Cidades

Final feliz

Pitbull que estava desaparecido ficou sob os cuidados de um morador de rua

Agora, dona do cachorro quer encontrar o homem que cuidou de seu pet para retribuir

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Thor, um Pitbull de 2 anos e meio, fugiu de casa na última quarta-feira (24), por volta das 19h30, no bairro Mata do Jacinto.  

Sua dona, Luana Santos Dias Correa, de 20 anos, deixou cartazes nos postes do bairro e utilizou as redes sociais para divulgar o desaparecimento do cachorro. Na publicação, ela fazia um apelo para que não o maltratassem, já que Thor enfrentou problemas graves de saúde, faz tratamento e é dócil.

Ela tinha acabado de chegar do serviço quando foi recebida por Meggie, sua outra Pitbull, na porta de casa. Quando a Pitbull saiu, acabou empurrando Thor para fora. Meggie voltou para casa, mas Thor saiu correndo pela avenida, quase foi atropelado, e sumiu de vista, assustado.

“Uma menina, que é dona de uma tabacaria do lado de casa, me ajudou todo momento a ir atrás dele, enquanto outras pessoas na rua só me julgavam e falavam que ele ia atacar alguém”.

Luana teve apoio de parentes do marido e amigas, que a ajudaram a procurar por ele até a madrugada.  

“Quando eu estava ficando sem esperanças, um número me ligou. Era uma senhora, falando que um morador de rua tinha encontrado o Thor, e me mandando a localização para ir ver se era ele mesmo”, contou.

O morador de rua viu os cartazes espalhados pelo bairro, e acabou encontrando o Pitbull em um terreno baldio. O homem comentou que Thor estava sozinho, com medo e com muita sede.

Luana comentou que era possível ver a felicidade do cachorro quando ela foi até o local: “Você via o brilho no olhar dele de felicidade na hora que ele me viu”.

Com a euforia do reencontro, a dona do pet agradeceu o homem, mas acabou não se atentando a uma forma de retribuir.

As únicas informações que Luana tem é a de que o homem, negro, não muito velho, alto e magro, sempre fica pelo bairro, geralmente próximo à Panificadora Trigos da Mata, na rua Olímpio Klafke.  

“Quero ajudar ele de todas as formas e demonstrar a minha gratidão, ele colocou a mão no fogo pelo Thor, ele salvou a vida do meu garoto! Irei arrecadar doações para esse rapaz e de todas as formas pelo resto da minha vida. Sou grata a ele e a todos que me ajudaram a encontrar”, concluiu.

Durante a entrevista, Luana contou que já teve trauma de cachorros, e reforçou a importância de vacinar animais, relembrando a história de Thor, que pegou uma doença infecciosa quando filhote e quase morreu. 

Um trauma superado

Aos 8 anos de idade, Luana foi atacada por um Pitbull, o que a fez pegar trauma de todos os tipos de cachorro. Muitos anos depois, ela se casou, e a cunhada, que estava se mudando para a Austrália, precisava de um lar para sua Pitbull. Foi assim que a Meggie surgiu em sua vida.

“Foi com ela que eu aprendi a não ter medo e entendi que tudo bastava da criação do animal. Meu marido não queria deixar a Meggie com algum desconhecido, e falou que a gente ia ficar com ela. Desde então meu amor por Pitbull foi crescendo cada vez mais”.

Certo dia, o casal de Pitbull de uma amiga deu cria, e ela quis adotar outra fêmea. A filhote acabou caindo na piscina e falecendo.

“O único filhote que sobrou foi o Thor, mas a dona me disse que ele era dela. Passou um tempo e essa amiga entrou em contato comigo, dizendo que estava passando por uns problemas pessoais e que não ia poder mais ficar com ele. Não pensei duas vezes em aceitar”.

Ela brinca que Thor chegou “destruindo tudo” em casa, mas ressaltando que ele sempre foi muito carinhoso.

10%

Quando tinha 6 meses, Thor ficou doente. Luana e o marido acharam que ele poderia ter comido alguma coisa que fez mal. Eles esperaram para ver se ele melhorava, mas acabaram indo ao veterinário.

“Quando a veterinária deu o diagnóstico nos chamou para conversar, perguntou se realmente queríamos continuar com o tratamento, pois ele tinha apenas 10% de chance de sobreviver e era um tratamento muito caro. Gastamos por volta de 10 mil reais com ele, foram 2 meses intensos”, relembrou.

Thor estava com Parvovirose, uma doença viral causada pelo parvovírus, que afeta principalmente as células do intestino. 

“Ele ficou internado separado, porque não podia ficar perto de outros animais. Ele sempre foi muito carente de atenção, as veterinárias da clínica muitas vezes dormiam com ele, no chão, para ele não se sentir sozinho", comentou.

"Com muito amor e dedicação, Thor se recuperou. Ele é um verdadeiro milagre, sempre criamos ele com todos os tipos de pessoas e animais, ele nunca avançou em ninguém, é super brincalhão e amoroso”, concluiu.

Uma das formas de proteger seu pet da Parvovirose é a vacina polivalente, também chamada de V10 e V8, que tem dose obrigatória em cães.

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INQUÉRITO

Pecuarista delator de Puccinelli volta a ser alvo de ação por desmatamento

Proprietário da Fazenda Bonsucesso, Ivanildo da Cunha Miranda é investigado pelo MPF por supostos danos ambientais decorrentes de queimadas no Pantanal

18/04/2026 16h30

Ivanildo da Cunha Medeiros, pecuarista e delator que resultou na prisão do ex-governador André Puccineli, em 2018

Ivanildo da Cunha Medeiros, pecuarista e delator que resultou na prisão do ex-governador André Puccineli, em 2018 Foto: Reprodução

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O pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, conhecido por ter sido autor de denúncias que renderam cinco meses de cadeia ao ex-governador André Puccinelli, seu filho, assessores e advogados, em julho de 2018, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por supostos danos ambientais decorrentes de queimadas no Pantanal.

De acordo com o Diário Oficial do órgão, tudo começa com a instauração de uma notícia de fato no ano passado, que investiga o uso indevido de fogo para limpeza de pastagem na Fazenda Bonsucesso, de propriedade de Ivanildo da Cunha Miranda, de 32.147 hectares.

“Os laudos técnicos elaborados no âmbito da Polícia Federal indicam que os focos de incêndio ocorridos entre os anos de 2019 e 2020 tiveram origem no interior da referida propriedade, propagando-se para áreas vizinhas, como as Fazendas Califórnia, Campo Dânia e São Miguel, ocasionando danos significativos ao bioma Pantanal”, pontua.

“A complexidade dos elementos probatórios, que envolvem análises de imagens de satélite, georreferenciamento e perícias ambientais, demandando aprofundamento técnico para adequada delimitação da extensão dos danos e eventual responsabilização civil dos envolvidos”, completa o promotor Alexandre Jabur em sua decisão.

Diante destes fatos e do tempo da notícia de fato ter se esgotado, ainda sob a necessidade de dar continuidade às investigações, foi instaurado inquérito civil com o objetivo de “apurar a responsabilidade civil por danos ambientais decorrentes de queimadas no bioma Pantanal, no âmbito da Operação Mataá, especialmente na Fazenda Bonsucesso, visando à reparação integral dos danos ambientais e à recomposição das áreas degradadas”.

OPERAÇÃO

A Operação Mataá, citada pelo promotor na decisão, foi deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2020, nos municípios de Corumbá e Campo Grande, com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, com a finalidade de apurar a responsabilidade criminal pelas queimadas na região do Pantanal Sul.

Durante a investigação que levou à realização da operação, a PF conseguiu identificar o início e a evolução diária dos focos de queimadas da região. O dano ambiental apurado superava mais de 25 mil hectares do bioma pantaneiro, atingindo Áreas de Preservação Permanentes e os limites do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Serra do Amolar.

OUTRA AÇÃO

Em maio do ano passado, o pecuarista foi alvo do Ministério Público Estadual (MPE) por desmatamento ilegal em uma fazenda no município de Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

O diário oficial do órgão na época trouxe a público a abertura de um inquérito civil para apurar o desmatamento ilegal de 68 hectares da fazenda São Félix. O desmatamento de seis pontos diferentes que são registrados como reserva ambiental teria ocorrido ainda em 2016 e 2017, época em que Ivanildo estava na "crista da onda". 

Somente depois de quase nove anos, com o cruzamento de dados de satélite, é que a irregularidade foi constatada e passou a ser investigada pelo MPE. De acordo com a apuração feita até agora, o imóvel já foi alvo de uma multa ambiental e o principal objetivo do inquérito é firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a reserva ambiental seja recomposta. 

Em notificação emitida no dia anterior da abertura do inquérito, a promotora Angélica de Andrade Arruda estipulou prazo de dez dias para que Ivanildo, que reside em Campo Grande, apresenta a documentação relativa ao imóvel, informe se já chegou a fazer alguma recomposição da vegetação suprimida irregularmente e se tem interesse em firmar um acordo para corrigir as supostas irregularidades.

DELATOR

Ivanildo da Cunha Miranda ganhou notoriedade estadual e nacional depois da delação premiada em que entregou um suposto esquema de pagamento de propina de frigoríficos para o ex-governador André Puccinelli.

De acordo com Ivanildo, em troca de incentivos fiscais, frigoríficos pagavam propina a André Puccinelli. Ele próprio revelou que entregava malas de dinheiro aos ex-governador e a pessoas próximas a ele. Confessou, ainda, que parte deste dinheiro ele mesmo embolsava. 

Ivanildo chegou a ser condenado na Justiça por ter comprado um avião  de US$ 200 mil nos Estados Unidos com o dinheiro que lhe cabia no esquema, principalmente relativo a frigoríficos da JBS. 

E com base nestas informações, a Polícia Federal desencadeou a quarta fase da operação Lama Asfáltica, em julho de 2018, e levou à prisão o ex-governador André Puccinelli, que sairia da cadeia somente em dezembro daquele ano. Puccinelli foi governador de 2007 a 2014.

O conteúdo da delação de Ivanildo foi confirmado pelos irmãos Joeley e Wesley Batista, donos da JBS. De acordo com eles, em torno de 30% daquilo que recebiam em incentivos fiscais era devolvido a três governadores de Mato Grosso do Sul. 

O esquema, segundo a PF, teria começado ainda na administração de Zeca do PT, passou pela gestão de Puccinelli e seguiu no governo de Reinaldo Azambuja. Parte das devoluções eram feitas por meio de doações legais de campanha, mas outra parcela era entregue em dinheiro vivo, segundo os investigadores.

Embora Ivanildo nunca tenha delatado o ex-governador Reinaldo Azambuja, a operação Vostok, em setembro de 2018, mesmo período em que Puccinelli estava preso, teve como alvo um dos filhos de Azambuja, um deputado (José Teixeira), um conselheiro do TCE (Márcio Monteira, que fora secretário de Fazenda de Azambuja) e o próprio Ivanildo. 

Por determinação do Superior Tribunal de Justiça, 14 pessoas foram presas na operação Vostok, mas Reinado Azambuja foi somente algo de mandado de busca e apreensão em sua residência. Todos foram soltos dias depois e até hoje as denúncias, tanto relativas a André Puccinelli quanto a Reinaldo Azambuja,  tramitam no judiciário.

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SAÚDE

Canetas emagrecedoras: Anvisa debate norma para manipulação

Agência Nacional de Vigilância Sanitária discute, no próximo dia 29, proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos para manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1

18/04/2026 14h44

Canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras Foto: Divulgação

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Através de sua diretoria colegiada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Segundo a agência, a instrução normativa deve definir procedimentos e requisitos técnicos específicos relativos à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ampliou o mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa têm tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. 

A minuta que será discutida pela diretoria colegiada pode ser acessada pelo site da Anvisa (CLICANDO AQUI).

Grupos de trabalho

Esta semana, a Anvisa publicou portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Parceria com conselhos

Também esta semana, a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta, segundo a agência, é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.

Proibição

Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.

“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade". Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Paraguai

Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.

 

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