Cidades

Cidades

PT indica Egon para substituir Carlos Minc

PT indica Egon para substituir Carlos Minc

Redação

12/03/2010 - 07h42
Continue lendo...

PT e PMDB insistem em continuar mandando nos ministérios cujos titulares sairão até 3 de abril para disputar as eleições de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer fazer uma substituição técnica, ou pelos secretáriosexecutivos ou pelos chefes de gabinete, para não mudar nada nas pastas nos nove meses restantes de governo. Os partidos querem influenciar nas escolhas, com outros quadros. O PT comanda a resistência contra os critérios adotados por Lula e apresentou lista de seis nomes para substituir Carlos Minc, no Ministério do Meio Ambiente. Entre eles está Egon Krakhecke, atual secretário de Desenvolvimento Rural do MMA e ex-vice governador de Mato Grosso do Sul. Três dos principais dirigentes do PMDB - os presidentes do Senado e da Câmara, José Sarney (AP) e Michel Temer (SP), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR) - estiveram ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reivindicar a continuidade do comando do partido em ministérios que controlam. De acordo com informações de Jucá, Lula ficou de conversar com os ministros e saber quem eles vão indicar. A intenção dos partidos é, se não der para escolher o novo ministro, pelo menos não alterar nada no quadro dirigente dos ministérios, os quais controlam. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que Lula mantém a decisão de aproveitar quadros do próprio ministério para o término do governo, a exemplo dos secretários-executivos e chefes de gabinete. “O presidente Lula reafirmou que pretende manter os atuais ministros para a m á qu i n a continuar funcionando, e se tiver que substituir, será por pessoas que já fazem parte dos ministérios, secretário- executivo ou não”, disse Padilha. Dez ministros deverão sair até 3 de abril, prazo final para a desincompatibilização exigida pela Justiça Eleitoral. Dos seis do PMDB, três sairão: Reinhold Stephanes (Agricultura), que vai disputar mais uma vez uma vaga de deputado federal, Edison Lobão (Minas e Energia), candidato ao Senado, e Geddel Vieira Lima (Integração), que concorrerá ao governo da Bahia. Lula quer para o lugar de Stephanes o secretário-executivo da Agricultura, José Gerardo Fontelles. O PMDB, no entanto, faz pressão para que a vaga seja dada a Wagner Rossi, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edison Lobão já acertou com a ministra Dilma Rousseff e com o presidente Lula a sua substituição pelo secretário- executivo Márcio Zimmermann - um nome de confiança da candidata do PT à Presidência. Geddel Vieira Lima trabalha por João Santana, seu secretário-executivo e homem de confiança no PMDB, o que se enquadra na proposta de Lula. Lula pretende substituir o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente (MMA,) pela secretária- executiva Izabella Teixeira. Minc disputará uma vaga para a Câmara dos Deputados. Os petistas alegam o fato de Izabella nem ser filiada ao partido, além de ter sido secretária de Qualidade Ambiental do MMA até 2002, gestão de Fernando Henrique Cardoso. “Os militantes ecologistas do PT já encaminharam seis nomes de filiados de expressão do partido e militantes do setor ambiental petistas, que possuem perfil e competência para estarem a frente do Meio Ambiente”, diz uma nota da Secretaria do Meio Ambiente do partido enviada ao presidente Lula. Os nomes apontados por eles, de acordo com os petistas, podem garantir os critérios de continuidade na gestão ministerial, de acordo com as preocupações estratégicas apontadas pelo Governo para essa etapa de transição ministerial, durante o processo eleitoral de 2010. Os seis candidatos a ministro pelo PT são José Machado, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), ex-deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba; Gilney Viana, ex-secretário de Desenvolvimento Sustentável do MMA e exdeputado; Claudio Langone, ex-secretário-executivo do MMA; Roberto Messias, atual presidente do Ibama; Hamilton Pereira, ex-secretário de Articulação MMA; e Egon Krakhecke, atual secretário de Desenvolvimento Rural do MMA e ex-vice governador de Mato Grosso do Sul.

UEMS

Universidade divulga lista de inscritos no PROUEMS

Ensino Público Estadual tem programa para ingressar à 25 cursos de graduação que exige apenas o histórico escolar do ensino médio

16/03/2026 12h30

Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) divulgou nesta segunda-feira, a lista de inscritos no Processo Seletivo por histórico escolar, o Prouems 2026. Com início ainda neste ano letivo, os novos estudantes preenchem as vagas remanescentes e de cadastro reserva.

Por meio do Diário Oficial do Estado (DOE), o edital lista as inscrições deferidas no Anexo II, e indeferidas no Anexo III.

No Anexo I, o documento disponibiliza um formulário de recurso para aqueles que não concordarem com o resultado de deferimento e indeferimento. O recurso deverá ser preenchido de hoje até amanhã às 23h59min e enviado no e-mail [email protected], no formato de PDF.

A Universidade ofertou por meio do programa 355 vagas em variados cursos de graduação nos 11 municípios que têm unidades, sendo em: Aquidauana, Campo Grande (unidades Moreninhas e Santo Amaro), Cassilândia, Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Paranaíba e, por fim, Ponta Porã.

PROUEMS

Destinado para aqueles que já concluíram o ensino médio, ou cursos equivalentes, que comprovem a conclusão da etapa escolar até a data prevista de matrícula, o programa seleciona a partir das notas da escola para quem deseja ingressar à Universidade.

Na efetivação da matrícula será obrigatória a apresentação do certificado de conclusão e outros documentos exigidos em edital específico de convocação.

Confira os cursos ofertados: Administração Pública; Ciências Biológicas; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Ciências Sociais; Dança; Engenharia Ambiental e Sanitária; Engenharia de Alimentos; Engenharia Física; Engenharia Florestal; Física; Geografia; História; Letras com habilitação em Português/Espanhol; Letras com habilitação em Português/Inglês; Matemática; Pedagogia; Química; Química Industrial; Química Tecnológica e Agroquímica; Sistemas de Informação; Teatro; Tecnologia em Gestão Ambiental; Tecnologia em Produção Sucroalcooleira; Turismo.

Assine o Correio do Estado

R$ 407 milhões

Com queda de 32% no lucro, Energisa recebe último aval para mais 30 anos em MS

Parecer do Tribunal de Contas da União permite que a concessionária renove o contrato para se manter em 74 dos 79 municípios de MS

16/03/2026 12h20

Balanço relativo a 2025 revela que a Energisa obteve lucro líquido de R$ 407 milhões, o que equivale a R$ 1,1 milhão por dia

Balanço relativo a 2025 revela que a Energisa obteve lucro líquido de R$ 407 milhões, o que equivale a R$ 1,1 milhão por dia

Continue Lendo...

Ao mesmo tempo em que reportou queda de 32,6% no lucro líquido, a Energisa recebeu, na semana passada, do Tribunal de Contas da União (TCU), o último aval que ainda faltava para que renove por mais 30 anos o contrato de concessão para exploração do serviço de distribuição de energia em 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Agora, só falta a assinatura do novo contrato com o Ministério das Minas e Energia. 

O aval foi concedido na quarta-feira (11) e no dia seguinte a concessionária divulgou em seu site o balanço financeiro relativo a 2025 revelando a queda no lucro no ano passado na comparação com o ano anterior, passando de R$ 603,7 milhões para R$ 407 milhões. Apesar da queda, o saldo é de R$ 1,1 milhão por dia.

Uma  das explicações para este recuo significativo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explica a empresa. 

"A maioria das classes teve recuo do consumo, sobretudo a classe comercial (-7,2%), seguida pela residencial (2,5%), principalmente pelas temperaturas mais amenas, e rural (-7,3%)", diz trecho do balanço anual.

Além disso, o lucro líquido sofreu impacto por conta da devolução de R$ 66,7 milhões relativos à devolução de PIS/COFINS cobrado indevidamente em anos aneriores. 

Porém, se forem levados em consideração os números totais, o faturamento da concessionária teve aumento da ordem de 5,2%. A receita operacional líquida passou de R$ 4,52 bilhões em 2024 para R$ 4,75 bilhões no ano seguinte. 

Além disso, a concessionária teve aumento no número de consumidores. "A Companhia encerrou o período com 1.171.193 unidades consumidoras cativas, número 1,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, e com 1.137 consumidores livres,  apresentando um crescimento de 46,5%", diz nota da empresa. 

CONCESSÃO

O serviço de distribuição de Energia está nas mãos da iniciativa privada desde o dia 4 de dezembro de 1997, quando o Governo do Estado vendeu a Enersul e recebe a bolada de R$ 625,55 milhões. 

Para efeito de comparação, em 1997 a empresa que venceu o leilão, a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), desembolsou o equivalente a 570 milhões de dólares. Pela cotação de hoje, seriam em torno de R$ 2,8 bilhões de reais para explorar o serviço por 30 anos.

Naquela época, apenas 40% da Enersul ainda pertenciam ao governo de Mato Grosso do Sul, que mesmo assim foi obrigado a destinar boa parte de sua parcela ao pagamento de dívidas com a União. Cerca de R$ 100 milhões ficaram nos cofres do governo estadual. O restante das ações já estavam nas mãos da Eletrobrás. 

Depois da venda inicial, a Enersul trocou de mãos algumas vezes, mas desde então os consumidores daqui pagam na conta de energia todos os investimentos que a concessionária faz em redes de transmissão ou em subestações. Isso significa, segundo  Rosimeire da Costa, presidente do conselho de consumidores, que toda a estrutura  pertence à população de Mato Grosso do Sul. 

Agora, porém, a concessão será renovada sem a exigência de pagamento, já que concessionária ainda tem créditos relativos a investimentos já realizados se compromete a continuar investindo. 

Segundo Rosimeire da Costa, antes da assinatura do contrato a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda deve realizar uma audiência pública para confirma que a Energisa está cumprindo todas as exigências legais para que possa renovar o contrato.

Uma das principais alteração do novo contrato é que o índice de correção da tarifa deixa de ser o IGPM e passa a ser o ICPA, que normalmente é mais vantajoso para o consumidor. Entre os anos 2017 e 2022, o IGPM acumulado foi de 61,21%. No mesmo período, os preços corrigidos pelo IPCA subiram apenas 28,42%. 

Nos últimos 12 meses, porém, a situação se inverteu. Agora, o IGPM está negativo, em 2,6%. O IPCA, por sua vez, é de 3,8%. E é este índice  negativo que será levado em consieração para a próxima correção das tarifas praticadas pela Energisa em Mato Grosso do Sul. A nova tafira vigora a partir do próximo dia 8 de abril. Em abril de 2025, o reajuste médio foi de 1,33%. 

No início do processo de renovação a Aneel informou que a meta era assinar o contrato pelo menos dois anos antes do vencimento do atual (3 de dezembro de 2027). Porém, até agora isso não ocorreu. 

O Correio do Estado procurou a Energisa em busca de informações sobre a provável data em que deve ocorrer a renovação oficial da concessão. Até a publicação da reportagem, porém, não havia obtido retorno. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).