Cidades

NOVA IDENTIFICAÇÃO

Procon vai fiscalizar preço abusivo em novas placas do Mercosul

A partir de amanhã, as placas passarão a ser obrigatórias em todo o país

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Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) vai fiscalizar os preços abusivos da nova placa no padrão do Mercosul, que podem chegar a custar ao bolso do sul-mato-grossense mais de R$ 300. O sistema está em fase de implementação em Mato Grosso do Sul. 

Segundo o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, o órgão irá fiscalizar as empresas autorizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para fazer o estampamento das chapas. “Já estamos fazendo uma pesquisa de preço. Estamos fazendo levantamento dos preços em outros estados e a equipe já está na rua fazendo levantamento na nossa Capital”, disse ele ao Correio do Estado. 

No Paraná, por exemplo, quando o sistema de placas do Mercosul foi adotado, em dezembro de 2018, as placas custavam em torno de R$ 250 para automóveis; hoje é possível encontrá-las com custo de aproximadamente R$ 100. No Rio Grande do Sul, antes da implantação do novo modelo o preço praticado ficava entre R$ 120 e R$ 180. Já o valor da placa nova varia entre R$ 190 a R$ 250.

Em Mato Grosso do Sul, a emissão das chapas está suspensa durante toda a semana para que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) faça a migração para o sistema novo.

Empresas estampadoras credenciadas junto ao órgão ficarão responsáveis pelo procedimento a partir de segunda-feira (3). Cada uma delas definirá seus preços, formas de pagamento e canais de atendimento com os clientes. A expectativa do poder público é que, com o tempo, a lógica do mercado torne os emplacamentos mais baratos, a exemplo do que aconteceu nos estados onde as placas novas já estão sendo disponibilizadas.

Na Capital, são quatro autorizadas a prestarem o serviço. A Íons, que fica no Bairro Coronel Antonino, é a mais adiantada nos preparativos e a única que já tem os valores definidos, conforme divulgado na edição de ontem do Correio do Estado. A reportagem esteve no local no dia 28 e foi informada de que o serviço custará R$ 150 para motos e R$ 290 para carros e não será parcelado.

COMO FAZER

No caso de veículos novos, segundo o Detran, os proprietários vão até a sede do Detran na saída para Rochedo ou nas empresas terceirizadas para fazer a vistoria, portando a nota fiscal e documentos pessoais. Depois, devem ir até uma das unidades do órgão para impressão da documentação.

Com o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Licenciamento (CRLV) em mãos, basta ir até uma das estampadoras. 

Os atendentes vão jogar o número do registro no sistema e conferir qual a sequência de números e letras designada para aquele veículo, que é impressa na placa e fixada no carro.

Ontem (28), o Detran reforçou novamente que não vai mais fazer emplacamentos, nem emitir guia de pagamento da identificação visual ou interferir nos preços.

 

OPERAÇÃO LÍVIA

Polícia amplia investigação sobre grupos virtuais envolvidos em morte de adolescente

Operação cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa que usava plataformas digitais para aliciar, manipular e submeter crianças e adolescentes a violência psicológica extrema

04/08/2026 12h23

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais Divulgação

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A morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul, desencadeou uma investigação que revelou a atuação de uma organização criminosa especializada em aliciar e manipular crianças e adolescentes por meio de plataformas digitais. A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Lívia, ação nacional coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) em conjunto com o Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A operação contou com apoio das polícias civis de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará. Ao todo, foram cumpridas seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes investigados e um mandado de prisão contra um adulto apontado como integrante do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após o suicídio da adolescente, ocorrido em Naviraí, no fim de julho. As primeiras diligências e a análise de evidências digitais indicaram que o caso não era um episódio isolado, mas estava inserida em um contexto de atuação de uma organização criminosa estruturada, com atuação nacional no ambiente digital.

As investigações apontam que os criminosos utilizavam diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica que, em casos extremos, culminavam na indução ao suicídio.

Durante as apurações, a DEPCA identificou ao menos outra vítima em outro estado brasileiro, além de elementos que indicam a existência de mais adolescentes ainda não localizados. A identidade das vítimas é preservada.

Prints revelaram pressão psicológica

Dias após a morte da adolescente, prints de conversas atribuídas a grupos virtuais dos quais ela participava passaram a circular nas redes sociais e também foram incorporados às investigações.

As mensagens mostravam ofensas, humilhações e intensa pressão psicológica contra a adolescente. Em uma das conversas, um dos participantes ignorava os pedidos de desculpas da vítima e fazia mensagens incentivando sua morte. Em outro momento, ela era pressionada a participar de chamadas de voz em outro aplicativo.

Também foram analisadas mensagens supostamente publicadas após a morte da adolescente. Em uma delas, um integrante tratava o episódio como uma conquista do grupo e fazia referência ao tempo gasto para convencer uma vítima a participar de uma suposta “trolagem”, além de sugerir a possibilidade de novos casos semelhantes.

Segundo as investigações, a adolescente participava de servidores na plataforma Discord, onde teria sido submetida a desafios e situações de constrangimento impostas pelos integrantes dessas comunidades virtuais. Entre os relatos apurados pela polícia estão exigências envolvendo maus-tratos a animais como forma de participação nos grupos.

Mandados

Na Operação Lívia, as medidas judiciais foram cumpridas simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, onde havia dois alvos, Ceará e Pará, estado onde foi executado o mandado de prisão contra o investigado adulto.

Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia especializada. O material poderá auxiliar na identificação de novas vítimas, esclarecer a participação individual dos investigados e apontar outros integrantes da organização criminosa.

Para acompanhar o cumprimento das ordens judiciais, equipes da DEPCA foram deslocadas aos estados do Rio de Janeiro e do Ceará, enquanto os demais mandados ficaram a cargo das polícias civis locais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da análise dos equipamentos apreendidos.

Inquérito

Com 12 irregularidades, clínica de hemodiálise vira alvo do MPMS

O caso veio à tona após registros graves de intercorrências, incluindo suspeitas de falhas em protocolos assistenciais e sanitários

04/08/2026 11h20

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande Divulgação MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito para investigar uma clínica de Campo Grande, especializada em diálise e nefrologia. A medida foi tomada após serem apontadas inúmeras irregularidades sanitárias e em protocolos assistenciais. 

A investigação, formalizada pelo Promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, titular da 76ª Promotoria de Justiça da Capital, teve início após a análise de informações reunidas em um procedimento instaurado em maio deste ano.

As irregularidades foram encontradas após inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual e foram encontradas pelos menos 12 infrações nas operações sanitárias da clínica, relacionadas à segurança dos pacientes, higienização de equipamentos, controle da qualidade da água, registros assistenciais e comunicação de eventos adversos.

O relatório aponta desde a má higienização de equipamentos vitais até o controle precário da qualidade da água, elemento considerado fundamental no processo de hemodiálise.

Mesmo após ser autuada e penalizada administrativamente, a clínica continua sob vigilância rigorosa. O MPMS enfatiza que "corrigir os erros agora não apaga o passado", e a instituição deverá responder por cada uma das falhas que colocaram a população em risco.

O Ministério Público estabeleceu um prazo de 20 dias para que a clínica apresentasse provas de que todas as irregularidades apontadas foram reparadas. O caso é conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que apura a responsabilidade criminal pelos danos causados e pela morte registrada

O inquérito civil foi instaurado com o objetivo de entender se há uma ligação direta entre o descaso sanitário e as tragédias registradas. 

O procedimento segue em tramitação e novas inspeções podem ser realizadas a qualquer momento para garantir que nenhuma outra vida seja perdida por falhas que poderiam ter sido evitadas.
 

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