Cidades

Campo Grande

Reajuste fará tarifa de ônibus ser a segunda mais cara do país

Reajuste fará tarifa de ônibus ser a segunda mais cara do país

Edivaldo Bitencourt

24/01/2012 - 00h02
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Com o reajuste na tarifa do transporte coletivo, prevista para ocorrer logo após a abertura da licitação em fevereiro, o custo da passagem de ônibus em Campo Grande deve passar dos atuais R$ 2,70 para R$ 2,90.

Com a reposição da inflação, como o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) anunciou no sábado, o valor passa a ser o segundo mais caro do País, conforme levantamento da Associaçã Nacional de Transportes Público (ANTP), só inferior ao preço cobrado em São Paulo (R$ 3) e empata com Florianópolis (R$ 2,90).

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educação

Número de alunos na Semed é estável, mas contratos da merenda sobem 24,9%

Reajustes em seis contratos com a prefeitura de Campo Grande foram concedidos uma semana após alta de 14,3% concedido pelo Governo Federal no PNAE

16/02/2026 12h29

Em meados do ano passado havia em torno de 110 mil estudantes matriculados nas 206 escolas municipais

Em meados do ano passado havia em torno de 110 mil estudantes matriculados nas 206 escolas municipais

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Apesar de o número de alunos matriculados na rede municipal de educação de Campo Grande ter se mantido estável na comparação com o ano passado nas 207 unidades escolares, seis contratos para o fornecimento de merenda escolar receberam reajustes de quase 25%, conforme publicação da edição extra do diário oficial da última sexta-feira (13).

Os contratos originais foram assinados entre abril e setembro do ano passado e na justificativa de todos os aditivos aparece a informação de acréscimo da quantidade em algum dos itens dos contratos. A inflação oficial acumulada dos últimos 12 meses está em 4,44%. Os reajustes variam entre 24,2% e 24,96%. A legislação permite acréscimo de até 25% nos valores sem necessidade de nova licitação.

No início das aulas, no dia 9 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que estava iniciando o ano letivo com 104 mil alunos  e que as matrículas seguiam abertas. Em meados do ano passado, o número de estudantes estava na casa dos 110 mil. Além disso, informou que 500 toneladas de merenda escolar estariam disponíveis a partir do primeiro dia de aulas. 

Com os aditivos, as três empresas contempladas com os reajustes terão um acréscimo da ordem de R$ 3,624 milhões no faturamento. O maior deles, relativo a proteínas congeladas, passou de R$ 5,39 milhões para R$ 6,73 milhões, o que representa aumento de R$ 1,34 milhão.

A fonte dos recursos é federal, do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conforme detalha o diário oficial da prefeitura na data da assinatura do contrato. 

O contrato foi firmado com a empresa G.A.M Comércio de Alimentos Ltda após adesão a ata de registro de preços publicada no segundo semestre de 2024 e o contrato assinado em abril tinha validade de um ano. Na publicação da última sexta-feira, não houve alteração da data do contrato.

Coincidência ou não, o reajuste concedido aos fornecedores da Semed ocorreu uma semana depois de o Governo Lula conceder reajuste de 14,35% nos repasses federais. O aumento ocorreu após três anos sem reajuste nos valores do programa, que agora foram corrigidos pela inflação dos alimentos acumulada desde 2023.

Na creche, a quantia foi de R$ 1,37 para R$ 1,57. Na pré-escola, subiu de R$ 0,72 para R$ 0,82. O Pnae é um dos principais programas de alimentação escolar do mundo e atende 40 milhões de estudantes em todo o país. Cerca de 70% deles estão no ensino fundamental e médio.

Apesar dos repasses federais, estados e municípios precisam complementar esse valor com recursos próprios. Ao longo de 15 anos, o programa recebeu apenas cinco reajustes, em 2010, 2013, 2017, 2023 e 2026. A consequência disso é uma perda do poder de compra, gerando um déficit gradativo.

Segundo o Observatório da Alimentação Escolar (OAE), para repor as perdas desde 2010, o programa precisaria de um reajuste de 90,3%. Isso significaria, por exemplo, que o valor por estudante/dia saltaria de R$ 0,50 para R$ 0,95 nas modalidades de ensino fundamental e médio regular

A recomposição do PNAE ocorre num ano de mudanças na política. Agora, 85% do orçamento deve ser utilizado para a compra de alimentos in natura ou minimamente processados, limitando a 10% o uso de recursos para a compra de processados e ultraprocessados.

Além disso, 45% da verba do programa deve ser destinada obrigatoriamente para a compra direta de alimentos da agricultura familiar.

Os seis contratos reajustados na última sexta-feira pela Semed somam agora quase R$ 18,3 milhões, valor semelhante ao total de repasses feitos anualmente pelo governo federal para a merenda escolar em Campo Grande. 

O Correio do Estado procurou a prefeitura de Campo Grande em busca de explicações para o reajuste dos contratos. Mas, em meio ao feriadão de Carnaval, não obteve retorno até a publicação da reportagem. 

AJUSTES

Campo Grande perde metade dos voos e oferta segue encolhendo

Em 2012, auge do movimento, foram 21.165 voos comerciais, ante 10. 695 no ano passado. Na comparação com 2024, queda é de 6,3%

16/02/2026 11h10

Além de espaço para atividades físicas,  Avenida Duque de Caxias é utilizado como mirante para acompanhar pousos e decolagens

Além de espaço para atividades físicas, Avenida Duque de Caxias é utilizado como mirante para acompanhar pousos e decolagens Naiara Camargo

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Somente nove voos estavam previstos para sair de Campo Grande nesta segunda-feira de carnaval (16). E, apesar dos seguidos aumentos no número de passageiros, a quantidade de decolagens segue em queda. No ano passado, por exemplo, foram 10.695, ante 11.425 no ano anterior, o que representa retração de 6,3%. 

E esta não é uma estatística isolada, conforme revelam os números oficiais. Se a comparação for com 2012, auge do movimento, a queda é de quase 50% na oferta. Naquele ano, segundo dados a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), foram 21.165 decolagens, praticamente o dobro de agora. 

Mas, apesar da queda no número de voos, no ano passado, a quantidade de pessoas que embarcaram e desembarcaram em Campo Grande chegou a 1,553 milhão, o que representa 3,7% acima dos registros do ano anterior, quando haviam sido 1,497 milhão. O índice de crescimento ficou abaixo da média nacional de aumento, que foi de 9,4%. 

Em 2012, quando havia o dobro da oferta de voos, a quantidade de pessoas que partiu ou chegou à cidade pelo aeroporto internacional havia sido de 1,648 milhão.

Ou seja, apesar dos seguidos aumentos no transporte aéreo brasileiro, o principal aeroporto de Mato Grosso do Sul ainda teve movimento 5,7% menor no ano passado que em 2012. 

No ano passado, por conta da redução na oferta de horários, a ocupação dos voos bateu recorde histórico, chegando a 83,6%. Em 2012, este índice havia sido de apenas 68%. Atualmente, em média, 145 passageiros partem por voo. Em 2012, quando as companhias normalmente utilizavam aeronaves menores, esta média era de 77 passageiros. 

A redução no número de voos não é exclusividade de Campo Grande. No aeroporto de Várzea Grande (Cuiabá) ocorreu fenômeno parecido. A retração, porém, foi menor que aqui, ficando na casa de 41% se a comparação for entre 2012 e 2025. 

E, se forem analisados os números relativos aos aeroportos do interior de Mato Grosso do Sul, como Dourados, Bonito, Corumbá e Ponta Porã, a situação é parecida, com retração de 21%. Em 2012 haviam sido  1.803 decolagens, contra 1.417 no ano passado. 

Uma das explicações para a queda na oferta ao longo do ano passado poderia ser a obra de ampliação da estrutura de embarque e desembarque que a espanhola Aena está fazendo.

Desde outubro estão suspensos os voos entre 23 horas e 5 horas da madrugada. A previsão é de que a liberação ocorra a partir de abril. Porém, a queda na oferta ocorre em todos os anos desde 2012, exceto após o fim da pandemia. 

O prazo contratual para conclusão das reformas é junho e uma das principais alterações é a instalação de três pontes de embarque (finguers), que vão facilitar o embarque e desembarque nas aeronaves. 

O terminal de embarque e desembarque de Campo Grande está nas mãos da espanhola desde meados de outubro de 2023. Um mês depois ela também assumiu os aeroportos de Corumbá e Ponta Porã. 

Nas obras de melhoria nos três terminais estão sendo investidos em torno de R$ 500 milhões. Na pista de Campo Grande, as obras são uma exigência do contrato concessão e estão sendo executadas pela Construcap e Copasa, duas das maiores construtoras do Brasil.

Com os projetos da operadora, o aeroporto de Campo Grande ganhará um segundo andar no terminal de passageiros, permitindo a instalação das pontes de embarque e desembarque.. Em Ponta Porã está prevista a ampliação que vai triplicar o tamanho total do terminal de passageiros e a reforma em Corumbá vai dobrar a superfície da área pública.
 

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