Cidades

Em MS

Homem é condenado a 33 anos por feminicídio da ex-companheira em Coxim

Júri acatou a tese do MPMS de motivo torpe, o réu desferiu 11 facadas após vítima encerrar o relacionamento

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Um homem foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão, após matar a ex-companheira em Coxim. O crime aconteceu em janeiro de 2024 e o júri acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o processo apresentado pelo MPMS à 3ª Promotoria de Justiça de Coxim, o condenado foi acusado de matar a vítima após não aceitar o fim do relacionamento. 

Conforme o seguimento das investigações, após uma discussão motivada por ciúmes, a vítima teria encerrado o relacionamento com o réu e pediu para que o mesmo se retirasse de sua residência. 

Após sair da casa da ex-companheira, o rapaz retorna um tempo depois portando uma faca nas mãos, o condenado proferiu 11 golpes contra a vítima, causando a sua morte. 

Os jurados do caso reconheceram a materialidade e a autoria do crime, rejeitando a tese da defesa de absolvição, além de negarem o pedido do reconhecimento de homicídio privilegiado por violenta emoção. 

Após a rejeição na tese da defesa, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio.

Na descrição da pena, foi fixada a sentença de 33 anos e 8 meses de em regime inicialmente fechado, além da indenização em R$ 10 mil por danos morais decorrentes do crime.

Serviço social

Pastor de Coxim cumprirá serviço social por xenofobia contra nordestinos

Pena acontece quase 4 anos após postagem de líder religioso em rede social

10/08/2026 10h20

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Após quase quatro anos, o pastor coxinense Jeosafá Brito da Silva cumprirá dois meses de serviço social por injúria e xenofobia contra a comunidade nordestina, comentário publicado em seu perfil do Facebook, em outubro de 2022. 

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), motivada pela revolta da comunidade nordestina da região, que acusou o pastor de ter publicado uma postagem com teor discriminatório contra os nordestinos na esteira do primeiro turno das eleições daquele ano, disputada entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. 

No post, o pastor compatilha a postagem do perfil "Leno Motoboy" que escreveu uma frase
com os seguintes dizeres: "O Nordeste merece voltar a carregar água em balde mesmo" e ao final, postou dois "emojis" comumente utilizado nas redes sociais como forma de riso, deboche", traz o Ministério Público. 

Postagem do pastor à época dos fatos / Reprodução Processo 

A postura do pastor causou revolta na ampla comunidade nordestina de Coxim, que se revoltou contra o ocorrido. Após a repercussão do caso, o então líder da Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança (ADNA) apagou o post e disse que não havia dolo de sua parte. Abaixo, a íntegra da postagem do pastor. 

"Queridos a Paz do Senhor Jesus Cristo, aconteceu um fato indesejado na última segunda-feira (3), sobre uma publicação no Facebook, um compartilhamento. Publicação essa que não foi de minha autoria e verdadeiramente não é o meu pensamento."

Quero esclarecer que não ouve dolo da minha parte, e em hipótese alguma a intenção de ferir, magoar, ser preconceituoso ou racista.

Hoje venho humildemente pedir o perdão a toda comunidade nordestina, a sociedade, e a Igreja do Senhor Jesus Cristo.

A mesma misericórdia que você tem consigo sobre alguma fala, ou ação, seja contra eleitores, povos, políticos, religiosos, essa mesma misericórdia, que você possa usá-la nesse momento". 

Reprodução Facebook / Arquivo Processual 

Entre 1970 e 2010, a população nordestina representou parcela significativa da população municipal.  Ao fim da primeira década do século, o número de nordestinos em Coxim era de 9,04% ou 2,9 mil das 32.159 pessoas por lá. percentual que chegou a ser de 18% em 1970, conforme aponta a pesquisadora Eliane Dias de Oliveira em sua dissertação: À procura de um norte: Migração e memória de nordestinos em Coxim (1958-1996).  Localmente, moradores estimagem que oito em cada 10 pessoas sejam nordestinas. 

Conforme a Justiça, o pastor pagou cerca de R$ 2 mil entre custas processuais e multa terá de cumprir oito horas de serviço social por semana junto à Secretaria Municipal de Obras.

OBRAS

Empresa paulista reformará rotatória da avenida Euler de Azevedo

A Meng Engenharia receberá o valor de R$ 2.417.372,46 para executar a obra de reordenamento viário

10/08/2026 09h30

O ponto alto da mudança será a instalação de um sistema semafórico nas avenidas Tamandaré e Euler de Azevedo

O ponto alto da mudança será a instalação de um sistema semafórico nas avenidas Tamandaré e Euler de Azevedo Foto: Paulo Ribas

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A Prefeitura de Campo Grande, através da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), contratou a empresa paulista Meng Engenharia Comérico e Indústria para obras de reordenamento viário na rotatória que liga as avenidas Tamandaré, Euler de Azevedo e Dom Antônio Barbosa.

O pacote de melhorias inclui obras de drenagem, nova pavimentação nos trechos modificados, reforma de calçadas com acessibilidade e novas aberturas no canteiro central para adequação dos retornos. O ponto alto da mudança será a instalação de um sistema semafórico e nova sinalização para ordenar o fluxo e eliminar os pontos de conflito.

O Executivo tentava contratar alguma empresa para este serviço há quase um ano após receber os recursos para destravar o reordenamento viário da rotatória. A empresa de engenharia receberá o valor de R$ 2.417.372,46 para executar a obra.

Inicialmente, a empresa deu o lance no pregão eletrônico no valor de R$ 2.424.305,11. Contudo, após negociações, a licitante vencedora aceitou a redução do valor inicialmente ofertado, passando para o atual montante de R$ 2.417.372,46. O desconto de 0,29% equivale a R$ 6.932,65.

De acordo com a proposta da empresa, o prazo de execução total da obra será de até 360 dias consecutivos, contados a partir do recebimento da 1ª Ordem de Início dos Serviços.

Sem propostas

O último certame ocorreu após a licitação anterior terminar deserta, sem que nenhuma empresa apresentasse proposta para executar o serviço. Com isso, a administração municipal precisou republicar o edital na tentativa de contratar uma empresa especializada para a obra.

A obra é considerada estratégica para reduzir congestionamentos e aumentar a segurança em um dos cruzamentos mais movimentados da região norte da Capital. O projeto prevê implantação de sistema semafórico, adequação da sinalização, obras de drenagem, nova pavimentação nos trechos modificados, reforma de calçadas com acessibilidade e abertura de novos retornos no canteiro central.

O cruzamento é utilizado diariamente por motoristas que seguem para bairros como Nasser, Vila Sobrinho, São Francisco, Seminário, Coophasul e Santa Luzia, além de dar acesso à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e à sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS).

Os recursos para a execução da obra foram repassados pela Agetran-MS ao Município em agosto do ano passado, durante as comemorações do aniversário de Campo Grande. Na ocasião, a previsão era de que a intervenção fosse concluída em até um ano, prazo que não será cumprido devido ao atraso na contratação da empresa responsável.

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