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Saúde pública

Prefeitura desiste de PPP e vai "alugar" Hospital Municipal de Campo Grande

A secretária de Saúde disse que em breve sairá o processo licitatório e que a iniciativa para a obra é no modelo built to suit

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A titular da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), Rosana Leite de Melo, afirmou em entrevista ao Correio do Estado que a prefeitura descartou a parceria público-privada (PPP) como meio para a construção do hospital municipal. A secretária, porém, revelou que a iniciativa ainda será concebida, agora por meio de uma atividade imobiliária conhecida como built to suit (BTS), a qual, segundo Rosana, significa “construir para servir”.

“Em breve sairá o processo licitatório, há todas aquelas questões burocráticas, e a prefeita [ainda] vai anunciar, mas sairá brevemente”, confirmou a secretária sobre a licitação do novo hospital.

Em audiência pública na Câmara Municipal, Rosana disse ainda que a publicação do edital deve ser feita ainda neste ano. “É o BTS, built to suit, ou seja, construir para servir, essa é a forma [que optamos]. Nós estudamos tanto [ela quanto a] PPP, como até falei em audiência anteriormente. [Mas] a construção própria, o melhor modelo é o BTS, mais rápido”, comentou Rosana.

NOVO FORMATO 

O modelo BTS é consideravelmente novo na administração pública. O primeiro hospital do Brasil que anunciou a utilização dessa formatação em uma iniciativa pública, de acordo com o governo do estado de Rondônia, foi o Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia, em 2022.

Os contratos de BTS estão previstos na Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei Federal nº14.133, de 2021), que estipulou prazos mais longos para esse tipo de iniciativa e “benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do contratado, que serão revertidas ao patrimônio da administração pública ao término do contrato”, conforme informa o artigo 110, inciso II da legislação. No entanto, o BTS também estava licenciado na Lei do Inquilinato (Lei Federal nº 8.245/1991).

A iniciativa é baseada em contratos celebrados entre empresas particulares e o poder público, em que o empreendimento é viabilizado e construído de acordo com as necessidades impostas pelo ente público, o qual, em vez de comprar um hospital, por exemplo, aluga por até de 35 anos uma unidade sob medida.

Esse tipo de contrato prevê aluguel fixo independentemente do faturamento e a possibilidade de o imóvel ser incorporado ao patrimônio público. Assim, esse procedimento também pode ser enquadrado como uma operação de crédito.

DIFERENÇAS 

Com relação às diferenças entre os modelos PPP e BTS, os quais foram estudados pela prefeitura para viabilizar a construção do hospital municipal, enquanto na parceria público privada a prestação de serviços contínuos também está prevista no contrato – indo além da construção da unidade –, no built to suit o parceiro apenas constrói o prédio e é remunerado pelo aluguel. Sendo assim, no BTS toda a gestão do edifício fica sob responsabilidade do contratante, que no caso seria o município.

A Prefeitura de Campo Grande já tem um exemplo de PPP em operação: o serviço municipal de coleta de lixo. No Estado, por sua vez, a ampliação da rede de esgoto e implantação de uma rede de fibra óptica nas repartições públicas também é outro caso de parceria público-privada.

A principal semelhança nos dois tipos de contrato é que, em ambos, o parceiro injeta o capital para executar o propósito do contrato já nos primeiros anos e, posteriormente, é remunerado por um longo prazo, seja como um aluguel (no caso do BTS), seja na forma de serviços prestados (a exemplo da PPP).

HISTÓRICO 

Em novembro de 2023, a prefeitura anunciou que pretendia iniciar no mesmo ano a construção de um hospital municipal com 250 leitos de capacidade e que essa iniciativa deveria ser feita por meio de PPP. 
A ideia era de que a empresa responsável recebesse por meio de contratualização quando o local estivesse em pleno funcionamento.

Na ocasião, a prefeita Adriane Lopes (PP) relatou que pesquisou e que visitou outras capitais do País (Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador) que já contam com um modelo aplicado no segmento da saúde, a fim de avaliar a possibilidade de Campo Grande também implementar uma PPP para um hospital municipal.

“Ela [parceria público-privada] se mostrou muito mais rápida e muito mais eficiente”, disse o ex-secretário de Saúde, Sandro Benites, à época. A ideia era de que a empresa que fosse selecionada para a PPP, por meio de edital público de manifestação de interesse, fizesse a construção e a equipagem do hospital e contratasse pessoal para atuar e administrar a unidade.

Entretanto, na quarta-feira, na Câmara Municipal, durante apresentação do balanço quadrimestral da Sesau, a atual titular da Pasta confirmou que a construção do hospital seria por meio de um outro modelo – e que uma PPP já estava descartada.

O Hospital Municipal de Campo Grande foi prometido em 2013, ainda na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, e voltou a ser pautado em diversas ocasiões desde então, mas sem nunca sair do papel.

A única iniciativa concreta até o momento foi a contratação em janeiro de uma empresa especializada em consultoria técnica, no valor de R$ 212,5 mil, oficializada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Segundo a publicação, a empresa HB Treinamentos Ltda. foi contratada para uma “melhor solução para a construção integral de um complexo hospitalar em âmbito municipal, inclusive com equipamentos, mobiliários hospitalares e em geral e serviços de facilities necessários para o funcionamento de um complexo hospitalar”.

A contratação da consultoria foi realizada de forma direta, ou seja, sem licitação. Ainda conforme o Diogrande, com relação aos recursos financeiros, a publicação apontou o montante de R$ 35 mil para o “presente termo”.

Saiba

A prefeita Adriane Lopes (PP) informou ao Correio do Estado que o hospital municipal deve ser construído no Bairro Chácara Cachoeira.

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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