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Planos de saúde vão ao Supremo contra lei de MS que estende benefícios a bebês prematuros

Lei sancionada de Mato Grosso do Sul que manda planos considerarem neonatos como dependentes, é alvo de ADI no Supremo Tribunal Federal

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A entidade que representa as operadoras de plano de saúde em âmbito nacional (CNSEG) ingressou com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra o Estado de Mato Grosso do Sul, por causa de lei sancionada em 23 de novembro do ano passado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, que estende serviços e coberturas dos planos de saúde dos pais para os bebês prematuros.

A Lei Estadual 5.980 determina que as operadoras de plano de saúde devem considerar, após o prazo de 30 dias do nascimento, o neonato (bebê que nasce antes do prazo previsto) dependente do titular do seguro de saúde. 

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSEG), alega que a lei de Mato Grosso do Sul usurpou a competência da União para legislar sobre o tema. Segundo a CNSEG, os planos de saúde seguem a mesma lógica dos seguros. 

“Além disso, as seguradoras e operadoras de planos de saúde operam por meio de contratos de natureza privada, vinculando-se ao cumprimento de obrigações decorrentes tanto de normas legais quanto contratuais. Portanto, ao interferir na operacionalização desses contratos, o Estado do Mato Grosso do Sul legislou a respeito de relações contratuais entre as referidas pessoas de direito privado e seus beneficiários, em violação à competência federal para legislar sobre Direito Civil”, acrescentaram os advogados dos representantes das seguradoras de saúde. 

As empresas também afirmam que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é quem tem o poder regulador, normativo, controlador e fiscalizador das atividades dos planos e seguros de saúde comercializados no Brasil. 

Além de argumentarem pela inconstitucionalidade da lei alegando, sob vários pontos, uma possível inconstitucionalidade da Lei de Mato Grosso do Sul, as operadoras de saúde ainda alegam que ela fere o princípio da isonomia, ou seja: cria-se uma regra paralela em Mato Grosso do Sul, que não é válida em outros estados. “Essa violação ao princípio da isonomia põe em risco a mutualidade do sistema”, alegam as empresas. 

As empresas também alegam violação a mais dois princípios: o da Livre Iniciativa e o da Segurança Jurídica. 

A ação direta de inconstitucionalidade foi ajuizada no dia 11 de agosto, e a Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE-MS) ainda não foi citada para defender a lei sancionada por Azambuja, vigente desde novembro do ano passado. 

A lei que estende a cobertura dos planos de saúde a bebês prematuros depois de 30 dias do nascimento foi proposta pelo ex-deputado estadual Evander Vendramini (PP). Ela passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, órgão que teria o dever de fazer o controle de constitucionalidade preventivo. 

Ao ser sancionada por Azambuja, teve o seguinte trecho vetado: “enquanto a operadora do plano de saúde não se desincumbir do dever de informação, fica assegurado, a qualquer tempo, a inscrição do recém-nascido como dependente, isento do cumprimento dos períodos de carência”. 

Na justificativa deste veto parcial, o ex-governador alegou o que as seguradoras alegam para toda a lei: que trata-se de competência privativa da União. Sobre o restante da lei sancionada, a justificativa foi por tratar-se de Direito do Consumidor, onde a competência é compartilhada com os Estados. 

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POLÍCIA

Acusado de estupro, tenente-coronel da PM é encontrado morto em Campo Grande

Corpo do militar foi achado por um homem que passava pela rua, na manhã deste domingo (13), na Avenida Tamandaré

13/09/2026 09h45

Tenente-coronel, de 52 anos, foi denunciado pela filha em agosto deste ano

Tenente-coronel, de 52 anos, foi denunciado pela filha em agosto deste ano Foto: Divulgação/Policia Militar

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Um tenente-coronel aposentado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) foi encontrado morto na Avenida Tamandaré, na região do bairro Vila Nasser, em Campo Grande, na manhã deste domingo (13). O militar era acusado de estuprar os filhos e a neta. Ele estava com ferimento de tiro no peito e ao lado do corpo tinha uma arma.

Um cliente do posto de gasolina localizado nas proximidades foi quem encontrou o tenente-coronel. De acordo com os relatos, os disparos até foram ouvidos, porém, no momento, as pessoas acharam que o barulho era de uma motocicleta.

O cliente do posto avisou os funcionários sobre o homem encontrado na rua e estes, imediatamente, acionaram a polícia. O tenente-coronel também era cliente do posto e morava na região.

O local foi isolado e foram realizados os procedimentos necessários, pela polícia e perícia, a fim de esclarecer a morte.

Acusação

No dia 6 de agosto, a filha do tenente-coronel denunciou o pai à 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). De acordo com seu relato, os abusos começaram ainda na infância, por volta dos 9 anos, e seguiram ao longo da adolescência.

Hoje com 33 anos, ela relatou aos policiais que a primeira vez que foi violentada sexualmente foi aos 13 anos. A partir dos 15, o pai insistia para que mantivessem relações sexuais e foi ameaçada com uma arma para que mantivesse segredo sobre os fatos.

Ela afirmou que um irmão e uma neta também foram vítimas de violência sexual cometida pelo pai. Na época da denúncia, a vítima solicitou proteção e o afastamento do suspeito. O caso foi registrado como estupro de vulnerável na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Cepol.

ACIDENTE

Médica desvia de cachorro e derruba poste de energia em Maracaju

Com o impacto da batida, o poste caiu em cima do carro e destruiu a parte frontal

13/09/2026 09h15

Equipe da Energisa trabalhou durante todo o sábado para trocar a estrutura

Equipe da Energisa trabalhou durante todo o sábado para trocar a estrutura Reprodução

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Uma médica, que retornava de Campo Grande, bateu e derrubou um poste de energia elétrica após desviar de um cachorro, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no município de Maracaju. A estrutura caiu sobre o carro e destruiu a frente do veículo. Após o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Energisa foram acionadas.

O caso ocorreu na manhã de sábado, por volta das 6h50, quando a motorista trafegava pela avenida no seu carro, modelo Chevrolet Cruze. O poste de energia ficou inclinado sobre a parte frontal do veículo.

Apesar da gravidade do acidente e dos danos materiais, a médica não sofreu ferimentos. As equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar isolaram a área para organizar o fluxo de veículos e resguardar a segurança dos pedestres devido ao risco com os cabos elétricos.

Técnicos da concessionária Energisa e de uma empresa terceirizada deslocaram-se até o ponto do acidente para realizar o desligamento preventivo da rede de alta tensão, viabilizando a remoção segura do veículo. O trabalho de substituição do poste e restauração da rede elétrica foi finalizado apenas por volta das 20h.

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