Cidades

vereador e ex-deputados

Polícia Civil indicia Alceu Bueno e Sérgio Assis por exploração sexual de adolescentes

Se condenados, políticos podem pegar de 4 a 10 anos de prisão, conforme delegado

NILCE LEMOS E GLAUCEA VACCARI

23/04/2015 - 16h55
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Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (23), o delegado Paulo Sérgio Lauretto disse que o vereador Alceu Bueno (PSL) e o ex-deputado estadual Sérgio Assis (PSB) foram indiciados pelo artigo 218-b, parágrafo segundo do código penal, que significa manter relação carnal com menor na forma de exploração. Se condenados, os políticos podem pegar pena de 4 a 10 anos de prisão.

Já Fabiano Viana Otero, considerado pela polícia como o arquitetador do esquema de extorsão, Luciano Pageu e o ex-vereador da Capital, Robson Martins, serão indiciados também por exploração sexual, indução de adolescentes a incorrer ao ato ilícito e extorsão.

De acordo com o delegado, nas imagens apreendidas foi confirmado visualmente que Alceu Bueno e Sérgio Assis praticaram este crime. As imagens feitas pelas adolescentes de 15 anos, foram gravadas em um controle com câmera escondida fornecida por Fabiano Viana Otero. O material foi encaminhado para o Instituto de criminalística da perícia.


Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

No detalhe, o chaveiro que as adolescentes utilizaram para filmar os atos ilícitos

Para o delegado Lauretto, o depoimento de Fabiano é fundamental para esclarecer o caso. Ainda de acordo com informações passadas na coletiva de imprensa, o inquérito será encaminhado nesta sexta-feira (24) para o Poder Judiciário e o delegado vai pedir autos complementares para continuar as investigações.

Na tarde desta quarta-feira (22), Sérgio Assis esteve na delegacia mas na presença do delegado Lauretto, Assis permaneceu em silêncio. Alceu Bueno que seria ouvido nesta quinta-feira (23), não compareceu a delegacia. O delegado foi informado pelo advogado de defesa que Alceu não está bem de saúde. Sérgio Assis e Alceu Bueno não serão presos pois não tem mandado de prisão contra eles. Caso sejam condenados posteriormente, eles serão presos. O delegado ainda informou que vai pedir a quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos.

 

 

Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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