Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura terá R$ 74,6 milhões para Bom Pastor, rodoviária e fibra ótica

Três projetos da Capital foram selecionados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional

EDUARDO MIRANDA

05/09/2019 - 08h30
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O Ministério do Desenvolvimento Regional selecionou três projetos que devem continuar o processo de transformação da zona urbana de Campo Grande e também melhorar os serviços prestados pela prefeitura do município. Somados, os três representam um investimento de R$ 74,6 milhões. A revitalização da Rua Bom Pastor, o maior corredor gastronômico da cidade, é o mais emblemático deles. Também estão selecionadas a reforma de parte da antiga rodoviária que pertence ao município e a instalação de rede de fibra ótica em praças públicas e também na prefeitura.

No caso do corredor gastronômico da Rua Bom Pastor, no Jardim TV Morena, a ideia do município é melhorar a mobilidade na região, onde a rua é estreita e o trânsito é grande, causado por três fatores: a via faz a ligação da Avenida Eduardo Elias Zahran com vários bairros, na região do Rita Vieira e Itamaracá, e ainda é amplamente povoada. O local, por abrigar vários comércios e diversificados restaurantes, também é destino de um grande número de moradores da cidade. 

“Ainda não há uma definição sobre as mudanças que serão feitas na via, o que temos, por enquanto, é a seleção, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, do projeto para a requalificação do corredor gastronômico”, informou Catiana Sabadin, coordenadora especial da Central de Projetos de Campo Grande. O investimento previsto para a Rua Bom Pastor é de R$ 24,8 milhões. 

O Correio do Estado apurou que uma das alternativas que a prefeitura cogita para o corredor gastronômico é tornar a via mão única. Também está prevista a padronização das calçadas. “Ainda não está definido [se a via será de mão única ou de mão dupla], a população da região, os comerciantes, todos serão ouvidos”, informou a coordenadora da Central de Projetos. 

RODOVIÁRIA

Outro projeto, de valor semelhante, é a reforma da antiga estação rodoviária, no Bairro Amambaí. Para esta iniciativa, estão reservados R$ 22,8 milhões. O edital para a escolha dos responsáveis pelo projeto arquitetônico deve sair em breve. A expectativa do município é de que seja concluído até o fim deste ano. 

A Prefeitura de Campo Grande pretende reformar a área que lhe pertence da edificação, desativada desde 2010. O município é proprietário de 11% da antiga estação rodoviária. A sede da Guarda Municipal ficará no local, atualmente povoado por viciados em crack e outras drogas. 

FIBRA ÓTICA

O projeto de maior valor é o que será menos visível à população, mas, certamente, muitos poderão perceber. Trata-se da instalação de rede de fibra ótica, que deve melhorar a conexão com a internet nas repartições públicas e também acelerar os sistemas de comunicação do município. A iniciativa está orçada em R$ 27 milhões e também foi selecionada pelo programa Pró-Cidades, do Ministério do Desenvolvimento Regional. “Também está prevista a instalação de um Data Center”, informou Catiana Sabadin. 

O programa do Ministério do Desenvolvimento Regional tem forma de contratação similar ao do extinto Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é financiado com dinheiro do trabalhador: do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

INVESTIMENTOS

Os R$ 74,6 milhões vêm compor outro projeto milionário que está transformando o Centro, o Reviva Campo Grande: que tem mais de R$ 200 milhões para projetos como a revitalização da Rua 14 de Julho (mais de 90% concluída), requalificação das vias do quadrilátero central, construção de conjuntos habitacionais na região, revisão do Plano de Mobilidade Urbana e ainda a implantação de um corredor de transporte coletivo na Rua Rui Barbosa. 

OPERAÇÃO LÍVIA

Polícia amplia investigação sobre grupos virtuais envolvidos em morte de adolescente

Operação cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa que usava plataformas digitais para aliciar, manipular e submeter crianças e adolescentes a violência psicológica extrema

04/08/2026 12h23

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais Divulgação

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A morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul, desencadeou uma investigação que revelou a atuação de uma organização criminosa especializada em aliciar e manipular crianças e adolescentes por meio de plataformas digitais. A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Lívia, ação nacional coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) em conjunto com o Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A operação contou com apoio das polícias civis de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará. Ao todo, foram cumpridas seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes investigados e um mandado de prisão contra um adulto apontado como integrante do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após o suicídio da adolescente, ocorrido em Naviraí, no fim de julho. As primeiras diligências e a análise de evidências digitais indicaram que o caso não era um episódio isolado, mas estava inserida em um contexto de atuação de uma organização criminosa estruturada, com atuação nacional no ambiente digital.

As investigações apontam que os criminosos utilizavam diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica que, em casos extremos, culminavam na indução ao suicídio.

Durante as apurações, a DEPCA identificou ao menos outra vítima em outro estado brasileiro, além de elementos que indicam a existência de mais adolescentes ainda não localizados. A identidade das vítimas é preservada.

Prints revelaram pressão psicológica

Dias após a morte da adolescente, prints de conversas atribuídas a grupos virtuais dos quais ela participava passaram a circular nas redes sociais e também foram incorporados às investigações.

As mensagens mostravam ofensas, humilhações e intensa pressão psicológica contra a adolescente. Em uma das conversas, um dos participantes ignorava os pedidos de desculpas da vítima e fazia mensagens incentivando sua morte. Em outro momento, ela era pressionada a participar de chamadas de voz em outro aplicativo.

Também foram analisadas mensagens supostamente publicadas após a morte da adolescente. Em uma delas, um integrante tratava o episódio como uma conquista do grupo e fazia referência ao tempo gasto para convencer uma vítima a participar de uma suposta “trolagem”, além de sugerir a possibilidade de novos casos semelhantes.

Segundo as investigações, a adolescente participava de servidores na plataforma Discord, onde teria sido submetida a desafios e situações de constrangimento impostas pelos integrantes dessas comunidades virtuais. Entre os relatos apurados pela polícia estão exigências envolvendo maus-tratos a animais como forma de participação nos grupos.

Mandados

Na Operação Lívia, as medidas judiciais foram cumpridas simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, onde havia dois alvos, Ceará e Pará, estado onde foi executado o mandado de prisão contra o investigado adulto.

Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia especializada. O material poderá auxiliar na identificação de novas vítimas, esclarecer a participação individual dos investigados e apontar outros integrantes da organização criminosa.

Para acompanhar o cumprimento das ordens judiciais, equipes da DEPCA foram deslocadas aos estados do Rio de Janeiro e do Ceará, enquanto os demais mandados ficaram a cargo das polícias civis locais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da análise dos equipamentos apreendidos.

Inquérito

Com 12 irregularidades, clínica de hemodiálise vira alvo do MPMS

O caso veio à tona após registros graves de intercorrências, incluindo suspeitas de falhas em protocolos assistenciais e sanitários

04/08/2026 11h20

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande Divulgação MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito para investigar uma clínica de Campo Grande, especializada em diálise e nefrologia. A medida foi tomada após serem apontadas inúmeras irregularidades sanitárias e em protocolos assistenciais. 

A investigação, formalizada pelo Promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, titular da 76ª Promotoria de Justiça da Capital, teve início após a análise de informações reunidas em um procedimento instaurado em maio deste ano.

As irregularidades foram encontradas após inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual e foram encontradas pelos menos 12 infrações nas operações sanitárias da clínica, relacionadas à segurança dos pacientes, higienização de equipamentos, controle da qualidade da água, registros assistenciais e comunicação de eventos adversos.

O relatório aponta desde a má higienização de equipamentos vitais até o controle precário da qualidade da água, elemento considerado fundamental no processo de hemodiálise.

Mesmo após ser autuada e penalizada administrativamente, a clínica continua sob vigilância rigorosa. O MPMS enfatiza que "corrigir os erros agora não apaga o passado", e a instituição deverá responder por cada uma das falhas que colocaram a população em risco.

O Ministério Público estabeleceu um prazo de 20 dias para que a clínica apresentasse provas de que todas as irregularidades apontadas foram reparadas. O caso é conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que apura a responsabilidade criminal pelos danos causados e pela morte registrada

O inquérito civil foi instaurado com o objetivo de entender se há uma ligação direta entre o descaso sanitário e as tragédias registradas. 

O procedimento segue em tramitação e novas inspeções podem ser realizadas a qualquer momento para garantir que nenhuma outra vida seja perdida por falhas que poderiam ter sido evitadas.
 

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