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CONHECIMENTO

Programa garantirá ensino sobre educação fiscal para estudantes da rede pública

A ação prevê um investimento de mais de R$ 2 milhões para o desenvolvimento de materiais educativos que tornem o tema mais acessível e atrativo para crianças e adolescentes

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Projeto do Governo do Estado em parceria com a Universidades de Campo Grande capacitará professores para ensinar os estudantes da rede pública estadual os princípios básicos da educação fiscal.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), busca realizar a capacitação dos professores para atuar como multiplicadores do conhecimento sobre tributação, transparência fiscal e controle social dentro das escolas.

O projeto, intitulado Uma Nova História para a Educação Fiscal no MS, faz parte do Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado (PROFISCO II-MS), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A proposta é formar 300 docentes do ensino fundamental e médio, preparando-os para ensinar conceitos fundamentais sobre arrecadação, orçamento público e a importância da participação cidadã na fiscalização dos recursos públicos.

Durante evento do lançamento do projeto, o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Jean Mendonça, destacou o compromisso do governo estadual em fortalecer a cidadania fiscal por meio da educação.

"A educação fiscal não se limita ao ensino de tributos, mas tem um papel transformador na sociedade. É fundamental que os cidadãos compreendam como os impostos retornam em benefícios e como a fiscalização cidadã é essencial para a transparência da gestão pública", afirmou o secretário-adjunto.

A reitora da UFMS, Camila Ítavo, que coordena a capacitação docente, ressaltou a importância da colaboração entre as instituições para a construção de um programa sólido e eficaz. "A educação fiscal precisa estar presente na formação dos nossos jovens desde cedo. E esse projeto será fundamental para isso.", pontuou.

FORMAÇÃO

Para facilitar o ensino da educação fiscal, o projeto conta com ferramentas pedagógicas como cartilhas didáticas que serão traduzidas para línguas indígenas como Terena e Guarani  HQs, vídeos educativos, podcasts e webinars.

O Instituto Federal está desenvolvendo jogos eletrônicos para o projeto, que ajudam os estudantes a compreenderem, de forma lúdica, como os tributos são arrecadados e aplicados.

A UEMS, por sua vez, trabalha na criação de materiais audiovisuais que explicam conceitos complexos de forma simplificada.

A adoção da modalidade de ensino a distância (EaD) também permite que professores de todas as regiões do estado tenham acesso ao conteúdo e participem da formação de forma flexível e acessível.

De acordo com o Governo do Estado, a implementação do projeto de estudo fiscal está estruturado em fases, e até fevereiro de 2026, será avaliado continuamente os impactos da ação para aprimorar as metodologias empregadas.

CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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polêmico

Privatização da saúde gera protestos e será debatida em audiência pública

Plano para privatizar duas Unidades de Saúde 24 horas da Capital tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Munic

26/03/2026 12h01

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública Foto: Câmara Municipal

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O plano da Prefeitura de Campo Grande para privatizar duas unidades de saúde com atendimento 24 horas gerou protesto de servidores da área da saúde na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (26). Para ampliar o debate sobre o tema e ouvir todos os envolvidos, será realizada uma audiência pública no dia 9 de abril, às 14h, na Casa de Leis.

A audiência foi definida durante reunião entre a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande com o Conselho Municipal de Saúde, com objetivo de dar continuidade às discussões sobre o projeto que prevê a transferência da gestão de duas unidades de saúde da Capital para Organizações Sociais (OSs). 

O tema tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Municipal de Saúde e manifestação dos servidores na sessão ordinária desta quinta-feira.

Para intermediar o debate, a Câmara irá realizar a audiência "buscando garantir diálogo, transparência e participação popular antes de qualquer deliberação sobre o tema".

“Com o conselho participando do debate, a população também está representada. Existe uma posição contrária inicial, mas esse é um tema que precisa ser discutido com profundidade. O que fizemos hoje foi uma conversa preliminar, reforçando que não há motivo para pânico. O método da Câmara é claro: dialogar passo a passo, realizar audiência pública e garantir que a população entenda o que está sendo proposto. Só depois disso é que qualquer projeto será analisado. Nada será feito de forma apressada”, afirmou o presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy.

A audiência pública deve reunir representantes do Executivo, trabalhadores da saúde, entidades de classe e a população, consolidando o compromisso da Câmara Municipal com um debate amplo antes de qualquer encaminhamento legislativo.

Terceirização

Conforme reportagem do Correio do Estado, a proposta é de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para a OSSs, sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, diz o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a Comissão Permanente de Saúde da Câmara, receceu o plano na tarde de ontem e esclareceu que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

As OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

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