Cidades

Lava Jato

PF e MPF fazem buscas na casa, escritório e gabinete de Delcídio

Advogados de Delcídio estão nos locais para acompanhar aas buscas

ALINY MARY DIAS

25/11/2015 - 07h54
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Depois da prisão do senador Delcídio do Amaral (PT), no início da manhã desta quarta-feira (25), em Brasília, equipes da Polícia Federal fazem buscas na casa do senador e no escritório dele, em Campo Grande.

Pelo menos uma viatura está em frente da casa de Delcídio, em um condomínio fechado, na Avenida Rodolfo José Pinho. O advogado do senador, Valeriano Fontoura, chegou há pouco no local e falou para a imprensa que ainda não sabia do que estava acontecendo e que tinha ido lá para acompanhar as buscas feitas pela PF.

Em outro ponto da cidade, na Rua Antônio Maria Coelho, as buscas são feitas no escritório de Delcídio. Uma viatura da PF e outra do Ministério Público Federal estão no local.

Outro advogado do petista, Jail Azambuja, chegou há pouco no escritório e também disse para a imprensa que nada sabia e revelou ter sido “pego de surpresa” quando questionado sobre a prisão de Delcídio. Depois de alguns minutos, Azambuja afirmou que não foi autorizado pelos policiais a acompanhar as buscas, segundo ele, a situação é inédita.

"É um ato arbitrário e de força realizado pela PF porque não permitiu que o defensor constituído acompanhasse a diligência. Vamos peticionar ao STF e questionar qualquer apreensão feita", disse Jail.

Na sede da Polícia Federal, na Vila Sobrinho, por enquanto não há movimentação de policiais. Em Brasília, equipes da PF também fazem buscas no gabinete de Delcídio, no Senado.

PRISÃO

A prisão ocorreu na casa do parlamentar, em Brasília (DF), nesta manhã porque o líder do governo estaria ''atrapalhando as investigações da Lava Jato”. Além de Delcídio, também foram presos o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Rodrigues, um advogado que não teve o nome divulgado, e o dono do banco BTG Pactual, André Esteves. 

As prisões foram um pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As prisões de Delcídio e de Ribeiro são preventivas, que é quando não há data determinada para terminar. As demais são temporárias.

*Colaboraram Valdenir Rezende e Bruno Henrique.

Em condomínio fechado, viatura da PF faz buscas (Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)

Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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