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Polícia investiga golpe do falso juiz em MS

Golpistas estão usando a foto e o nome de um magistrado para obter dados bancários das vítimas

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A Polícia Civil está investigando casos em que golpistas estão usando o nome e a foto de um juiz para enganar vítimas com a promessa de depósitos referentes a valores de processos em Corumbá.

Segundo informado pela autoridade, o golpe está ocorrendo na Cidade Branca. Os criminosos enviam mensagens e se passam pelo magistrado, buscando pessoas que possuem processos em andamento.

Para criar familiaridade, chegam a usar dados referentes ao número do processo, citam informações e, na sequência, solicitam dados pessoais e bancários das vítimas, com a justificativa de realizar um “cadastro” ou “depósito”, que seria referente à liberação de valores.

Conforme informou a polícia, esse golpe é voltado à obtenção de vantagens financeiras indevidas, envolvendo falsidade ideológica, uso indevido de imagem e tentativa de estelionato.

A investigação caminha para identificar e localizar os autores, a fim de que sejam responsabilizados conforme determina a legislação.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) esclareceu que magistrados não enviam mensagens diretamente para partes ou advogados, por aplicativos de mensagens ou redes sociais, tratando de questões de valores processuais ou pedindo dados bancários.

Leia a nota na íntegra:


“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria-Geral de Segurança Institucional, alerta a população sobre a ocorrência de golpes praticados por pessoas que se passam por magistrados do Judiciário, com o objetivo de obter informações pessoais, cadastrais ou valores indevidos.

O TJMS esclarece que magistrados não entram em contato com jurisdicionados para solicitar dados pessoais, informações bancárias ou pagamento de taxas, custas ou qualquer outro valor por meio de ligações telefônicas, mensagens de aplicativos, e-mails ou redes sociais.

Todos os atos processuais e comunicações oficiais do Poder Judiciário são realizados exclusivamente pelos canais institucionais, dentro dos próprios autos do processo ou por meios formais previstos em lei.

Diante de qualquer tentativa de contato com esse teor, a orientação é não fornecer informações, não realizar pagamentos e interromper imediatamente a comunicação. Recomenda-se, ainda, que o fato seja comunicado às autoridades policiais.”

A orientação dada pela Polícia Civil é para que os moradores não passem informações pessoais por aplicativos de conversa ou redes sociais e evitem enviar fotos de documentos, comprovantes e informações bancárias.

Em caso de receber mensagens de contatos suspeitos, procure a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência.

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"Tô de Olho"

Fiscalização do Inmetro reprova 34% dos bicos de abastecimento investigados em MS

Ação com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) inspecionou mais de 3,6 mil bicos de abastecimento no País, visitando 32 postos em Mato Grosso do Sul

13/03/2026 11h59

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos Reprodução/ASCOM/AEM/MS

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Através de ação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a fiscalização nacional que vistoriou 340 postos no País reprovou 34% dos bicos de abastecimento investigados em Mato Grosso do Sul. 

Entre os dias 10 e 12 de março, a ação integrada  coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi batizada de "Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa", com as ações realizadas em postos de combustíveis sendo feita pelo Inmetro, que além disso investigou também produtos da cesta básica. 

No caso dos postos, o foco dessa investigação foram possíveis fraudes eletrônicas nas bombas medidoras e através da verificação do volume de combustível líquido efetivamente entregue ao consumidor, inspecionando 3.651 bicos de abastecimento em todo o País. 

Conforme o Inmetro em nota, as irregularidades mais recorrentes encontradas foram: 

  • Indícios de adulteração nas placas eletrônicas das bombas, 
  • Mau estado de conservação dos equipamentos,
  • Vazamento de combustível, 
  • Erros de medição em prejuízo do consumidor e 
  • Lacres de segurança rompidos.

Além do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal (DF), a fiscalização sempre com apoio das polícias locais aconteceu também nas seguintes localidades: 

  1. Acre,
  2. Alagoas,
  3. Ceará,
  4. Paraíba,
  5. Rio Grande do Norte,
  6. Roraima,
  7. Santa Catarina e
  8. São Paulo,

MS

Conforme o ranking da Operação Tô de Olho no Abastecimento Seguro, de março de 2026, divulgada pelo Inmetro, nacionalmente houve a reprovação de 831 bicos de abastecimento em todo o País. 

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos sul-mato-grossenses. Nesse caso, houve uma reprovação de 62 desses itens fiscalizados. 

Em números locais, isso representa um índice de 34% de reprovação em Mato Grosso do Sul, o terceiro pior registrado nos locais de pesquisa, abaixo apenas do do Ceará, onde 179 dos 416 bicos fiscalizados foram reprovados (43%), que perde apenas para o Rio Grande do Norte, em que a reprovação bateu 100% diante de 225 dos 226 itens não passando no teste. 

Localmente, as principais irregularidades constatadas consistem em: mau estado de conservação das bombas e mangueiras; segmentos de dígitos danificados nos mostradores e medidas de volume apresentando vazamentos.

Além de irregularidades ligadas ao plano de selagem, houveram ainda autuações por:  

  • Erros de vazão,
  • Eliminador de ar e gases inoperante,
  • Fiação exposta,
  • Lacre violado e
  • Erros de medição acima do limite admissível.

Com isso, a ANP destaca o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis que estão sendo comercializados nos postos em todo o território nacional, avaliando padrões técnicos, origem e armazenamento dos produtos. 

Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia lembra que certos indicativos, como preço muito abaixo do praticado, bombas sem o selo do Inmetro ou postos sem bandeiras de identificação por si só já devem acender um alerta aos consumidores. Além disso, o órgão deixa uma série de dicas que podem ser seguidas para evitar possíveis prejuízos na hora de abastecer: 

  1. Verifique se as bombas de combustíveis têm o selo do Inmetro;
  2. Confira se os mostradores estão em bom estado, sem rachaduras, dígitos danificados, ou falhas de leitura, e boa iluminação para ver claramente, inclusive à noite, o volume e preço a pagar.
  3. Mangueiras e conexões também precisam estar em perfeito estado, sem vazamentos ou deformações.
  4. Confirme se o posto possui a medida-padrão de 20 litros, verificada pelo Inmetro. Caso seja diferente da indicada no painel, o consumidor pode solicitar para verificar o volume abastecido.


 

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cooperativa

Gigante do agro vai investir R$ 75 milhões em Campo Grande

Cooperativa já tem duas unidades de armazenamento de grãos e venda de insumos agrícolas no município, mas pretende ampliar atividades

13/03/2026 11h27

Cooperativa atua em pelo menos 17 municípios do interior do Estado, com mais de 30 lojas e locais de armazenamento de grãos

Cooperativa atua em pelo menos 17 municípios do interior do Estado, com mais de 30 lojas e locais de armazenamento de grãos

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Com faturamento bruto de R$ 23,2 bilhões e lucro de R$ 983 milhões ao longo de 2025, a Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira (PR), promete investimento de R$ 75 milhões para ampliar suas atividades em Campo Grande, onde já atua em dois endereços. 

Publicação do diário oficial do município de Campo Grande desta sexta-feira revela que a gigante do agronegócio vai destinar R$ 375 mil à administração municipal a título de compensação ambiental pelos danos causados em decorrência dos investimentos de R$ 75 milhões.

Procurada, a administração municipal não deu detalhes sobre o local exato do investimento. Mas, a cooperativa já opera na altura do quiômetros 446 da BR-163, entre Campo Grande e Anhanduí (antiga Producel), e na altura do quilômetro 6 da MS-080, na saída para Rochedo. 

Nas unidades de Campo Grande atua na compra e ermazenamento de grãos e na revenda de fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas.

Mas, além de atuar no setor de grãos, a cooperativa tem participação importante no setor de avícola e de suínos nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul, onde no começo de fevereiro distrubuiu R$ 160 milhões em lucros entre seus 15 mil sócios. 

Além de Campo Grande, a cooperativa tem mais de 30 lojas e armazens em outros 17 municípios de Mato Grosso do Sul, com destaque para Caarapó, onde produz biodiesel. A indústria tem capacidade para processar 450 mil toneladas de soja por ano. Esse processamento resulta em 90 mil toneladas de óleo e 360 mil toneladas de farelo de soja. 

A cooperativa foi fundada há exatos 61 anos, em 19 de março de 1964, por um padre e 55 agricultores, na antiga Gleba dos Bispos, em Missal, na região oeste do Paraná. Seis décadas depois, pretende faturar R$ 26,4 bilhões neste ano, sendo a terceira maior cooperativa do setor agrícola no Brasil, ficando atrás apenas da Coamo e C.Vale.

Esta, porém, é somene uma das cooperativas que praticamente dominam o agronegócios no Estado. Além dela, o setor de grãos, produção de aves, suínos e leite são dominados por  unidades da Coamo, C. Vale, Aurora, Copagril, Frimesa, Camva, Cocamar, Coopasol, entre outras. 

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