Policiais Militares Ambientais (PMA) em operação conjunta com o Exército Brasileiro (17º Batalhão de Fronteira –BFRon) apreenderam diversos materiais de pesca no Rio Paraguai, em Corumbá.
As equipes de fiscalização utilizaram equipamento de visão noturna (binóculo), avistaram um acampamento de pescadores, os quais foram vistos em fuga ao perceberem a aproximação da fiscalização.
Ao se aproximarem do acampamento as equipes encontraram 01 (uma) rede de pesca de 157 metros de comprimento, 01 (um) motor de popa 25 HP Suzuki, 29 Kg de pescados, alguns com tamanhos inferiores ao permitido e 01 barco de alumínio de 5 metros de comprimento que estava em meio à vegetação. Apesar de diligências, ninguém foi detido.
Os policiais e soldados do exército recolheram o material encontrado no acampamento e encaminharam à delegacia de polícia civil de Corumbá. Foram verificados ainda materiais que pudessem servir para identificação dos pescadores. Se forem identificados, eles responderão por crime de pesca predatória e poderão pegar pena de um a três anos de detenção, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Ainda poderão ser multados administrativamente em valores que podem ultrapassar os R$ 100 mil.
ALERTA (PIRACEMA)
Tem sido comum os habitantes de Corumbá e de outras cidades às margens de rios praticarem pesca de barranco, porém, A PMA continua a informar que a única pesca permitida neste período na bacia do Rio Paraguai e nos rios de domínio do Estado de Mato Grosso do Sul, na Bacia do Paraná é a pesca de subsistência. Subsistência é manutenção da vida. Então, quem pode pescar é o ribeirinho que precisa da proteína do peixe para manutenção de sua vida. Ele pode capturar 03 kg, ou um exemplar, respeitando as medidas permitidas, porém, não pode comercializar em hipótese alguma. Portanto, a população das cidades lindeiras, bem como pessoas que vão passar o final de semana em ranchos às margens dos rios, não podem pescar de forma alguma.
Nos Lagoas das Usinas do Rio Paraná, pode haver a captura de 10 kg mais 01 exemplar de peixes exóticos e não nativos da bacia, tais como: tucunaré, corvina, tilápia, bagre africano, porquinho etc.

