Cidades

Revitalização

Recapeamento parcial da Avenida Cônsul Assaf Trad custou R$ 2,8 milhões

Após 120 dias de obras, prefeitura entregou 1,8 km recapados no sentido bairro/centro

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As obras de recapeamento na Avenida Cônsul Assaf Trad, região norte de Campo Grande, foram entregues na tarde de hoje (28), pela prefeita Adriane Lopes. O projeto que estava inicialmente estimado em R$2,5 milhões, teve o custo final de R$2.85 milhões. Ao todo, foram recapeados 1,83 quilômetros no trecho sentido bairro/centro.

Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), na avenida passam cerca de 370 mil veículos por dia, nos dois sentidos. A via também recebeu a requalificação da sinalização horizontal e vertical.

A prefeita Adriane Lopes destacou que as obras eram de extrema importância já que a Avenida Cônsul Assaf Trad é uma das principais entradas da cidade. 

“Essa é uma entrada importante da nossa cidade, recuperada para que os campo-grandenses e os visitantes tenham mais tranquilidade no acesso à nossa cidade. Seguimos agora com quase R$3 milhões investidos aqui no recapeamento, na área de mobilidade urbana. Isso facilita a vida de quem utiliza, trazendo modernização das vias, sinalização, diminuindo acidentes e avançando por toda nossa cidade, mas em especial nas entradas, dando uma nova cara a nossa capital”, afirmou a prefeita.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Domingos Sahib Neto, enfatizou que o trabalho vai ajudar a valorizar a região e os bairros como Nova Lima e Alphaville. 

“Era uma demanda dos comerciantes e de quem transita na região. Sempre temos que dar atenção a essa conservação, pois é uma faixa de grande tráfego de veículos, como caminhões e ônibus,  e tráfego de ônibus”, ponderou o secretário.

Trechos

Os 1,83 quilômetros de recapeamento correspondem aos trechos entre a Rua Caracol pela Avenida Cônsul Assaf Trad e Rua Santo  ngelo pela Avenida Mascarenhas de Moraes (em frente ao terminal General Osório.

As obras foram executadas pela empresa Equipe Engenharia Ltda com recursos próprios da Prefeitura de Campo Grande, por meio do (Finasa).

Moradores pedem mais obras

Ao Correio do Estado, os moradores e trabalhadores na região da saída para Cuiabá aprovaram a obra de recapeamento da Avenida, mas reivindicaram que mais trechos sejam revitalizados também, bem como, a ampliação do percurso da ciclovia. 

“Eu e meu marido moramos aqui ao lado. É um trecho que precisava e ficou muito bom. Só que precisa dar um atenção para os ciclistas porque é um pedaço muito movimentado, precisa de ciclovia em todo o trecho da Avenida. Tem ciclistas que não respeitam o trânsito, mas também tem muito motorista que não respeita ciclista”, ponderou a moradora, Zenilda Fernandes, de 55 anos.

Já para o mecânico, José Carlos, de 48 anos, que trabalha em uma oficina mecânica na Travessa Guavira com a Avenida Cônsul Assaf Trad, a prefeitura também deveria revitalizar os bairros e não somente as Avenidas da capital. 

“Ficou bom e estava precisando. Mas, tem mais rua pra recapear. Será que vão olhar pra nós? Para as ruas nos bairros? Então, espero que outras regiões sejam atendidas e espero também que essas obras durem após as chuvas”, observou o trabalhador.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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