadas dentro de casa, na Vila Trindade, em Aquidauana.

O principal suspeito, Dinon Lenon Fermino, de 38 anos, foi localizado e capturado pela Polícia Militar, nas proximidades da linha férrea, acompanhado da filha de 5 anos do casal, que foi encontrada em segurança.

Na delegacia, o investigado confessou a autoria do feminicídio, que foi motivado pelo fim da relação.

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.

As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais anteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois.

A reportagem entrou em contato com a Sejusp para saber como esses novos casos em poucos dias estão sendo tratados e investigados pelas autoridades sul-mato-grossenses, e quais ações são previstas para que o número de feminicídios diminua efetivamente. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Violência doméstica

Ainda segundo o Monitor da Violência Contra a Mulher, outro dado alarmante é referente ao número de registros de violência doméstica em Mato Grosso do Sul este ano.

São 13.609 casos, o que torna 2026 o segundo ano com mais ocorrências na última década, considerando apenas o período de janeiro a agosto. São quase 58 episódios por dia este ano, em média.

Vale lembrar que, há quatro meses, foi sancionada a Lei nº 15.383/2026, que altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.

fenômeno

Eclipse parcial da Lua será visto em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira

Ponto máximo será às 00h31, no horário local, já na madrugada da sexta-feira, e poderá ser observado a olho nu

26/08/2026 18h00

Eclipse será visto a olho nu

Eclipse será visto a olho nu Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

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Um eclipse parcial da Lua poderá ser visto na noite desta quinta-feira (27) e madrugada de sexta-feira (28) em Mato Grosso do Sul e todo o território brasileiro, a olho nu.

O fenômeno deve começar por volta das 22h30, no horário local, com o ponto máximo duas horas depois, às 00h30.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, disse que é necessário ter paciência para observar o eclipse, pois ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua.

Por volta do horário previstom de 22h30, é quando a lua começa a entrar na umbra e será possível perceber a diferença.

Ela acrescentou que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua.

“É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou à Agência Brasil.

Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. 

“Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”.

Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, o eclipse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. 

“No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou.

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”.

A astrônoma explicou ainda que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. 

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra. A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”, disse à Agência Brasil.

Transmissão

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail [email protected].

* Com Agência Brasil

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