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PROGNÓSTICO

Primavera começa nesta terça e será marcada por calor e chuvas abaixo da média

Bloqueio atmosférico impede entrada de umidade e chuvas e mudança será maior em novembro, quando pode haver enchentes
21/09/2020 10:59 - Glaucea Vaccari


Primavera, conhecida como a estação das flores, começa às 9h31 desta terça-feira (22) e será marcada por calor e escassez de chuvas em Mato Grosso do Sul, com acumulado abaixo da média para o período, que termina no dia 21 de dezembro.

É o que aponta prognóstico da primavera elaborado pelo meteorologista Natálio Abrahão.

Cimatologicamente, a primavera é um período de transição entre o período quente e seco do inverno para uma estação mais chuvosa.

Temperaturas do ar e do solo em setembro foram muito elevadas, mantendo sistema de alta pressão, que caracteriza a massa de ar quente e seco, fortalecido e bloqueando as frentes frias do sul do País.

Esse sistema continua ativo sobre o Mato Grosso do Sul, mantendo o ar quente e preservando os focos de calor.  

Os bloqueios também impedem a convergência da umidade oriunda da Amazônia, sem atividade da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Consequências serão, principalmente em outubro e novembro, de potencializar rajadas de ventos, que podem ser acima de 60 km/h.

Tendência é de continuar escassez de chuvas, sendo irregulares e mal distribuídas, e temperaturas elevadas e acima da média. “Será a continuidade de uma estação muito quente”.

Estas condições devem mudar a partir do dia 27 de setembro, quando uma frente fria será capaz de vencer o bloqueio atmosférico no Estado.

As frentes frias associadas aos ventos fortes podem trazer descargas elétricas, trovoadas e pancadas de chuva com granizo nos dois primeiros meses da estação, especialmente nas noites e madrugadas. 

 
 

Chuva

Chuvas devem voltar ao Estado nesta segunda quinzena, mas o mês deve terminar com chuva abaixo da média.

Até o fim de setembro, chuva será de pouco volume e continua o alerta de estiagens e névoa seca forte.

Precipitações começam a regularizar na segunda quinzena de outubro e expectativa é que fiquem acima da média na região leste, mas ainda irregular em Campo Grande.

Em novembro, modelos indicam valores em excesso, com chance de enchentes, transbordamentos, inundações e chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e vendaval.

No começo de novembro também haverá aumento no número de raios e descargas elétricas a noite, devido a grande quantidade de partículas de queimadas ocorridas no inverno e que podem potencializar as nuvens e trovoadas.

Dezembro pode ter veranicos, períodos de estiagem e calor intenso, em Campo Grande e no sudoeste e sul do Estado, com chuvas dentro das médias nas demais áreas. 

 
 

Temperaturas

Oscilações do El Niño podem elevar as temperaturas no Estado e municípios que tiveram extremo máximo entre agosto e a primeira quinzena de setembro, podem apresentar novamente temperaturas entre 33°C e 41°C em outubro, historicamente o mês mais quente do ano.

Temperaturas seguem acima da média em todas as regiões do Estado e outubro mês pode ser mais quente ou igual a setembro.

Previsão indica que termômetros podem registrar 42°C em Corumbá e Sonora, 40°C em Pedro Gomes e Costa Rica e 37°C ou mais em Campo Grande.

Em novembro, persistem as altas temperaturas, mas com ligeira queda, ficando entre 22°C e 34°C.

Dezembro permanece com calor, mas dentro da média para o mês, com mínima de 22°C e máxima de 33°c.

Umidade

Umidade relativa do ar continua baixa e até crítica no mês de outubro, o que pode atrasar o início das chuvas nas regiões produtoras.

Para o mês que vem, avanço da umidade da cordilheira trazida pela baixa do chaco boliviano pode melhorar os índices.

Umidade pode apresentar valores abaixo de 20% durante a primavera, considerado estado de alerta.

Neste ano, 45 municípios tiveram índices entre 10% e 12% de umidade relativa do ar.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...