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Meio Ambiente

Rio da Prata vira prioridade para preservar peixes de água doce

Região é um dos principais atrativos naturais de Bonito e passa por secas constantes nos últimos anos, além de espécies retiradas por conta da falta de água

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O Brasil tenta colocar o Rio da Prata, que é um dos principais atrativos de Bonito e que vem convivendo com secas severas nos últimos meses, como prioridade para preservação de peixes de água doce durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, sigla em inglês), realizada em Campo Grande.

Uma das funções da conferência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) é justamente a negociação entre nações para que a maior parte das espécies migratórias consigam ser incluídas no tratado.

Acontece hoje o lançamento da Avaliação Global de Peixes Migratórios de Água Doce, que pode ter Mato Grosso do Sul como ponto crucial.

“Elaborado por especialistas científicos da CMS, utilizando extensos conjuntos de dados globais e avaliações da IUCN sobre quase 15.000 espécies de peixes de água doce, o relatório oferece a visão geral mais abrangente até o momento sobre as necessidades de conservação de peixes migratórios de água doce”, explica a CMS.

De acordo com informações enviadas à reportagem pela própria convenção, uma das prioridades é incluir o Rio da Prata neste documento, além de quererem a inclusão do bagre-pintado, um dos peixes de couro mais icônicos e valorizados no estado de Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal e bacia do Rio Paraná.

“As bacias hidrográficas prioritárias incluem o Amazonas e o Rio da Prata-Paraná, na América do Sul; o Danúbio, na Europa; o Mekong, na Ásia; o Nilo, na África; e o Ganges-Brahmaputra, no subcontinente indiano”, pontua a convenção em nota.

Em suma, espécies migratórias presentes neste segundo apêndice “exigem um acordo internacional para sua conservação e gestão”, com o objetivo de “garantir que os esforços de proteção e gestão estejam alinhados além-fronteiras, para que os ganhos de conservação em um país não se percam em outro”.

Ademais, a convenção informou que 325 espécies de peixes migratórios de água doce identificadas como candidatas a ações internacionais coordenadas de conservação no âmbito da CMS, além das 24 espécies já listadas nos Apêndices 1e 2, com 55 dessas presentes em águas sul-americanas.

CRISE

Como reportado pelo Correio do Estado recentemente, a Bacia do Rio da Prata, mais especificamente na região de Jardim, vive grandes crises nos últimos meses. Em setembro, por conta das secas, os peixes ficaram ilhados e precisaram ser resgatados por um grupo de voluntários, ação que não é novidade nos últimos anos.

O Rio da Prata está ficando pressionado em áreas onde não estão instalados atrativos turísticos, onde está o afluente Rio Verde, também no município de Jardim. Além do turvamento, que representa carregamento de sedimentos para o leito do rio, cerca de 11 quilômetros do curso d’água desapareceram.

Em agosto de 2024 houve a identificação de que 200 peixes – entre eles a espécie ameaçada dourada, além de cascudo, curimbatá, piraputanga, piau e piapara – ficaram ilhados. As espécies só sobreviveram graças a uma operação para conseguir transferi-los a uma outra parte do Rio da Prata com maior volume de água.

Por isso, no ano passado o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), decidiu prorrogar por mais um ano o inquérito civil que apura as causas da seca em parte do Rio da Prata. 

A investigação foi instaurada em 12 de julho de 2024, com o objetivo de aprofundar a análise de impactos ambientais e possíveis ações humanas irregulares na cabeceira do rio.

Conforme o MPMS, a decisão de prorrogar o inquérito, foi assinada pela promotora de justiça substituta Laura Alves Lagrota, com o argumento de que era necessário concluir diligências ainda em andamento, como a verificação do retorno à normalidade do fluxo hídrico no trecho afetado.

PRIMEIRO DIA

Ontem, ocorreu o primeiro dia da COP15 em Campo Grande. Um dos principais acontecimentos deste início foi o lançamento do relatório parcial do Estado das Espécies Migratórias do Mundo 2026, que aconteceu no começo da tarde e contou com a presença da ministra Marina Silva e do presidente desta conferência, João Paulo Capobianco.

Este relatório serve para atualizar o desenvolvimento das espécies migratórias desde a última COP, que foi realizada em 2024, no Uzbequistão.

Ele revela uma queda populacional de 49% das espécies migratórias protegidas pela CMS durante os dois últimos anos.

Além disso, o porcentual representa alta de 5% na perda da fauna em apenas dois anos. O número de espécies ameaçadas de extinção também aumentou de 22% para 24% no mesmo período.

Diante disso, muitas das negociações e decisões desta COP15 vão passar pelos dados apresentados neste relatório.

“O Brasil assume um compromisso para os próximos três anos. Ou seja, não se encerra nesta COP, por mais bem-sucedida que ela seja, o trabalho do Brasil. O Brasil decidirá, por três anos, que nós temos um compromisso assumido pelo Presidente da República, pelo governo brasileiro, de colaborar com a Convenção”, afirma Capobianco.

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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