O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 5, novas sanções contra cerca de trinta pessoas e entidades relacionadas ao desenvolvimento de drones para a Rússia e às redes que "exploram migrantes" para a guerra com a Ucrânia.
No total, foram 35 os alvos visados por essas novas sanções de Londres, entre os quais estão incluídas redes de tráfico de pessoas que se aproveitam de indivíduos em situação de vulnerabilidade para enviá-los "para a máquina de guerra russa", segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.
"Redes sancionadas pelo Reino Unido têm recrutado de forma enganosa imigrantes estrangeiros que buscam uma vida melhor, enviando-os para a linha de frente como carne de canhão ou empregando-os em fábricas de armas", denunciou o Ministério das Relações Exteriores.
Trata-se de uma prática "bárbara", denunciou o secretário de Estado para Sanções do Reino Unido, Stephen Doughty, que quis destacar o papel de Londres "no desmantelamento da máquina de guerra russa" por meio desse tipo de iniciativa e no apoio à defesa da Ucrânia.
Da mesma forma, as autoridades britânicas destacaram que a Rússia "continua aterrorizando" a Ucrânia com o "uso indiscriminado" de drones. Somente em março de 2026, lançou mais de 200 desses projéteis diariamente sobre território ucraniano, o maior número mensal registrado até o momento.
"É provável que a Rússia supere esse recorde sombrio pelo segundo mês consecutivo em abril", previu o Ministério das Relações Exteriores, pelo que, com essas sanções, confiam em prejudicar as redes de produção e fornecimento de componentes-chave e assistência técnica que terceiros facilitam a Moscou para a fabricação de drones.
Entre os alvos sancionados por fornecer componentes e outros bens à indústria de armamento russa estão entidades sediadas na Tailândia e na China, enquanto entre as pessoas se destacam Pavel Nikitin, cuja empresa desenvolve o drone VT-40, barato e de produção em massa; e Polina Alexandrovna Azarnij.
Com o apoio do Estado russo, Azarnij facilitou a transferência de cidadãos de países como Egito, Iraque, Costa do Marfim, Nigéria, Marrocos, Síria e Iêmen para a Ucrânia, onde são enviados com um treinamento mínimo e em condições precárias para a linha de frente.
A Embaixada da Rússia em Londres criticou este pacote de sanções, que descreveu como "ilegítimo" e "hostil", e garantiu que ele não terá impacto na guerra em curso na Ucrânia "apesar dos slogans grandiloquentes das autoridades britânicas".
Assim, em declarações à agência de notícias russa TASS, a missão diplomática quis enfatizar que "é precisamente Londres quem atiça as chamas do conflito ucraniano, injetando dinheiro e armamento no regime de Kiev".
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