Cidades

CAMPO GRANDE ADOTOU

Resende critica Trad por protocolo com hidroxicloroquina e ivermectina

Secretário de Saúde diz que único medicamento eficaz contra a Covid-19 é o isolamento social

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Protocolo aprovado pela Prefeitura de Campo Grande para tratamento e prevenção do coronavírus como a hidroxicloroquina e a ivermectina, foi criticado pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, pela falta de evidências de que os medicamentos sejam eficazes no tratamento da Covid-19.

Sem citar nomes, secretário afirmou que as pessoas que advogam em favor destes medicamentos estão muitas vezes lastreados em informações sem evidências científicas.

“Nós precisamos sair do obscurantismo de alguns que teimam agora em arrumar receita mágica de que este ou aquele medicamento está salvando a vida das pessoas. O único medicamento que existe hoje e é forte contra a Covid-19 é o isolamento social”, disse Resende.

Conforme o protocolo da prefeitura, a ivermectina deve ser usada antes da apresentação de sintomas do novo coronavírus, mesmo sem um resultado positivo para a doença, enquanto a hidroxicloroquina seria administrada para as pessoas que estivessem nas primeiras horas dos sintomas, também sem necessidade de confirmação da Covid-19.

Secretário estadual de saúde afirmou que estudos apontam que os medicamentos não têm nenhuma eficácia no tratamento ou prevenção da doença.

“Já passamos da fase de cloroquina, evidências cientificas mostraram que não tem tratamento nenhum com cloroquina que dê certo, pode ser tratamento precoce, tratamento tardio. Outro medicamento, a ivermectina, não tem evidência, foram só estudos na Austrália, in vitro, que significa que não tem evidência”, afirmou.

Apesar disso, o secretário confirmou que o Estado recebeu do Ministério da Saúde 16 mil unidades de cloroquina, com mais de 13 mil sendo distribuídas aos hospitais e quase 3 mil ainda em estoque, para uso nos casos em que profissionais de saúde optarem pelo protocolo caso a família ou o paciente queiram.

Ele alertou ainda que a ivermectina está em falta em algumas farmácias, mas que há estoque do remédios para as unidades de saúde.  

“Se preciso for, se médicos quiserem prescrever, e aí é o CRM [Conselho Regional de Medicina] dele que estará na discussão, eles poderão fazê-los que certamente estará disponível a nossa população”, concluiu.

PARCERIA COM O EXÉRCITO

A Prefeitura de Campo Grande pretende adquirir cerca de 1,3 milhão de comprimidos de hidroxicloroquina e ivermectina para serem disponibilizados para o tratamento inicial de casos de Covid-19 e até de suspeitos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), esses medicamentos podem ser adquiridos por meio de parcerias, e uma delas deve ser com o Laboratório do Exército.

O uso dessa medicação deverá ser feita apenas se prescrita por um médico, observando-se as características do paciente para o uso, crianças, por exemplo, não podem fazer uso da hidroxicloroquina. Segundo o prefeito, assim que a administração conseguir encontrar um fornecedor, todo o processo de compra deve levar até 25 dias.

Esse protocolo adotado em Campo Grande já é feito em outras localidades do País, como Vitória (ES), Belém (PA) e Porto Feliz (SP). 

Carteira de Identidade Nacional

Estruturas montadas em escolas de comunidade indígena emitirão novo RG para população

Emissão iniciará ao fim de julho, a partir dos dias 30 e 31 quando forem finalizadas as novas unidades de Identificação

23/07/2026 12h45

Paulo Ribas / Correio do Estado

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Quatro unidades serão instaladas em diferentes escolas de comunidades indígenas e assentamento do interior do Estado ao fim do mês de julho. A iniciativa busca levar para a população maior acesso e oportunidade de emitir o novo modelo de RG, a chamada Carteira de Identidade Nacional (CIN).

A parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com a Secretaria de Estado de Educação (SED) implementará novos Postos de Identificação, que se manterão fixos e atuarão no horário em que as escolas estiverem abertas, de 7h30 às 17h.

Os municípios que receberão os novos pontos são Dourados, Caarapó, Aquidauana e Ponta Porã. As unidades escolares cedidas são da:

  • Escola Estadual Indígena Intercultural Guateka – Marçal de Souza, da Aldeia Jaguapiru, em Dourados;
  • Escola Estadual Indígena de Ensino Médio “Yvy Poty”, da Aldeia Te'yikue, em Caarapó;
  • Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel – Hoyenó'O, da Aldeia Lagoinha, em Aquidauana;
  • Escola Estadual Nova Itamarati, do Assentamento Itamarati, no Distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã.

Com a implementação dos postos nas novas localidades os moradores terão o serviço disponível mais perto de casa, com redução de custos e também facilidade no acesso a outros serviços públicos.

Ao descentralizar o serviço, o acesso à emissão é ampliado e facilitado para a população que enfrenta dificuldade de deslocamento até os postos convencionais, instalados em regiões urbanas.

Os postos estão em fase final de implantação e a operacionalização do serviço iniciará na última quinta e sexta-feira do mês de julho.

A emissão do documento funcionará sob agendamento assim como nos demais Postos de Identificação espalhados pelo Estado e para isso é necessário agendar por meio do site de serviços da Sejusp.

Segundo a Sejusp, paralelamente aos agendamentos estão sendo definidas estratégias de atendimento que se aplicarão à realidade e especificidades de cada localidade, de modo que o acesso ao serviço seja mantido às pessoas que não possuem acesso à internet.

Para a população indígena e assentada que não conseguirem realizar o agendamento devido a ausência e falta de acesso à internet será permitido o atendimento sem necessidade de agendamento.

Até o momento Mato Grosso do Sul registrou neste ano 238.256 documentos emitidos, e cerca de 27 mil documentos em todo o Estado apenas durante o mês de julho até o momento. O novo modelo de RG passará a ser o único oficial e obrigatório em fevereiro de 2032, e a população deve garantir o novo documento até o ano previsto. 

*Saiba

Para solicitar a emissão da CIN, o cidadão deve apresentar CPF e certidão original atualizada conforme o estado civil.

INFRAESTRUTURA

Licitação para reativar o parquímetro deve finalmente sair do papel

Presidente da Agereg afirma que edital deve ser publicado em até três semanas e prevê sistema totalmente digital, com aplicativo, QR Code e possibilidade de reserva de vagas

23/07/2026 12h30

Serviço de estacionamento pago, o parquímetro, está suspenso desde 2022

Serviço de estacionamento pago, o parquímetro, está suspenso desde 2022 Gerson Oliveira/Arquivo

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A licitação para reativar o estacionamento rotativo pago em Campo Grande deve ser lançada nas próximas três semanas, segundo o presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Paulo da Silva. O processo, aguardado há anos, está na fase final de análise antes da publicação do edital. 

Em entrevista, Paulo explicou que a demora ocorreu por um impasse sobre qual órgão seria responsável pela elaboração da concessão. Segundo ele, durante anos houve divergências entre a Agereg e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), com cada uma atribuindo à outra a responsabilidade pelo lançamento da licitação. 

De acordo com o presidente, quando assumiu a Agetran, a equipe iniciou os estudos técnicos necessários para estruturar a concessão, incluindo pesquisas, Estudos Técnicos Preliminares (ETP), Estudo Técnico de Referência (ETR) e análises econômicas. Com a transferência dele para a Agereg, o processo voltou à agência reguladora, que agora conduz a etapa final. 

“A gente encaminhou para a Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC), que está fazendo o fechamento técnico para devolver à Agereg. A expectativa é soltar essa licitação em umas três semanas, no máximo”, afirmou.

Paulo da Silva disse acreditar que o certame despertará interesse da iniciativa privada e não deverá ficar sem propostas. Segundo ele, a concessão terá prazo de 12 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 12 anos, totalizando até 24 anos de contrato.

Sistema digital

O novo estacionamento rotativo deverá operar com tecnologia digital, por meio de aplicativo e QR Code, substituindo definitivamente os antigos métodos de pagamento. 

“O que tem de mais moderno. Não dá para lançar um sistema de papel ou chaveirinho. Hoje é tudo organizado”, afirmou o presidente da Agereg.

Segundo Paulo, o projeto também estuda a possibilidade de reserva antecipada de vagas mediante pagamento, embora o modelo ainda esteja em fase de definição técnica. 

Ele explicou ainda que a estruturação da concessão exige  uma série de justificativas técnicas para embasar todos os números previstos no edital, como valor da tarifa, investimento, quantidade de vagas e cronograma de implantação.

Conforme adiantou, o projeto prevê a implantação inicial de cerca de 3 mil vagas, com expansão gradual até atingir aproximadamente 6,5 mil vagas em um prazo de dois anos. “Tudo isso precisa estar tecnicamente explicado e justificado”, ressaltou.

Paulo afirmou que a preocupação da equipe é construir um modelo sólido para evitar questionamentos futuros e garantir segurança jurídica ao contrato. “Eu podia simplesmente lançar e deixar uma briga. Quero fazer uma coisa que daqui dez, doze ou vinte anos alguém seja beneficiado pelo trabalho que estamos fazendo hoje”, concluiu.

Fim do parquímetro

O estacionamento rotativo no Centro de Campo Grande foi desativado em março de 2022, após a Prefeitura de Campo Grande não renovar o contrato com a empresa Metropark, conhecida pelo nome fantasia de Flexpark, que fazia a operação das vagas na região.

A empresa ficou 20 anos responsável pelo serviço na Capital.

Na época em que foi suspenso, 2.458 vagas eram oferecidas, localizadas entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa, Mato Grosso, Calógeras e a Rua Padre João Crippa.

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