Cidades

HOMICÍDIOS

Ponta Porã registra o maior número de homicídios em quatro anos após mais duas mortes

Com pouco mais de um mês para o final do ano, Ponta Porã já supera os últimos três anos e chega ao alcance de 31 mortes em 2025

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Na tarde desta terça-feira (18), dois homens foram assassinados em frente a um lava jato, na região do Jardim Marambaia, em Ponta Porã. Moradores ouviram os disparos de tiros e logo depois as duas vítimas foram encontradas.

Os mortos foram identificados como Carlos Augusto Amorin Escobar, de 33 anos, e Ilton Ferreira Pereira, 29 anos, alvejados por tiros de calibre 9mm.

A polícia ainda apura as circunstâncias dos assassinatos.

De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), com mais essas duas mortes, Ponta Porã já alcança o número de 31 homicídios dolosos em 2025. Mesmo faltando 1 mês e 12 dias para o final do ano, o registro já é o maior dos últimos quatro anos.

Número de homicídios em Ponta Porã
 Com as duas mortes, homicídios em Ponta Porã cresce para 31 casos

Em relação as tentativas de homicídios, foram 17 casos na cidade que faz divisa com o Paraguai.

Tentativa de homicídios em Ponta Porã

Ao todo, municípios de MS na faixa de fronteira tiveram 226 tentativas de homicídios e 193 mortes em 2025.

Tentativas de homicídios e mortes

  • 2024 - 245 e 198
  • 2023 - 237 e 223
  • 2022 - 310 e 240

Homem morto e sogra ferida

No domingo (16), nas proximidades do Pesqueiro Obuty, um homem, identificado como Fernando Gustavo Rios Rivas, foi morto por disparo de arma de fogo. Uma segunda vítima havia sido socorrida por populares e encaminhada ao Hospital Regional de Ponta Porã.

A esposa da vítima fatal relatou aos policiais que estava sentada em frente à residência de sua mãe, acompanhada de seu esposo, sogra, filhos e demais familiares, enquanto consumiam bebidas alcoólicas e que, em determinado momento, dois indivíduos chegaram em uma motocicleta paraguaia e
efetuaram diversos disparos contra Fernando. A testemunha acredita que tenham sido aproximadamente dez tiros.

A sogra de Fernando foi atingida na perna esquerda, sendo socorrida ao hospital para atendimento médico. No local foram encontradas diversas cápsulas deflagradas. 

Por fim, a esposa de Fernando afirma que o marido tinha passagem apenas por crime de trânsito, bem como trabalhava sozinho como muambeiro (brinquedo, perfume).

Desentendimento 

Um homem identificado como Anderson morreu após ser ferido por um golpe de faca no pescoço, na noite de domingo, na Vila Ferroviária. De acordo com informações registradas na Delegacia, o irmão da vítima, Robson, relatou que recebeu uma ligação informando sobre o ataque e que Anderson necessitava de socorro imediato. 

Ao chegar no local, ele constatou que o irmão já havia sido atendido por uma ambulância e encaminhado ao Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, onde foi informado de que Anderson não resistiu aos ferimentos.

A mulher do autor do crime relatou à Robson que ela, o marido e Anderson consumiam bebidas alcoólicas, quando ocorreu um desentendimento entre os dois homens. Durante a discussão, Marcos teria desferido o golpe que atingiu fatalmente a vítima.

Na manhã desta segunda-feira (17), por volta das 7h30, Marcos Barbosa compareceu à Delegacia e confessou ser o autor do homicídio. Ele apresentou aos policiais o objeto utilizado no crime, um canivete. Conforme determinação da autoridade policial, o suspeito foi detido em flagrante devido ao curto intervalo entre o fato e sua apresentação.

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CORREÇÃO DOS VENCIMENTOS

Inquérito investiga prefeitura de MS por pagar salário-base abaixo do mínimo aos servidores

Promotora aponta inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí

23/02/2026 17h10

Centro da cidade de Naviraí

Centro da cidade de Naviraí Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil contra a Prefeitura de Naviraí para apurar e corrigir uma suposta violação do Poder Executivo em relação aos pagamentos dos salários-base dos servidores públicos, que estão recebendo abaixo do vencimento mínimo nacional.

De acordo com a Promotora de Justiça, Fernanda Proença de Azambuja Barbosa, a medida adotada pela Prefeitura viola o artigo 7º, inciso VII, da Constituição Federal,  o qual trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e da garantia de salário, que não deve ser nunca inferior ao mínimo.

Ainda segundo os fundamentos da promotora Fernanda Proença, o inquérito foi aberto devido ao flagrante de uma "evidenciada situação" de inconstitucionalidade e também porque o prazo do procedimento (notícia de fato) expirou, sem que a Prefeitura resolvesse o problema de forma voluntária. 

Por fim, Fernanda aponta que, segundo o artigo 169 da Constituição Federal, que trata dos limites de despesas com pessoal, embora existam limites de gastos, a administração do município deve primeiro reduzir despesas com cargos em comissão e funções de confiança (pelo menos 20%) ou exonerar servidores não estáveis antes de sacrificar o direito ao salário mínimo dos servidores. Com a evolução para esta fase, o objetivo do MPMS agora é "apurar e corrigir suposta violação".

Origem do processo

A investigação começou a partir de uma manifestação do gabinete da vereadora Giovana Silvério (PSD), que denunciava uma possível inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí, pelo fato destes profissionais estarem recebendo um vencimento-base inferior ao salário mínimo nacional, atualizado para R$ 1.621 este ano.

De acordo com o documento, as categorias que estão sendo prejudicadas são: 

  • operador de serviços públicos
  • auxiliar de serviços diversos
  • vigia
  • lavador e lubrificador de veículos e máquinas
  • auxiliar de oficina, 
  • técnico de manutenção de parques e jardins
  • zelador
  • auxiliar de laboratório
  • Operador de Serviços Públicos III.

O processo diz que estes profissionais recebiam o montante de R$1.482,68, e para compensar os valores havia o pagamento de R$ 35,32, como "complemento para atendimento ao salário mínimo", amparado, segundo a Prefeitura, na Lei Complementar n° 287, de 9 de junho de 2025.

Ocorre que, durante o procedimento, a prefeitura de Naviraí publicou a Lei Complementar n. 296, de 19 de dezembro de 2025, a qual estabelece que os servidores públicos do poder executivo municipal que recebiam abaixo do salário mínimo passariam a receber vencimento básico de R$1.621,00.

Além disso, a legislação previa ainda que a aplicação dos valores seria condicionada à observância dos limites de despesa com pessoal fixadas na lei de responsabilidade fiscal, além da disponibilidade orçamentária e financeira.

Diante disso, a vereadora Giovana Silvério informou que teria apresentado uma emenda modificativa, a fim de que os efeitos financeiros da lei se aplicassem imediatamente a partir da data de sua publicação. Todavia, a emenda foi rejeitada pelo plenário da Câmara de Vereadores.

Posição do Executivo

A Câmara Municipal de Naviraí alega, através da estrutura da sua política remuneratória e leis complementares, que é possível pagar um vencimento-base inferior ao salário mínimo, desde que a remuneração total, somada a gratificações e outras verbas, atinja o valor do piso nacional.

A administração pública também argumenta que ultrapassou os limites de despesas com pessoal em 2025, os quais ficaram acima do teto estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece o limite de 54% do total das receitas e não pode conceder reajuste de pessoal.

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MAIOR DO CENTRO-OESTE

Em meio a questionamentos, carnaval de Corumbá tem números positivos

A verba destinada a Corumbá não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade.

23/02/2026 16h00

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal Divulgação

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Mais de oito mil turistas, sendo 300 mil bolivianos, movimento econômico recorde de R$ 16,9 milhões e 1.770 empregos temporários diretos, a maioria gerada pelas agremiações carnavalescas. Os números, mais uma vez, comprovam a força do carnaval de Corumbá. Contudo, a cidade quer rediscutir seu formato depois que o Governo do Estado decidiu priorizar a folia da Capital.

Ao divulgar as estatísticas do Observatório de Turismo do Pantanal, da Fundação Municipal de Turismo, nesta segunda-feira, o prefeito corumbaense Gabriel Alves de Oliveira sustentou que sua cidade faz o melhor carnaval do Centro-Oeste e o investimento do município tem retorno garantido. Disse que está aberto ao diálogo com a comunidade carnavalesca para discutir possíveis mudanças.

A cobrança por um choque na estrutura da festa, em especial no planejamento do desfile das escolas de samba e estratégias para captura de recursos, foi uma das primeiras reações da cidade ao investimento de R$ 2,6 milhões do Estado no carnaval de Campo Grande. A verba destinada a Corumbá (R$ 1,2 milhão) não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade. 

“Vamos sentar e discutir o que é melhor, precisamos saber o que queremos e o que podemos para os ajustes”, disse o prefeito, garantindo empenho na discussão com o Estado para a liberação de mais recursos no próximo ano. “Sempre contamos com a parceria do Governo do Estado e vamos buscar ampliar os investimentos”, adiantou.

Maior evento

A construção de um novo espaço para o carnaval de rua - a Avenida General Rondon limita os desfiles e montagem de estruturas alegóricas mais volumosas -, voltou também a ser discutida. “O povo faz o carnaval e deve ser ouvido”, sustenta Gabriel, disposto a buscar apoio para o projeto de um sambódromo, o qual divide a cidade.

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal
Cidade volta a discutir a construção de um sambódromo: ruas centrais limitam os desfiles. Foto: divulgação

Conforme os índices estatísticos do Observatório de Turismo do Pantanal, a folia pantaneira concentrou um público diário de 18,5 mil pessoas durante a programação oficial de seis dias, o que totaliza 111 mil expectadores. A cidade recebeu 8.300 turistas, a maioria do próprio estado, e o giro da economia superou o ano passado: R$ 16,9 milhões. A prefeitura teve um gasto de R$ 6 milhões na organização.

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do PantanalFoi um dos carnavais mais seguro, segundo relatório das forças de segurança. Foto: divulgação

“O carnaval é o nosso maior evento em movimento econômico, fluxo turístico ao destino e geração de empregos”, observa Zelinho Carvalho, diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, salientando que é proposta da prefeitura ampliar a divulgação do evento em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, origem da maioria dos três mil bolivianos que visitaram a cidade no período.

As agremiações carnavalescas (dez escolas de samba, 14 blocos oficiais e cinco cordões) foram responsáveis por 1.200 vagas de trabalho, de um total de 1.770 geradas durante 2025 e os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Com 18 eventos e a grande consagração na passarela do samba, o carnaval foi aprovado pela população e ganhou 88,6% de avaliação positiva dos turistas.

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