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INTERIOR

Seca histórica atrapalha funcionamento de usina de etanol em MS

Unidade Eldorado foi afetada pelos efeitos da estiagem que baixou o nível de importantes cursos d'água, como os rios Brilhante e Paraguai

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Por conta da seca histórica que baixou importantes cursos d'água em território sul-mato-grossense, a empresa de etanol que conta com investimento de sheiks árabes - a Usina Eldorado - precisou recorrer ao uso de motobomba para captar água nas margens do Rio Brilhante, entrando na mira do Ministério Público.  

Como esclarece o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), na edição desta quarta-feira (16) de seu Diário Oficial, o inquérito civil está sendo instaurado para apurar possível dano ambiental. 

Isso porque, em 09 de agosto, a empresa foi autuada por uma intervenção em área considerada como de Preservação Permanente (as populares APP's), com multa prevista de até R$ 33 mil. 

Importante explicar que a Atvos possui três unidades em Mato Grosso do Sul, sendo os seguintes empreendimentos: 

  • Usina Eldorado, localizada no distrito de Ipezal, em Angélica;
  • Usina Santa Luzia, no município de Nova Alvorada do Sul;
  • Unidade Agroindustrial de Costa Rica.

Porém, por precisar instalar uma motobomba para poder captar água do Rio Brilhante e manter a regularidade dos trabalhos na Usina Eldorado (UEL), segundo Ministério Público, todo esse processo foi feito sem a devida autorização. 

Registrada a notícia de fato e notificada, a Unidade teve o prazo de 10 dias para apresentar informações sobre os fatos, alegando em defesa apresentada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) que não incorreu no apontado "dano ambiental". 

Citando que nem todo impacto gera dano, a empresa responsável pela Usina Eldorado afirma que não destruiu floresta nativa e/ou plantada "ou vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação", como apontado nos artigos ao que são enquadrados em Auto de Infração. 

"Muito menos, construiu, instalou ou fez funcionar atos potencialmente poluidores, sem licença ambiental, localizado em unidade de conservação ou em sua zona de amortecimento, ou em áreas de proteção de mananciais legalmente estabelecidas, sem anuência do respectivo órgão gestor", complementa em defesa. 

Conforme a defesa, foi demonstrada a legalidade e regularidade na captação da água e um equívoco por parte da fiscalização, já que desde antes de conseguir a licença de operação (n.º 176/2006), o processo de licenciamento já apontava para o oposto. 

Isso porque, antes mesmo de construir a captação à margem direita do Rio Brilhante, o local foi escolhido justamente por não precisar suprimir área de APP, já que o reflexo da presença humana (classificado como "processo de antropização") se deu durante a construção da ponte, em maio de 2005. 

Veja a nota da Responsável na Íntegra:

A Unidade Eldorado informa que cumpre todas as obrigações legais, possui as licenças ambientais exigidas pelos órgãos responsáveis, e não realizou intervenção em Área de Preservação Permanente na região de Rio Brilhante (MS). A companhia prestou os devidos esclarecimentos ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e segue à disposição das autoridades para contribuir com as investigações.

Seca histórica

Dados do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) mostram que o território sul-mato-grossense tem sofrido com uma estiagem que atinge níveis de uma seca histórica. 

Na linha do tempo, em 1964 tinha sido o nível histórico mais baixo já registrado junto à régua de Ladário, marcando 0,61 negativo abaixo do cota, sendo que o Rio Paraguai nunca esteve tão baixo como está atualmente. 

Se comparada, desde junho deste ano (quando a régua de Ladário marcava 1,41) o nível de água do rio vem decaindo, sendo o índice mais baixo registrado hoje (16), quando marca −0,68 cm. 

 

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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