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Leandro Provenzano

O seguro embutido na sua prestação existe. E pode quitar a dívida

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Existe um seguro que milhões de brasileiros pagam todo mês sem ter plena consciência disso. Ele está embutido na prestação do financiamento do carro, no consignado descontado do salário ou da aposentadoria, no crédito pessoal e no financiamento do imóvel. Chama-se seguro prestamista, e sua função é generosa: se o devedor morrer ou ficar inválido, a dívida é quitada e a família não herda o problema.

O problema aparece exatamente quando ele deveria funcionar.

A cena se repete com frequência desconfortável. Alguém morre, ou sofre um acidente que o impede de voltar a trabalhar. Meses depois, entre inventários e boletos, alguém da família descobre que havia um seguro naquele contrato. Aciona a seguradora. E recebe de volta uma carta com uma negativa. Doença preexistente. Invalidez que não seria total e permanente. Carência não cumprida. Documentação incompleta. Enquanto isso, o banco continua cobrando, e a família continua pagando prestações de uma dívida que já deveria estar encerrada.

Arthur Maximilliano

Antes de buscar mais clientes, pare de perder vendas

11/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Muitas empresas investem para atrair oportunidades, mas perdem negócios por demora, falta de acompanhamento e ausência de gestão comercial.

Quando as vendas diminuem, a reação mais comum do empresário é pedir mais divulgação, aumentar o investimento em anúncios ou cobrar mais prospecção da equipe. A conclusão parece lógica: se o faturamento não chegou, faltaram clientes.

Mas nem sempre esse é o verdadeiro problema.

Em muitas empresas, as oportunidades já existem. Os clientes entram em contato, pedem informações, solicitam propostas, participam de reuniões e demonstram interesse. O que falta é uma gestão comercial capaz de acompanhar essas oportunidades até a decisão.

Antes de buscar mais clientes, talvez a empresa precise parar de perder os que já chegaram.

O relatório State of Sales 2026, da Salesforce, mostra que profissionais de vendas gastam mais da metade da jornada em atividades que não representam a venda propriamente dita, como preenchimento de dados, procura de informações e prospecção desorganizada.

O mesmo levantamento revela um cliente mais exigente. Para 69% dos profissionais entrevistados, demonstrar retorno sobre o investimento ganhou importância. Outros 67% afirmam que a personalização se tornou mais relevante, enquanto 57% percebem que os clientes estão levando mais tempo para decidir.

Esses dados ajudam a explicar por que vender apenas com talento individual está ficando cada vez mais difícil.

O cliente pesquisa mais, compara mais, questiona mais e demora mais para tomar uma decisão. Isso exige acompanhamento, informação, consistência e capacidade de demonstrar valor. Sem processo comercial, a oportunidade esfria rapidamente.

O problema é que muitas empresas ainda vendem com base na memória do vendedor.

O cliente entra em contato. Alguém anota em uma conversa do WhatsApp. A reunião acontece. A proposta é enviada. Depois disso, ninguém sabe exatamente quando deve retornar, o que foi combinado ou qual é a principal objeção daquele cliente.

Passam-se alguns dias e a oportunidade desaparece.

Quando o empresário pergunta o que aconteceu, a resposta costuma ser: “O cliente não respondeu”.
Mas será que houve acompanhamento suficiente? A proposta estava conectada ao problema apresentado? O retorno aconteceu no tempo adequado? Alguém registrou os próximos passos? A empresa criou uma sequência de contatos ou apenas enviou o orçamento e ficou esperando?

Enviar proposta não é concluir uma venda. É iniciar uma nova etapa da negociação.

Gestão comercial começa quando vender deixa de depender exclusivamente da disposição individual do vendedor e passa a funcionar com método. Isso significa organizar a entrada das oportunidades, definir critérios de qualificação, registrar informações, criar etapas claras e acompanhar indicadores.

Não basta saber quanto a empresa faturou no mês. É preciso saber quantas oportunidades entraram, quantas receberam atendimento, quantas avançaram, quantas propostas foram enviadas, quantas foram fechadas e onde as demais foram perdidas.

Sem essas informações, o empresário enxerga apenas o resultado final. Ele sabe que não vendeu, mas não consegue compreender por quê.

Talvez o problema esteja na geração de oportunidades. Talvez esteja na demora do primeiro atendimento. Pode estar na abordagem do vendedor, na qualidade da proposta, no preço, no prazo, no acompanhamento ou na falta de clareza sobre o valor entregue.

Sem gestão, todas essas possibilidades recebem a mesma explicação: “O mercado está ruim”.

É claro que o mercado influencia. Juros, renda, concorrência e comportamento de consumo afetam as decisões. Porém, atribuir todo resultado comercial ao ambiente externo impede a empresa de corrigir o que está sob seu controle.

Uma gestão comercial madura não garante que toda oportunidade será convertida. Ela garante que a empresa consiga aprender com aquilo que não foi convertido.

Esse aprendizado permite melhorar argumentos, revisar ofertas, treinar vendedores, identificar objeções recorrentes e tomar decisões com menos achismo.

Outro equívoco comum é acreditar que o sistema de gestão comercial, por si só, resolverá o problema. Muitas empresas contratam um CRM, mas continuam sem disciplina de atualização, critérios para as etapas ou rotina de acompanhamento.

A ferramenta está implantada, mas o processo continua inexistente.

Tecnologia não substitui gestão. Ela potencializa um método que precisa ser definido por pessoas. Sem clareza, o CRM se transforma apenas em mais um sistema que a equipe considera cansativo preencher.
A reunião comercial também precisa mudar.

Em vez de reunir a equipe apenas para perguntar quanto cada vendedor vendeu, a liderança deveria analisar o caminho até o resultado. Quais oportunidades estão próximas da decisão? Quais estão paradas? Qual é o próximo passo? Quem precisa de apoio? Que objeção está aparecendo com frequência? Qual etapa está acumulando perdas?

Esse tipo de conversa transforma cobrança em gestão.

Vendedores também precisam de orientação. Muitas empresas entregam uma meta, uma lista de contatos e esperam que cada profissional encontre sozinho a melhor maneira de vender. Depois, surpreendem-se quando cada pessoa conduz o cliente de uma forma completamente diferente.

Treinar o comercial não significa criar robôs. Significa dar repertório, processo e segurança para que cada vendedor use sua personalidade sem abandonar o padrão mínimo da empresa.

É preciso treinar perguntas, apresentação de valor, tratamento de objeções, negociação e acompanhamento. Também é necessário avaliar conversas reais, revisar propostas e orientar melhorias com frequência.
Venda não melhora apenas com pressão. Melhora com preparação.

No fim, uma empresa pode investir muito dinheiro atraindo clientes e continuar perdendo oportunidades por falhas básicas. Pode gerar contatos, mas demorar para responder. Pode realizar boas reuniões, mas esquecer o retorno. Pode enviar propostas, mas não demonstrar valor. Pode contratar vendedores, mas não oferecer direção.

Por isso, antes de aumentar o orçamento de marketing ou cobrar mais prospecção, o empresário deveria olhar para dentro do próprio processo comercial.

Quantos clientes entraram em contato e não receberam acompanhamento adequado? Quantas propostas continuam abertas? Quantas oportunidades foram consideradas perdidas sem que ninguém entendesse o motivo? Quantos antigos clientes poderiam voltar a comprar?

Talvez o próximo crescimento não esteja apenas em trazer mais pessoas para o funil.

Talvez esteja em cuidar melhor das oportunidades que a empresa já conquistou.

Buscar clientes custa dinheiro. Perder clientes por falta de gestão custa ainda mais.

Fonte dos dados
Salesforce — State of Sales, sétima edição, relatório publicado em 2026.

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Acidente de trabalho: conheça os direitos previdenciários e saiba quando procurar ajuda jurídica

07/08/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Um acidente de trabalho acontece em questão de segundos. Mas as consequências podem acompanhar o trabalhador por meses, anos ou até por toda a vida.

Infelizmente, a realidade que enfrentamos diariamente em nosso escritório revela que o INSS, longe de atuar de forma automática ou acolhedora, frequentemente impõe barreiras burocráticas que impedem o acesso a benefícios essenciais. Não se engane: a dignidade financeira após um acidente não é uma concessão espontânea da autarquia, mas um direito que precisa ser defendido com firmeza e conhecimento técnico.

Neste artigo, detalhamos como você deve agir para não ser vítima de injustiças e por que a proatividade, aliada ao suporte de uma advocacia previdenciária combativa, é o único caminho seguro para garantir que cada um de seus direitos seja rigorosamente respeitado.

O Alerta dos Números: A Gravidade dos Acidentes no Brasil

Os dados oficiais não são apenas estatísticas; eles representam milhares de famílias que sofrem as consequências de ambientes de trabalho inseguros e políticas de prevenção ineficazes.

O Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (AEAT) revela um cenário alarmante de mortalidade e incapacidade. Mesmo com instrumentos como o Nexo Técnico Previdenciário (NTEP), que visa facilitar o reconhecimento do acidente pelo INSS sem a dependência exclusiva da CAT, a resistência administrativa permanece alta. É imperativo compreender que estar amparado por dados e pela lei é a primeira linha de defesa contra o descaso das instituições.

Nossa missão é transformar esses números em justiça, garantindo que o trabalhador acidentado não seja apenas mais uma cifra no anuário, mas um cidadão com direitos plenamente restabelecidos.

O que é considerado acidente de trabalho?

Legalmente, o acidente de trabalho é aquele que ocorre no exercício da profissão e resulta em lesão ou incapacidade. No entanto, o conceito é muito mais amplo do que o INSS costuma admitir em suas análises superficiais.

Doenças ocupacionais silenciosas e acidentes de trajeto são direitos legítimos frequentemente negligenciados. Nossa atuação foca em provar o nexo entre o trabalho e a enfermidade, combatendo laudos periciais equivocados que ignoram a realidade prática do trabalhador e a legislação vigente.

Quais benefícios previdenciários podem ser concedidos?

Para cada nível de gravidade, existe uma proteção prevista em lei. Conhecer essas nuances é fundamental para que o trabalhador receba o que é justo, e não apenas o que o sistema oferece como "padrão".

Benefício por Incapacidade Temporária: O Alento Necessário

Quando o acidente impede temporariamente o trabalhador de exercer sua atividade, ele poderá ter direito ao benefício por incapacidade temporária, desde que preenchidos os requisitos legais e realizada a perícia médica do INSS.

O foco aqui é a sua recuperação total, com a segurança de uma renda garantida enquanto você luta pela sua saúde.

Auxílio-Acidente: A Indenização que o INSS Costuma "Esquecer"

Este é um dos direitos mais sonegados aos trabalhadores.

Se o acidente deixou qualquer sequela permanente que reduza sua capacidade laboral — mesmo que mínima — você tem direito a receber uma indenização mensal e vitalícia (até a aposentadoria).

Como o auxílio-acidente permite que você continue trabalhando, o INSS raramente o concede de ofício. É necessário um olhar jurídico atento para identificar e lutar por essa verba indenizatória fundamental.

É importante destacar que o auxílio-acidente pode ser devido mesmo que o trabalhador retorne às suas atividades profissionais.

Aposentadoria por Incapacidade Permanente: Proteção Máxima

Para os casos mais graves, onde o retorno é inviável, a aposentadoria é o porto seguro. Nossa atuação combate as tentativas de reabilitação forçada em funções incompatíveis com a limitação do segurado, garantindo que a dignidade do trabalhador seja preservada através do benefício correto.

CAT: A Primeira Prova de sua Jornada

A Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) é um documento fundamental para registrar oficialmente o acidente.

O trabalhador, dependentes ou sindicatos devem ser orientados na emissão correta deste documento, assegurando que o nexo causal seja registrado de imediato, blindando o processo contra negativas futuras fundamentadas na ausência de registro oficial.

Não permita que o silêncio da empresa apague a prova do seu acidente.

Esperar pela "boa vontade" do INSS é um risco que você não pode correr. O sistema é desenhado para dificultar, e sem um apoio jurídico proativo, o indeferimento é uma probabilidade real.

Na prática, não é assim.

Cada caso exige análise individual da documentação médica, do histórico de contribuições, da atividade exercida, da existência de sequelas permanentes e da legislação aplicável.

Uma advogada especialista em Direito Previdenciário poderá:

  • Analisar tecnicamente qual benefício garantirá o seu futuro;
  • Blindar a documentação médica para que o perito veja a verdade dos fatos;
  • Intervir administrativamente com rapidez e precisão;
  • Combater judicialmente decisões arbitrárias e injustas do INSS;
  • Resgatar o direito ao auxílio-acidente que muitos nem sabem que possuem.
  • Garantir que você receba o valor máximo permitido pela lei.

O acidente feriu sua saúde, mas não pode ferir seus direitos. A recuperação física exige repouso, mas a proteção da sua dignidade financeira exige ação imediata.

Buscar orientação jurídica especializada logo nos primeiros momentos pode evitar erros, fortalecer a produção de provas e aumentar as chances de reconhecimento do benefício adequado perante o INSS.

Cada situação possui características próprias. Por isso, uma análise individualizada é essencial para garantir que nenhum direito previdenciário seja deixado para trás.

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