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Uniforme escolar da Semed piora e fica até 83% mais caro em dois anos

Edital pubicado nesta quinta-feira (11) revela que a prefeitura está disposta a pagar R$ 120,00 por jaqueta. Em 2023, valor máximo foi de R$ 65,39. Inflação do período é de 10%

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Uniformes que a prefeitura de Campo Grande pretende comprar para serem distribuídos no próximo ano nas 105 escolas da Reme estão até 83% mais caros que no pregão eletrônico anterior, realizado no final de 2023. Naquele certame, jaquetas custavam, no máximo, R$ 65,39. Agora, além de serem confecciondas com material de qualidade inferior, custarão até R$ 120,00

Outro item pelo qual a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está dispota a pagar aumento significativo são as meias  Em 2023 tiveram o preço máximo estipulado em R$ 9,00. Agora, conforme edital divulgado nesta quinta-feira (11), a administração municipal está disposta a pagar até R$ 14,40. 

A ata de registro de preços realizada no final de 2023, no valor total de R$ 60,77 milhões, também foi utilizada para aquisição da maior parte dos uniformes distribuídos ao longo de 2025. E, por conta disso, as meias distribuídas no começo deste ano, também foram adquiridas por exatos nove reais. 

Os editais de 2023 e o de agora deixam claro que o material é exatamente o mesmo: “meia personalizada; Composição: 50% algodão, 34% poliamida, 15% poliéster e 1,0% elastodieno; Gênero: unissex; Punho: jérsei (meia malha) 1 x 1 curta; Cor: branca”.

E não são somente as meias que devem ter reajuste bem superior ao da inflação dos últimos dois anos, que está na casa dos 10%, conforme o IBGE. No caso dos tênis, que também são iguais aos do pregão anterior, o aumento será de 52%.

No certame realizado no final de 2023, quando a prefeitura reservou a compra de até 182 mil pares, o valor máximo foi de R$ 71,52 o par. Agora, o valor máximo subiu para até R$ 108,75.

Para 2026, ano em que a prefeitura está disposta a investir R$ 47,66 milhões na compra de uniformes, a previsão é de que sejam adquiridos, no máximo, 99.257 pares. 

No caso das bermudas, que são o terceiro item de maior peso monetário do edital, R$ 7,33 milhões, o aumento de preço chega a 44,2%. Em 2023 a prefeitura estipulou o valor máximo em R$ 30,80 a unidade. Naquele certame foram reservadas 302 mil unidades. 

Agora, conforme o edital publicado nesta quinta-feira, estão sendo reservadas 165,2 mil bermundas e o valor máximo é R$ 44,42, o que representa aumento um pouco superior a 44%. A descrição das bermudas entre os dois editais é exatamente a mesma. 

O item de maior destaque quando o assunto é uniformes escolares é a camiseta. Neste caso, o aumento é menor que em outros intens, mas mesmo assim o dobro da inflação dos últimos dois anos. Em 2023 a unidade teve o valor máximo estipulado em R$ 27,15. Agora, está em R$ 32,47, o que representa alta de 19,6%. 

Na licitação anterior, a Semed fez a reserva de até 500 mil camisetas, cotadas a pouco mais de R$ 13,5 milhões. Para 2026, a reserva é para até 266.542 unidades. Caso todas sejam compradas pelo valor máximo, o investimento será de R$ 8.654.618,74. 

MAIS FRACAS E CARAS

O edital divulgado nesta quinta-feira também destina pouco mais de R$ 10,22 milhões para aquisição de jaquetas. Ao todo, são pouco mais de 95 mil unidades, sendo que em junho deste ano havia 111,2 mil estudantes matriculados na rede municipal, incluindo os centros de educação infantil, que inclui crianças de seis meses a cinco anos que, em sua maioria, ainda não recebem uniformes. 

No edital passado, o valor máximo para as jaquetas foi estipulado em R$ 65,39 o casaco. Agora, a prefeitura está disposta a desembolsar até R$ 120,00, o que significa aumento de 83% na comparação com a licitação anterior. Neste caso, porém, o material utilizado não é o mesmo.

Em 2023 elas eram de tecido tactel; Composição: 100% poliamida; Manga: raglã; Gênero: unissex; Bolsos: embutidos na lateral frente; Cor: azul; Requisito: com capuz. O edital deste ano também exige tecido de tactel, mas a composição de 77% poliéster, 23% viscose. As demais exigências são as mesmas.  

Porém, de acordo com o Google, jaquetas de poliamida deveriam ser mais caras que as de poliester. Ou seja, a troca de material, em tese, não justifica o aumento de preço. 

"A poliamida é geralmente mais cara que o poliéster, sendo considerada um tecido mais nobre e de maior qualidade, com características como toque mais macio e sedoso, maior resistência ao desgaste e maior capacidade de gerenciar a umidade e a troca térmica. O poliéster, por outro lado, é mais acessível e conhecido por sua resistência ao sol e rapidez na secagem, sendo uma opção mais econômica", diz a inteligência artificial do Google. 


 

MORTE

Suspeitos de matar mulher a facada têm prisão mantida por 30 dias

Laudo confirma que vítima morreu por choque hemorrágico após golpe de faca; investigação passa a ser conduzida pela Delegacia da Mulher

24/02/2026 11h47

Nilza foi encontrada caída sobre um colchão na sala da residência onde morava

Nilza foi encontrada caída sobre um colchão na sala da residência onde morava Coxim Agora/ Pedro Depetriz

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A prisão temporária dos dois suspeitos de envolvimento no feminicídio de Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi deferida pelo Poder Judiciário pelo prazo de 30 dias. Com a decisão, ambos permanecerão presos enquanto avançam as investigações sobre o crime ocorrido na madrugada de domingo (22), no bairro Senhor Divino, em Coxim.

A partir de agora, o inquérito policial passa a ser conduzido pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Coxim, que dará sequência às oitivas, diligências e análise dos laudos periciais.

De acordo com o laudo do exame necroscópico, a causa da morte foi choque hemorrágico, em decorrência de ação de agente perfurocortante. A vítima apresentava uma perfuração na região do abdômen.

Nilza foi encontrada caída sobre um colchão na sala da residência onde morava. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e perícia técnica atenderam a ocorrência. O óbito foi confirmado ainda no local.

Versões contraditórias e suspeita

No dia do crime, o companheiro da vítima, de 46 anos, apresentou versões divergentes aos policiais. Inicialmente, afirmou ter saído da casa por cerca de 40 minutos para buscar gelo na residência de uma filha e que, ao retornar por volta das 4h30, encontrou Nilza ferida, pedindo socorro. Posteriormente, alterou o relato e disse que o fato teria ocorrido por volta das 20h do dia anterior.

Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentou comportamento agressivo durante o atendimento da equipe policial, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança dos envolvidos.

O filho do casal, de 22 anos, também é apontado como suspeito de ter desferido o golpe. Segundo o relato do pai, mãe e filho permaneceram na residência após uma discussão verbal e os conflitos entre ambos seriam frequentes. Quando ele retornou ao imóvel, o jovem já não estava mais no local.

Dentro da casa, os policiais identificaram sinais de luta, o que reforça a hipótese de confronto antes do crime. A dinâmica dos fatos e a motivação ainda serão esclarecidas ao longo da investigação.

Terceiro caso no Estado

O boletim de ocorrência classifica o caso como feminicídio, tipificação aplicada quando o homicídio é cometido contra a mulher em razão da condição de sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica e familiar.

Se confirmado ao fim do inquérito, este será o terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

O primeiro caso ocorreu em 16 de janeiro, quando Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro com um disparo de espingarda na zona rural de Bela Vista. Após o crime, o autor tirou a própria vida.

O segundo foi registrado em 24 de janeiro, em Corumbá, onde Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro no bairro Guarani.

Dados do painel estatístico da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que, em janeiro de 2025, não houve registro de feminicídio no Estado. Naquele ano, os casos começaram a ser contabilizados a partir de fevereiro.

Assim que os demais laudos periciais forem concluídos ou o inquérito policial finalizado, novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades.

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Estragos

Fortes chuvas provocam queda de pontes no interior de MS

Com 150 mm de precipitação registrados na madrugada de sábado (21), uma estrutura não resistiu, e a outra precisou ser interditada

24/02/2026 11h33

Reprodução Redes Sociais

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A chuva que atingiu Costa Rica na madrugada de sábado (21) derrubou uma ponte e deixou outra interditada em estradas vicinais do município que dão acesso a chácaras na região.

O município, localizado a 330 quilômetros de Campo Grande, foi atingido por 150 milímetros de chuva, o que acarretou a queda de uma ponte e deixou outra danificada, ambas sobre o Córrego Tapera Queimada.

A ponte que precisou ser interditada após passar por avaliação fica em um local conhecido como Capela do Senhor Bom Jesus, a cerca de 18 quilômetros da área urbana.

O coordenador da Defesa Civil, Claudiney Montani, informou em entrevista ao site MS News que, além dos estragos nas pontes, há chamados de manutenção em estradas de áreas rurais.

Conforme o secretário, são pontes de pouca circulação. Embora façam ligação com sítios, a população não ficou isolada.

No entanto, a prioridade será atender situações que coloquem a população em risco.
Com mais chuva prevista para esta terça-feira (24), ao longo do dia e também à noite, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o reparo dos estragos pode sofrer atrasos.

Estragos no interior

Após o rompimento de uma represa em decorrência da chuva que atinge o município de Rio Negro, a MS-080 ficou interditada na manhã desta quarta-feira (4), deixando o trecho parado em decorrência de uma represa ter cedido.

A reportagem entrou em contato com o prefeito Henrique Ezoe, que deve decretar situação de emergência ainda hoje, após encerrar a vistoria em regiões onde pontes ficaram completamente alagadas e outras estão intransitáveis.

Áreas isoladas

A ponte localizada na estrada do Balneário Novo, que dá acesso ao Assentamento Santa Rosa, está totalmente submersa devido ao nível atingido pelo rio Negro, deixando cerca de 30 famílias isoladas, com o acesso comprometido.

Em outro ponto, a Estrada da Boiadeira está intransitável. Segundo o prefeito, a força da água fez com que a cabeceira de uma ponte em estrada vicinal não resistisse e cedesse. Com a estrutura abalada, o local será interditado.

A ponte na região do Alcantilado, que possui estrutura de 25 metros de extensão e é utilizada por caminhões de grande porte que trafegam por fazendas da região, ficou totalmente submersa.

O prefeito  Henrique Izoe informou ainda que áreas como Serra Braba, Licor e Acampamento também foram afetadas, deixando aproximadamente 700 pessoas isoladas devido às condições das vias e pontes.

A estrada 419, que liga Aquidauana a Corixão, também foi impactada, com a Ponte do Rio Negrinho submersa.

No momento, conforme autoridades do município, cerca de cinco pontes estão totalmente submersas.

Em nota, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que segue monitorando de forma permanente as rodovias estaduais na região de Rio Negro, que ainda registra chuvas contínuas nos últimos dias.

"No momento, o acompanhamento é realizado pelas equipes regionais, com atenção especial aos trechos mais suscetíveis a impactos em razão da elevação do nível dos rios", diz a nota.

"Para uma avaliação técnica mais precisa, é necessário que as condições climáticas se estabilizem. Assim que houver trégua nas chuvas, os possíveis danos serão vistoriados in loco por equipe técnica da Agesul e, caso seja identificada a necessidade de intervenções, as medidas cabíveis serão analisadas e executadas conforme os protocolos técnicos", acrescenta a Agência.

 

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