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Quadrilha especializada já furtou cerca de 60 caminhonetes em MS e MT

Segundo as investigações, há dois meses a Polícia Civil já vinha monitorando uma quadrilha que realizava furtos de caminhonetes do modelo Toyota Hilux em Dourados

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Segundo investigações da Polícia Civil, a quadrilha presa hoje pelo roubo de quatro caminhonetes Hilux em diferentes bairros de Dourados, localizada a 229 quilômetros de Campo Grande, já furtou aproximadamente 60 veículos do mesmo modelo entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul nos últimos meses.

A Polícia Civil relata que a quadrilha, presa pela Polícia Federal, é um grupo altamente organizado e especializado na subtração de caminhonetes da marca Toyota.

Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (21),o delegado Erasmo Cubas disse que as investigações iniciaram há dois meses, quando houve registro de diversas ocorrências de furtos a caminhonetes Toyota Hilux na ExpoAgro de Dourados. 

A partir daí, verificou-se que uma quadrilha composta por três adultos e um adolescente realizou diversos 'arrastões' por vários bairros de Dourados. 

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a quadrilha planejou e realizou uma série de furtos durante uma festa junina que ocorreu na noite de ontem no Parque Alvorada, em Dourados.

Até o momento, foram presos Emerson Paes dos Santos, 37; Matheus Bruno França de Oliveira, 26; e Vitor Lucas Faleiro Facio, 29; sendo que este último está preso no Mato Grosso. 

De acordo com o delegado, as investigações continuam na tentativa de encontrar outros possíveis envolvidos no crime, incluindo um presidiário que pode ser o mandante dos furtos.

Questionado se haveria algum morador de Dourados, o delegado Erasmo Cubas relatou que, até o momento, todos os integrantes são residentes de outros estados. Ele também afirmou que, na maioria dos crimes, a quadrilha já seguia seus alvos, pois câmeras de segurança frequentemente registravam um veículo apoiando o grupo criminoso.

Das seis caminhonetes roubadas, apenas uma foi recuperada. Além disso, foram apreendidos equipamentos que a quadrilha usava para abrir as caminhonetes, além de um veículo Gol branco usado pelos criminosos para monitorar os alvos. 

Dinâmica dos crimes

Conforme investigações da Polícia Civil, o grupo especializado pertence à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Os criminosos utilizavam uma chave de fenda para abrir os veículos. Dentro das caminhonetes, os criminosos usavam um chip eletrônico e um tipo de notebook para ligar os veículos.

O procedimento é altamente organizado, pois os assaltantes levavam menos de um minuto para realizar a ação, sem ativar o alarme dos veículos. 

Uma das caminhonetes recuperadas pela polícia Uma das caminhonetes recuperadas pela polícia/ Osvaldo Duarte- Dourados News 

 Assaltos 

Quadrilha, responsável pelo roubo de quatro caminhonetes Hilux em diferentes bairros de Dourados, foi identificada e presa por policiais rodoviários federais e policiais civis do Setor de Investigações Gerais (SIG), nesta sexta-feira (21), em Dourados, município localizado a 229 quilômetros de Campo Grande.

No momento da prisão, eles estavam tentando fugir de Mato Grosso do Sul.

Conforme apurado pela reportagem, a quadrilha - composta por quatro homens, sendo três adultos e um adolescente – fez um “arrastão” e furtou quatro caminhonetes Hillux, em diferentes pontos de Dourados, na madrugada desta quarta-feira (20).

Nas primeiras horas do dia, os proprietários deram falta de seus veículos, chamaram a polícia, compareceram à delegacia para efetuar boletim de ocorrência e reportaram que deixaram os veículos estacionados na rua durante a noite e que foram vítimas de furto.

Conforme apurado pela mídia local, os arrastões ocorreram nos bairros Planalto, Centro, BNH 3º Plano e Vila Progresso. As vítimas têm 28 anos, 55 anos, 59 anos e 52 anos.


NÚMEROS

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública  (Sejusp-MS) apontam que 1.397 veículos foram furtados, de 1º de janeiro a 21 de junho de 2024, em Mato Grosso do Sul. 

Desse número, 277 foram furtados em janeiro, 251 em fevereiro, 228 em março, 246 em abril, 249 em maio e 146 em junho. 

 

** Com informações de Dourados News

 

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Prisão

Influenciador procurado por dívida de pensão é preso no Paraguai

Conhecido como "Seu Waldemar", ex-apresentador de TV foi localizado em Pedro Juan Caballero após ação conjunta entre autoridades brasileiras e paraguaias

23/06/2026 20h15

Foto: Divulgação

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Uma operação integrada entre forças de segurança do Brasil e do Paraguai resultou, na manhã desta terça-feira (23), na prisão do influenciador digital e humorista Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido nas redes sociais como "Seu Waldemar".

Ele foi localizado em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, durante ação coordenada entre a Polícia Nacional do Paraguai, Polícia Civil de Goiás, Polícia Federal e equipes da Unidade de Comando Bipartito que atuam na fronteira.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 3ª Vara da Família de Goiânia (GO), em razão do não pagamento de pensão alimentícia. Segundo informações das autoridades, a dívida ultrapassa R$ 20 mil.

Considerado foragido da Justiça brasileira desde janeiro deste ano, Waldemar vinha sendo monitorado por equipes de inteligência que buscavam confirmar seu paradeiro no país vizinho.

Após a localização, agentes realizaram a abordagem em uma residência situada no bairro Guarani, onde ele estava morando nos últimos meses.

Além da questão relacionada à pensão alimentícia, o influenciador também responde a uma ação judicial por suposto abandono afetivo. Conforme alegado no processo, ele não manteria contato com o filho há mais de um ano. O menino é fruto do relacionamento com a servidora pública Sami Moura.

Durante o período em que permaneceu no Paraguai, Waldemar compartilhava frequentemente sua rotina nas redes sociais. Em diversas publicações, mostrava a vida de estudante de Medicina e relatava a adaptação à nova rotina no país vizinho.

Segundo as investigações, ele cursava Medicina em uma universidade localizada em Pedro Juan Caballero e utilizava as plataformas digitais para divulgar conteúdos relacionados à experiência acadêmica.

Em vídeos e postagens, também afirmava trabalhar com corridas por aplicativo e prestava orientações a brasileiros interessados em ingressar em instituições de ensino da região de fronteira.

Ainda de acordo com as autoridades, o influenciador chegou a anunciar a criação de grupos de orientação para futuros estudantes, além de informar que mantinha contratos para produção de conteúdo digital enquanto vivia no Paraguai.

A promotora Katia Uemura informou que Waldemar deverá ser entregue ainda nesta terça-feira às autoridades brasileiras na Linha Internacional que divide Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Após a transferência, ele ficará à disposição da Justiça goiana, responsável pela expedição da ordem de prisão.

O caso segue sendo acompanhado por órgãos de segurança dos dois países, dentro dos mecanismos de cooperação previstos para o cumprimento de decisões judiciais transnacionais.

Quem é "Seu Waldemar"

Conhecido em Goiás pelo personagem "Seu Waldemar", Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo ganhou notoriedade na internet por meio de vídeos humorísticos que retratavam situações do cotidiano com linguagem popular e forte identificação regional.

O sucesso nas redes sociais o levou à televisão, onde atuou como apresentador em programas da TV Anhanguera.

Atualmente, o influenciador acumula quase 500 mil seguidores nas redes sociais, público que acompanhava tanto seus conteúdos humorísticos quanto sua rotina pessoal e acadêmica.

Nos últimos meses, suas postagens passaram a ser voltadas principalmente à vida como estudante de Medicina no Paraguai, tema que atraía seguidores interessados em cursar graduação na região de fronteira.

Internet

CNJ aprova resolução sobre influencers mirins e esclarece que alvará não autoriza publicidade

A Constituição proíbe trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz.

23/06/2026 19h00

CNJ estabele regras para crianças 'influencers'

CNJ estabele regras para crianças 'influencers' Rafa Neddermeyer

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira, 23, resolução que regulamenta a atuação de influenciadores mirins. Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho (MPT) se posicionou contra a permissão para crianças atuarem com publicidade. O CNJ, porém, manteve a regulamentação para esta área.

A Constituição proíbe trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. A exceção à regra vem da Convenção 138 da Organização Internacional do Trabalho, que permite a atividade artística para crianças e adolescentes. É com base nessa exceção que o CNJ regulamenta a participação de menores em plataformas digitais e é também onde reside o ponto central da controvérsia com o MPT.

Para o órgão trabalhista, a produção de conteúdo com fins de monetização, a captação de patrocínios e a veiculação de publicidade não se enquadram como atividade artística.

O MPT argumentou que o simples uso de recursos audiovisuais não converte uma atividade econômica em artística e que, portanto, alvarás para esse fim legitimariam o trabalho infantil digital.

De acordo com a conselheira Kátia Magalhães Arruda, o CNJ levou em consideração tanto a nota técnica do MPT, quanto um documento semelhante emitido pelo Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem.

"Entendemos que o alvará não é para permitir que a criança faça publicidade, porque isso não é possível pelo próprio texto da nossa Constituição", afirmou a conselheira. O alvará, segundo ela, funcionaria para monitorar a atividade artística desenvolvida pelos menores que, por ora, pode ter publicidades veiculadas.

A ministra havia entabulado divergência anteriormente e a retirou após os ajustes incorporados pelo relator, conselheiro Fábio Esteves.

Pela resolução, o juiz responsável pela concessão do alvará poderá fixar condições como tempo de exposição e formato de divulgação. O documento deverá detalhar remuneração, tipo de atuação e, no caso de publicidade, identificar intermediários e abrangência da campanha. Conteúdos erotizados, de natureza sexual ou que exponham menores a situações vexatórias e degradantes são proibidos.

A minuta também prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), mecanismo que permitirá rastrear autorizações, produzir estatísticas e orientar políticas públicas na área.

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