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TIRA DÚVIDAS

Saiba tudo sobre o coronavírus: o que é, sintomas, prevenção e tratamento

São mais de seis mil casos confirmados no mundo e nove suspeitos no Brasil

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Os casos confirmados de coronavírus já ultrapassaram seis mil em todo mundo, sendo que a grande maioria foi registrada na China. O número de mortes permanece em 132, todas em território chinês, segundo o último balanço oficial. O Brasil tem nove casos suspeitos da doença e o Paraguai, que faz fronteira com Mato Grosso do Sul, também investiga um caso suspeito.

Conhecido desde meados da década de 60, o coronavírus é apenas uma cepa de uma grande família de vírus. Ele tem esse nome por causa de pequenos espinhos que possui na superfície. O novo coronavírus faz parte de uma ampla família de vírus que pode causar desde um resfriado comum até problemas respiratórios que levam à morte. 

Por conta dos novos casos do vírus 2019-nCoV, como é denominado oficialmente, descoberto em dezembro de 2019, quando apareceram os primeiros casos na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, e o aumento no número de notificações, tem causado preocupação na população, que ainda tem dúvidas sobre o coronavírus.

Confira abaixo o que é, as causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção do coronavírus:

O QUE É O CORONAVÍRUS?

É um novo vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, com casos recentemente registrados na China. Importante saber que os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

No Brasil, o Ministério da Saúde tem realizado monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações, em 31 de dezembro de 2019.

TRANSMISSÃO

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

- gotículas de saliva;
- espirro;
- tosse;
- catarro;
- contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
Uso de humidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

SINTOMAS

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são: febre, tosse e dificuldade para respirar. 

PREVENÇÃO

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

- evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
- realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
- utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- manter os ambientes bem ventilados;
- evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
- evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas, como mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção.

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

COMO É DEFINIDO UM CASO SUSPEITO?

Com a amplitude da região de risco, toda a China, pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser considerados suspeitos.

Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos descartados laboratorialmente, independente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

O Ministério da Saúde instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) – coronavírus para preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil. A sua estruturação permite a análise de dados e de informações para subsidiar a tomada de decisão dos gestores e técnicos, na definição de estratégias e ações adequadas e oportunas para o enfrentamento de emergências em saúde pública.

DIFERENÇA ENTRE GRIPE E CORONAVÍRUS

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Apenas pessoas que tenham sintomas e tenham viajado para Wuhan são suspeitos da infecção pelo coronavírus.

CUIDADOS AO VIAJAR PARA A CHINA

Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade. Essa recomendação vale até que o quadro todo esteja bem definido.

RESTRIÇÃO INTERNACIONAL

Com quase seis mil casos confirmados, segundo o último boletim da OMS, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. Com isso, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos. O Ministério da Saúde vai atualizar as áreas com transmissão local de acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no link saude.gov.br/listacorona

AÇÕES NO BRASIL

O Ministério da Saúde realiza monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019.

O Governo Federal brasileiro adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China. Entre elas está a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.

O Ministério da Saúde também instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) - novo coronavírus que tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.

O COE é composto por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Evandro Chagas (IEC), além de outros órgãos. Desta forma, o país poderá responder de forma unificada e imediata à entrada do vírus em território brasileiro.

Fronteira Internacional

Paraguai e Bolívia, vizinhos de MS, aderem a pacto dos EUA contra PCC e CV

Brasil ficou fora da coalizão liderada por Washington, que prevê ações coordenadas contra organizações criminosas e amplia o cerco internacional às facções brasileiras.

22/09/2026 19h49

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais.

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais. Foto: Divulgação.

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A presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) nas rotas internacionais do tráfico ganhou uma nova dimensão nesta terça-feira (22), com a adesão de Paraguai e Bolívia a uma articulação liderada pelos Estados Unidos para ampliar o combate ao crime organizado nas Américas.

Os dois países compartilham fronteiras diretamente ligadas a Mato Grosso do Sul e integram o chamado Escudo das Américas (Shield of the Americas), iniciativa criada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump para coordenar medidas contra organizações envolvidas principalmente com narcotráfico e crimes transnacionais.

O Brasil, por outro lado, ficou fora da articulação. A decisão ocorre em meio a uma divergência entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sobre o enquadramento das facções brasileiras.

Enquanto os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, Lula rejeita essa definição e defende que o enfrentamento ao crime organizado ocorra dentro da legislação brasileira e com respeito à soberania do País.

PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas identificadas pela coalizão.

A relação divulgada pelos integrantes também inclui grupos que atuam em diferentes pontos do continente, como o Tren de Aragua, da Venezuela; Mara Salvatrucha (MS-13); Cartel de Sinaloa e Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), do México; Clã do Golfo, da Colômbia; além de organizações ligadas às dissidências das Farc e ao Sendero Luminoso, do Peru.

A movimentação interessa diretamente a Mato Grosso do Sul porque Paraguai e Bolívia fazem fronteira com o Estado e estão inseridos em corredores utilizados pelo tráfico internacional de drogas.

A extensa faixa fronteiriça sul-mato-grossense também coloca o Estado em posição estratégica nas ações brasileiras de repressão ao narcotráfico e ao contrabando.

Brasil fica fora da coalizão

O encontro desta terça-feira ocorreu em Nova York, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, e reuniu chefes de Estado, ministros e representantes dos países participantes da iniciativa.

O Brasil não integra o Escudo das Américas. O México, outro país diretamente afetado pela atuação de grandes cartéis, também está fora da articulação liderada por Washington.

Participam da iniciativa Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

A participação chilena foi confirmada nesta terça-feira. Segundo o governo do Chile, a adesão permite acesso a informações sobre o crime organizado, sistemas de análise de dados, treinamento das forças de segurança e maior coordenação entre países fronteiriços. Cada governo, no entanto, continua sujeito às próprias leis e às obrigações internacionais.

A coalizão havia sido lançada em março pelo governo Trump com a proposta de aumentar a troca de inteligência e coordenar iniciativas contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

A entrada do Peru, por exemplo, foi anunciada neste mês pela presidente Keiko Fujimori após encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Na ocasião, o governo peruano informou que a participação deveria acelerar o intercâmbio de informações e ampliar ações conjuntas contra grupos criminosos transnacionais.

PCC e CV entram no foco regional

A inclusão das duas principais facções brasileiras entre os grupos identificados pela iniciativa amplia a pressão internacional sobre organizações que nasceram no Brasil, mas estabeleceram conexões além das fronteiras do país.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto dessa movimentação ganha relevância principalmente pela posição geográfica do Estado, que faz fronteira tanto com o Paraguai quanto com a Bolívia, justamente os dois países vizinhos que aderiram à articulação liderada pelos Estados Unidos.

São aproximadamente 1,5 mil quilômetros de fronteira internacional. Do lado paraguaio, um dos principais pontos de ligação é formado por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas por uma fronteira seca e com intensa circulação diária de pessoas, veículos e mercadorias.

No oeste do Estado, Corumbá está ligada à região boliviana de Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Essa localização transforma Mato Grosso do Sul em um importante corredor de integração entre o Brasil e os países vizinhos, mas também impõe desafios às forças de segurança.

A proximidade com rotas internacionais de entorpecentes faz com que apreensões de cocaína e maconha, tráfico de armas, contrabando e investigações sobre organizações criminosas sejam recorrentes na faixa de fronteira e nas rodovias que cortam o Estado.

Nesse cenário, a adesão de Paraguai e Bolívia ao Escudo das Américas coloca Mato Grosso do Sul em uma situação particular: as duas fronteiras internacionais do Estado passam a estar ligadas a países integrantes da coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto o Brasil permanece fora da iniciativa.

A ausência brasileira no grupo, no entanto, não significa o fim da cooperação com os países vizinhos.

Brasil, Paraguai e Bolívia mantêm mecanismos próprios de atuação conjunta e intercâmbio de informações para enfrentar o tráfico de drogas, contrabando e outros crimes transfronteiriços.

Trump endurece discurso contra cartéis

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo Donald Trump para tratar grandes organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças à segurança do continente.

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, Trump voltou a defender uma atuação mais dura contra os cartéis e comparou essas organizações ao Estado Islâmico, argumentando que grupos criminosos acumularam poder financeiro, armamentos e estruturas capazes de operar em diferentes países.

A ofensiva tem como um de seus principais articuladores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que participou de encontro com chefes de Estado e chanceleres do Escudo das Américas em Nova York.

A avaliação apresentada pelo governo norte-americano é de que parte das organizações criminosas deixou de operar apenas como grupos tradicionais de narcotráfico e passou a construir redes internacionais com grande capacidade financeira, logística e operacional.

Para Washington, essa característica exige maior integração entre os governos do continente, principalmente no compartilhamento de informações de inteligência e na coordenação de medidas contra estruturas financeiras e logísticas utilizadas pelo crime organizado.

Cerco financeiro e cooperação

Entre os instrumentos defendidos no âmbito da articulação estão medidas destinadas a atingir não apenas integrantes das organizações, mas também suas fontes de financiamento e redes de apoio.

A estratégia prevê mecanismos de cooperação para identificar patrimônio, movimentações financeiras e pessoas ligadas às organizações criminosas, além de restrições migratórias e responsabilização daqueles que prestarem apoio material ou financeiro aos grupos.

O objetivo é dificultar a circulação internacional de integrantes das organizações e reduzir a capacidade de movimentação de recursos entre diferentes países.

O Escudo das Américas também pretende aprofundar a troca de inteligência entre os governos participantes, justamente uma das áreas consideradas essenciais para acompanhar organizações que mantêm operações simultâneas em diferentes territórios.

A dimensão internacional do PCC é um dos fatores que colocam a organização brasileira no centro dessa discussão. Criada dentro do sistema penitenciário de São Paulo na década de 1990, a facção expandiu sua atuação e passou a manter conexões com redes criminosas de outros países sul-americanos.

O Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, também aparece entre as organizações brasileiras identificadas pela coalizão.

Com Paraguai e Bolívia dentro da iniciativa e o Brasil fora dela, Mato Grosso do Sul passa a ocupar uma posição particularmente sensível nesse novo desenho de cooperação regional: o Estado brasileiro que divide sua extensa faixa internacional justamente com dois dos países que aderiram à ofensiva articulada por Washington contra organizações criminosas brasileiras.

Brasil rejeita classificação

A ofensiva ocorre meses depois de o governo Donald Trump classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras nos Estados Unidos. A designação foi anunciada pelo Departamento de Estado em 28 de maio e entrou em vigor em 5 de junho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe à classificação e, na última sexta-feira (18), afirmou que o Brasil precisa derrotar o crime organizado, mas rejeitou enquadrar as facções como terroristas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou.

O governo brasileiro defende que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido pelo próprio país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

QUEDA NOS TERMÔMETROS

Frio derruba temperaturas em até 5°C e Campo Grande entra em alerta

Capital pode amanhecer com 17°C nesta quarta-feira, enquanto termômetros ficam próximos dos 11°C no sul de Mato Grosso do Sul; Defesa Civil alerta para queda de até 5°C

22/09/2026 18h39

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C.

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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O avanço do ar frio vai derrubar as temperaturas em Campo Grande e diferentes regiões de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). Na Capital, os termômetros devem variar entre 17°C e 24°C, enquanto municípios do sul do Estado podem registrar temperaturas próximas dos 11°C nas primeiras horas do dia.

Diante da mudança no tempo, a Defesa Civil de Campo Grande emitiu Alerta Amarelo para declínio de temperatura. O aviso começa às 8h desta quarta-feira e permanece válido até as 8h de quinta-feira (24), com previsão de redução entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde.

A queda ocorre após a passagem da frente fria que mudou o tempo em Mato Grosso do Sul e abriu caminho para o avanço de uma massa de ar mais frio.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (22) que o sistema frontal, nome dado à área de encontro entre massas de ar com características diferentes, responsável pela formação e pelo avanço da frente fria, continua se deslocando, enquanto as condições de instabilidade permanecem sobre áreas do Centro-Oeste.

Em Campo Grande, a previsão aponta mínima de 17°C e máxima de 24°C nesta quarta-feira. Na quinta-feira (24), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com valores em torno de 18°C a 29°C na Capital.

O frio será mais intenso no sul de Mato Grosso do Sul. As regiões Sul-Fronteira, Cone-Sul, Grande Dourados e Leste podem registrar mínimas entre 11°C e 15°C nesta quarta-feira. Ao longo da tarde, as máximas nessas áreas devem ficar próximas dos 25°C.

Entre as cidades com previsão de temperaturas mais baixas estão Ponta Porã, com mínima de 13°C e máxima de 22°C; Iguatemi, entre 13°C e 25°C; e Dourados, onde os termômetros devem variar entre 14°C e 24°C.

Em Porto Murtinho, a previsão aponta temperaturas entre 16°C e 25°C, enquanto Aquidauana deve registrar mínima de 17°C e máxima de 26°C. Em Corumbá, os termômetros ficam entre 18°C e 27°C.

O frio perde intensidade à medida que se avança para o norte e o leste do Estado. Três Lagoas tem previsão de 19°C a 26°C; Camapuã, de 20°C a 29°C; Coxim, de 21°C a 29°C; e Paranaíba, também de 21°C a 29°C nesta quarta-feira.

A mudança chama atenção pelo contraste com o calor registrado antes da passagem da frente fria. Em Campo Grande, por exemplo, a previsão indicava temperaturas de até 32°C na segunda-feira (21). Para quarta, a máxima prevista fica na casa dos 24°C, diferença de cerca de 10°C em relação ao começo da semana.

A queda dos termômetros coincide ainda com a chegada da primavera. A estação começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22), pelo horário de Brasília, fazendo com que as primeiras horas da nova estação sejam marcadas por temperaturas mais baixas em Mato Grosso do Sul.

Alerta em Campo Grande

Na Capital, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante o período de queda das temperaturas, especialmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio.

O Alerta Amarelo indica possibilidade de declínio entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante a vigência do aviso.

Em caso de necessidade, a população pode acionar o 156, para solicitação de serviços; o 193, em situações de emergência; e o 199, da Defesa Civil.

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