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Preparação para viver Jesus na via-sacra envolve oração e jejum

Pedro Henrique conta com orgulho a honra de viver Jesus por um dia, durante a encenação; para Amanda Gomes, que representou Maria, o sentimento é de gratidão pela fé fortalecida na Páscoa

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No início da noite de Sexta-Feira Santa (7), fiéis do Bairro Moreninhas fizeram a tradicional via-sacra para relembrar a paixão e a morte de Cristo. Para viver Jesus e Maria na encenação da Paixão de Cristo, os paroquianos fizeram jejum, oração e até exercícios para ter condicionamento físico durante toda a procissão. 

Segundo o coordenador da pastoral da Comunidade São Pedro, Severiano Ayala, a Tríduo Pascal inicia-se na Quinta-Feira Santa, com a eucaristia, e encerra-se no Sábado de Aleluia, com a vigília pascal, que é a reafirmação comunitária da fé na ressurreição. 

“É uma vigília mais longa, tem a inserção do Sírio Pascal, que é aceso, e esse Sírio Pascal é utilizado durante todo o ano nas comemorações da igreja”, comentou Ayala. 

A paróquia realiza há mais de 30 anos a encenação da via-sacra. O coordenador de pastoral da Comunidade Nossa Senhora das Graças, Fábio Morelli, relata que é uma alegria reviver os passos de Jesus. Os jovens da paróquia são os atores e responsáveis pela Paixão de Cristo. 

Pedro Henrique Lins é intérprete de Jesus pela primeira vez na via-sacra. Apesar de já ter feito o papel de Cristo em outros momentos, quando participou de um grupo de dança, o jovem cristão relata que fez muitas orações e exercícios para ter um bom condicionamento físico durante todo o trajeto.

“Teve tanto preparação física quanto mental, principalmente com muita oração. Ainda precisamos nos preparar para aguentar bastante tempo em cima do caminhão, andando e carregando a cruz”, disse. 

O jovem ainda relatou que participou de missões durante a preparação, para fortalecer a união com a comunidade, antes de viver Jesus Cristo. “Não tem explicação fazer parte da via-sacra, é algo inacreditável para mim. Passar o amor de Jesus, a gente sabe que não vai ser nem um terço do que ele sofreu, então é um momento de muita emoção e fé”, salientou. 

Já Amanda Gomes, que vive Maria pela primeira vez na via-sacra, já participou da apresentação outras duas vezes, mas representando outras figuras sagradas. 

“Para nós, católicos, tem muito significado o amor de Maria. Nós dizemos que o que Jesus sentiu na carne ela sentiu na alma, então é um sentimento de angústia, de pesar, pois sentimos e passamos em menor escala o pensamento da morte de um filho”, afirmou a jovem. 

PREPARAÇÃO

Para a preparação, Amanda fez uma reflexão sobre o amor de Cristo, sobre a dor de Maria e o jejum no período da quaresma, abstraindo-se de coisas que poderiam causar o seu sofrimento. “Fiz bastante oração, claro, para pedir a Jesus que eu sentisse isso que Maria sentiu naquele dia”, explica a paroquiana. 

O padre Jucilândio, que fez o sermão da Adoração da Cruz nesta Sexta-Feira Santa, relata que a data é importante justamente pela fé que os fiéis têm em Cristo. “Nós acreditamos em um Deus que entrou na nossa história, e de uma forma concreta deu a vida por cada um de nós. Então, a Sexta-Feira da Paixão é o dia em que nós, católicos, damos os mesmos passos que Nosso Senhor deu, de uma forma sacramental, para que possamos perceber que fomos salvos por um Deus”, complementou o padre. 

PÚBLICO

Este é o segundo ano da apresentação após o período de restrições em virtude da pandemia de Covid-19. O público, de cerca de 600 pessoas, esteve presente na Adoração da Cruz, dentro da igreja, e na procissão da via-sacra mesmo com a chuva nesta sexta-feira. 

Diva Maria tem 63 anos e esteve com a família na paróquia para prestigiar mais um ano da Paixão de Cristo. Ela é moradora do Bairro Moreninhas e frequenta a igreja desde que ela foi construída. 

“A gente vem retribuir a vida que Ele [Jesus] deu para nós, que Ele morreu por nós, por nossos pecados. É o momento de a gente agradecer o sacrifício que ele fez por nós”. 

Agenor da Silva também esteve com toda a família na celebração. José Arthur, de oito anos, é filho dele e esteve pela segunda vez acompanhando a via-sacra. Unida pela fé, a família, que sempre que pode está na igreja, foi agradecer as bênçãos que recebeu nos últimos anos. 

O padre Jucilândio informa que boa parte da comunidade traz nesse retorno das atividades na igreja o sentimento de gratidão.

“Os fiéis estão retornando aos poucos às suas práticas, às suas devoções e orações, e a gente percebe que eles estão retornando com amor e com sinal de gratidão por esses momentos vivenciados nesses últimos dois anos”, finalizou. 

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servidores públicos

Após fim dos supersalários, MPMS retoma a transparência

Após omissão de pouco mais de dois anos, nomes de promotores e procuradores voltaram a aparecer no site que divulga seus salários

10/09/2026 12h02

Nomes eram omitidos desde fevereiro de 2024 sob a alegação de a informação colocava em risto a segurança dos promotores

Nomes eram omitidos desde fevereiro de 2024 sob a alegação de a informação colocava em risto a segurança dos promotores

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Pouco mais de dois anos depois ter adotado a estratégia de omitir o nome dos promotores e procuradores ao informar o valor dos salários no site da transparência, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul voltou a disponibilizar a informação, que agora está disponível a partir dos salários relativos a maio.

Os nomes dos servidores públicos não apareciam no site desde fevereiro de 2024 e reapareceram depois das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que impuseram limites aos supersalários de integrantes dos ministérios públicos e do judiciário. 

Na folha de pagamento relativa ao mês de abril, quando teve promotor com até R$ 402 mil, os nomes ainda não aparecem. Depois disso, além de voltar a disponibilizar os nomes, o site da transparência também passou a publicar os salários e os penduricalhos em uma única tabela, o que também atende a uma determinação do STF. Mas, apesar disso, não é feita uma somatória com o valor total dos pagamentos, como faz o Tribunal de Justiça, por exemplo.

Esta mudança, de publicar os valores em uma única tabela, ocorre desde maio. Os nomes dos promotores, porém, somente passaram a aparecer recentemente no site da transparência. O Correio do Estado procurou o MPE em busca da data em que foi feita a atualização do site, mas não obteve retorno.

Em tese, a omissão dos nomes, que foi alvo de uma série de críticas e chegou a render nota zero ao site da transparência do MPMS em rankings divulgados nacionalmente, contrariava a Lei de Acesso à Informação (LAI) e determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No site da instituição era possível acompanhar os valores dos salários e de uma série de penduricalhos. Porém, o nome de nenhum promotor ou procurador aparecia. A  única informação era sobre a promotoria na qual o “dono” de determinado vencimento estava atuando.

Quando passou a omitir os nomes, a procuradoria-geral alegou que a mudança no formato de divulgação tinha como objetivo dificultar a raspagem de dados e proteger a segurança dos membros.

A instituição alegou, ainda, que a divulgação nominal da folha de pagamento se enquadra em uma das hipóteses de tratamento de dados pessoais (o que inclui a divulgação) permitidas pela LGPD. O art. 7º, inciso II do texto estabelece que o tratamento pode ser feito se necessário ao “cumprimento de obrigação legal ou regulatória” por quem detém os dados. 

Em 2024, o Instituto Transparência Brasil chegou a solicitar, via Lei de Acesso à Informação (LA) acesso às informações nominas dos salários, mas mesmo assim não obteve acesso. À época, o comando do MPMS alegou que a divulgação dos nomes poderia ser usada “para posterior venda a terceiros”  destas informações. 

Em resposta a um pedido da Transparência Brasil por uma relação de casos em que a segurança pessoal de promotores ou procuradores foi comprometida pela divulgação de remunerações, o MPMS alegou que o fornecimento de eventuais informações sobre esse tipo de ocorrência geraria riscos aos membros e à segurança do próprio órgão. 

Conforme entendimento do STF, que virou tese de repercussão geral ainda em 2015, a divulgação nominal da remuneração de servidores públicos é legítima e não configura violação de privacidade. Os ministros entenderam que, nesse caso, prevalece o interesse público pela publicização das informações.

A Lei de Acesso à Informação estabelece que, caso haja necessidade justificada de impor sigilo a alguma informação que componha um conjunto delas, o órgão público pode ocultar ou restringir o acesso apenas aos dados de fato sensíveis (os relativos a membros comprovadamente em risco por conta de suas funções). 

FREIO

Em 25 de março deste ano o STF decidiu que os chamados penduricalhos de promotores e juízes podem superar em até 70% o valor do teto do salário-base, que em Mato Grosso do Sul é de R$ 41.845,48. Isso significa que o valor máximo deve ser de R$ 71.146,00.

Mesmo assim, praticamente todos os 37 procuradores e promotores mais antigos receberam, em julho, acima de R$ 80 mil. O salário-base foi de R$ 41,8 mil. Além disso, receberam R$ 14,6 mil a título de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e o mesmo valor por um penduricalho chamado de Gratificação pelo Exercício Cumulativo de Cargo, Função, Ofício ou Atribuição. Some-se a isso o auxílio-saúde, de R$ 6 mil.

Além disso, pelo menos 40 deles recebem um acréscimo de quase R$ 6,5 mil relativo ao chamado abono de permanência. O pagamento ocorre porque eles já poderiam estar aposentados, mas seguem trabalhando. Por conta disso, recebem a devolução daquilo que é descontado a título de previdência social, o que é um direito de todos os servidores públicos, embora nem todas as instituições paguem. 

Mas, apesar de ainda haver pagamentos que superam o limite imposto pelo STF, os cofres públicos estão tendo significativa economia depois da decisã. Até março deste ano, antes da decisão do STF, o custo mensal dos cerca de 230 promotores e procuradores era da ordem de R$ 28 milhões. Depois disso, caiu para a casa dos R$ 17 milhões mensais.

Na manhã desta quarta-feira (10) o Correio do Estado procurou o MPMS para saber a data exata em que os nomes voltaram a aparecer no site da transparência e as razões que levaram a instituição a reabrir as informações, mas até a pública da reportagem não havia obtido retorno. 

Campo grande

Evento reúne 70 brechós com 25 mil itens a partir de R$ 2,00

Roupas, sapatos, acessórios, livros, plantas, brinquedos e itens de decoração estarão à venda no local

10/09/2026 12h00

Macacão que estará à venda no local

Macacão que estará à venda no local ARQUIVO PESSOAL

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Este mês é a oportunidade para comprar roupa boa, bonita e barata a preços acessíveis. 27ª edição do 'Desapega Campo Grande' ocorrerá na próxima semana na Capital.

O evento reunirá mais de 70 brechós em um só lugar. São mais de 25 mil itens à venda, como:

  • Roupas (masculino, feminino e infantil): blusa, camiseta, camisa, suéter, casaco, calça, saia, vestido, meia calça, touca, luva, jaqueta, meias, cachecóis, blazer, bermuda, cropped, pijama, roupão, paletó, entre outros

  • Acessórios (feminino, masculino e infantil): bolsa, colar, pulseira, relógio, anel, cinto, brinco, lenço, chapéu, tornozeleira, etc

  • Sapatos (feminino, masculino e infantil): sapatilha, rasteira, bota, tênis, salto, sandália, chinelo, chuteira, etc

  • Plantas: suculentas, ramos, ervas, árvores frutíferas, flores, etc

  • Decoração: quadros, objetos decorativos, plantas, livros, vasos, almofadas, esculturas, bandejas, cestos, caixas, luminárias, brinquedos, entre outros

O preço mínimo é de R$ 2,00. Serão vendidas desde peças simples à peças de grife. Os itens são usados, mas em ótimo estado de conservação.

Confira alguns dos 70 brechós que marcarão presença no evento:

@garagebrecho
@coletivodebrechos
@Divina2mao
@carmozitabrecho
@segundachancebrechocircular
@brecho_chicamariia
@compreis_delas 
@dm_brecho10
@katiuscia_brecho_
@bazardelas_cg
@Novo_de_novo_brechocg
@donachiccg 
@pink_brecho_modasustentavel
@mariaabellabrecho 
@madamebiubrecho    
@looksvivare
@reuse_bazar_marlene 
@reis_brecho_
@reclairbrecho 
@madamebellabrecho
@ruthmagdabrecho
@ilovebrechoms

Veja fotos de alguns itens que estarão à venda no local:

Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local
Macacão que estará à venda no local

Fotos: Arquivo Pessoal

Dicas para aproveitar um brechó

  • Chegue cedo: As melhores peças são garimpadas rapidamente.

  • Leve dinheiro trocado: Alguns expositores podem não aceitar cartão.

  • Faça uma lista: Pense no que você realmente precisa para não se perder diante de tantas opções.

  • Experimente as peças: Alguns brechós podem oferecer provadores para garantir que a roupa caia bem.

5 motivos para você participar do evento de brechós

  • 1. Peças Exclusivas a Preços Incríveis

Com itens a partir de apenas R$ 2,00, você poderá renovar seu guarda-roupa sem gastar muito. É a oportunidade perfeita para garimpar peças únicas, incluindo roupas de marcas conhecidas e estilos vintage, que dificilmente você encontraria em lojas convencionais.

  • 2. Apoie Pequenos Negócios Locais

Ao participar do evento, você estará incentivando o trabalho de pequenos empreendedores e brechós locais. Cada compra é um incentivo à economia da sua região, além de fortalecer a moda sustentável.

  • 3. Contribua para o Meio Ambiente

A moda sustentável é uma tendência crescente, e os brechós fazem parte desse movimento. Ao comprar roupas de segunda mão, você ajuda a reduzir o desperdício, economiza recursos naturais e diminui o impacto ambiental causado pela indústria da moda.

  • 4. Diversidade de Itens para Todos os Estilos

Com mais de 16 mil peças disponíveis, o evento é um verdadeiro paraíso para quem adora moda. Há opções para todos: roupas masculinas, femininas, infantis, acessórios, calçados e muito mais. Você certamente encontrará algo que combina com seu estilo e personalidade.

  • 5. Experiência Divertida e Única

Além das compras, o evento é uma experiência social. É um espaço para conhecer pessoas, trocar ideias sobre moda sustentável e até mesmo participar de possíveis dinâmicas ou promoções que os expositores podem oferecer.

'Desapega Campo Grande' ocorrerá em 19 de setembro de 2026, sábado, das 8h às 16h, no Parque Ayrton Sena, localizado na rua Arapoti, número 512, bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

O evento é realizado todo mês e reúne milhares de pessoas e vende milhares de itens.

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