Cidades

EDUCAÇÃO

Secretaria está com matrículas abertas para escolas e unidades cívico-militares

Prazo para a pré-matrícula vai até o dia 31 de dezembro

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS) está com as matrículas abertas para o ano de 2020. A primeira etapa da pré-matrícula vai até 31 de dezembro e deve ser feita no portal Matrícula Digital.

Uma das novidades para o próximo ano são as duas escolas cívico-militares, integrantes de um programa do governo federal. Conforme noticiou o Correio do Estado ao longo de novembro, a Escola Estadual Marçal de Souza Tupã-Y, no Jardim Los Angeles, região sul de Campo Grande, receberá a Polícia Militar (PM). Já a Escola Estadual Alberto Elpídio Ferreira Dias, no Jardim Anache, no norte da Capital, terá apoio do Corpo de Bombeiros (CBMMS).

Mais 13 unidades da Rede Estadual de Ensino (REE) deve entrar ainda no programa Escola da Autoria, ofertando o Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI)  Hoje com 33 unidades, o EMTI saltará para 46 escolas no início de 2020. São 22 municípios – alguns com mais de uma escola. São eles: Aquidauana, Amambai, Anastácio, Bela Vista, Caarapó, Camapuã, Campo Grande (14), Cassilândia, Corumbá, Coxim, Dourados (3), Jardim, Maracaju, Miranda, Naviraí (2), Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã (2), Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia e Três Lagoas (2).

Já os alunos da REE têm até 13 de dezembro para confirmar a vaga. A lista da primeira designação será divulgada em 5 de janeiro de 2020, com o período de confirmação de 6 a 10 de janeiro. Em caso de dúvidas, basta ligar na Central de Matrículas, através do telefone 0800-647-0028.

PECIM

Anunciado no dia 5 de setembro, o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do Ministério da Educação (MEC), deve implementar as mudanças em 216 colégios até 2023, começando com 54 em 2020. O modelo será levado, preferencialmente, para regiões que apresentam situações de vulnerabilidade social e baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

No último dia para estados e interessados se inscreverem no programa, o governo do estado anunciou a indicação das duas escolas de Campo Grande para o Pecim. A SED realizou uma consulta pública nos dois bairros, tendo 93% de aprovação no Anache e quase 80% nos Los Angeles.

A gestão das escolas ficará a cargo da SED, diferente de uma instituição militar. “Em um colégio militar, o mantenedor, aquele que paga as despesas, é a instituição militar, como o Exército. Nessas escolas, a SED assumirá esse papel. A direção, a coordenação e os professores serão profissionais da educação”, explicou o superintendente de Políticas Educacionais da SED, Hélio Daher.

As disciplinas do currículo comum, como Língua Portuguesa e Matemática, serão mantidas e ministradas por professores civis. Os militares vão contribuir em outras atividades. “Estamos discutindo como será o regimento e o projeto político-pedagógico dessas escolas. Não vai ter supressão de matérias, apenas adição”, disse Daher.

A escola do Jardim Anache funcionará em tempo integral. Já a unidade do Los Angeles funcionará apenas nos turnos matutino e vespertino. Os uniformes devem mudar, mas o superintendente garantiu que os alunos não usarão fardas, já que é regra do Pecim e também o custo é impeditivo.

OPERAÇÃO LÍVIA

Polícia amplia investigação sobre grupos virtuais envolvidos em morte de adolescente

Operação cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa que usava plataformas digitais para aliciar, manipular e submeter crianças e adolescentes a violência psicológica extrema

04/08/2026 12h23

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais

Operação Lívia cumpriu mandados em cinco estados e investiga organização criminosa suspeita de manipular adolescentes em plataformas digitais Divulgação

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A morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul, desencadeou uma investigação que revelou a atuação de uma organização criminosa especializada em aliciar e manipular crianças e adolescentes por meio de plataformas digitais. A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Lívia, ação nacional coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) em conjunto com o Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A operação contou com apoio das polícias civis de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará. Ao todo, foram cumpridas seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes investigados e um mandado de prisão contra um adulto apontado como integrante do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após o suicídio da adolescente, ocorrido em Naviraí, no fim de julho. As primeiras diligências e a análise de evidências digitais indicaram que o caso não era um episódio isolado, mas estava inserida em um contexto de atuação de uma organização criminosa estruturada, com atuação nacional no ambiente digital.

As investigações apontam que os criminosos utilizavam diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica que, em casos extremos, culminavam na indução ao suicídio.

Durante as apurações, a DEPCA identificou ao menos outra vítima em outro estado brasileiro, além de elementos que indicam a existência de mais adolescentes ainda não localizados. A identidade das vítimas é preservada.

Prints revelaram pressão psicológica

Dias após a morte da adolescente, prints de conversas atribuídas a grupos virtuais dos quais ela participava passaram a circular nas redes sociais e também foram incorporados às investigações.

As mensagens mostravam ofensas, humilhações e intensa pressão psicológica contra a adolescente. Em uma das conversas, um dos participantes ignorava os pedidos de desculpas da vítima e fazia mensagens incentivando sua morte. Em outro momento, ela era pressionada a participar de chamadas de voz em outro aplicativo.

Também foram analisadas mensagens supostamente publicadas após a morte da adolescente. Em uma delas, um integrante tratava o episódio como uma conquista do grupo e fazia referência ao tempo gasto para convencer uma vítima a participar de uma suposta “trolagem”, além de sugerir a possibilidade de novos casos semelhantes.

Segundo as investigações, a adolescente participava de servidores na plataforma Discord, onde teria sido submetida a desafios e situações de constrangimento impostas pelos integrantes dessas comunidades virtuais. Entre os relatos apurados pela polícia estão exigências envolvendo maus-tratos a animais como forma de participação nos grupos.

Mandados

Na Operação Lívia, as medidas judiciais foram cumpridas simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, onde havia dois alvos, Ceará e Pará, estado onde foi executado o mandado de prisão contra o investigado adulto.

Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia especializada. O material poderá auxiliar na identificação de novas vítimas, esclarecer a participação individual dos investigados e apontar outros integrantes da organização criminosa.

Para acompanhar o cumprimento das ordens judiciais, equipes da DEPCA foram deslocadas aos estados do Rio de Janeiro e do Ceará, enquanto os demais mandados ficaram a cargo das polícias civis locais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da análise dos equipamentos apreendidos.

Inquérito

Com 12 irregularidades, clínica de hemodiálise vira alvo do MPMS

O caso veio à tona após registros graves de intercorrências, incluindo suspeitas de falhas em protocolos assistenciais e sanitários

04/08/2026 11h20

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande

Vigilância Sanitária Estadual relatam 12 não conformidades sanitárias em clínica de Campo Grande Divulgação MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito para investigar uma clínica de Campo Grande, especializada em diálise e nefrologia. A medida foi tomada após serem apontadas inúmeras irregularidades sanitárias e em protocolos assistenciais. 

A investigação, formalizada pelo Promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, titular da 76ª Promotoria de Justiça da Capital, teve início após a análise de informações reunidas em um procedimento instaurado em maio deste ano.

As irregularidades foram encontradas após inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual e foram encontradas pelos menos 12 infrações nas operações sanitárias da clínica, relacionadas à segurança dos pacientes, higienização de equipamentos, controle da qualidade da água, registros assistenciais e comunicação de eventos adversos.

O relatório aponta desde a má higienização de equipamentos vitais até o controle precário da qualidade da água, elemento considerado fundamental no processo de hemodiálise.

Mesmo após ser autuada e penalizada administrativamente, a clínica continua sob vigilância rigorosa. O MPMS enfatiza que "corrigir os erros agora não apaga o passado", e a instituição deverá responder por cada uma das falhas que colocaram a população em risco.

O Ministério Público estabeleceu um prazo de 20 dias para que a clínica apresentasse provas de que todas as irregularidades apontadas foram reparadas. O caso é conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que apura a responsabilidade criminal pelos danos causados e pela morte registrada

O inquérito civil foi instaurado com o objetivo de entender se há uma ligação direta entre o descaso sanitário e as tragédias registradas. 

O procedimento segue em tramitação e novas inspeções podem ser realizadas a qualquer momento para garantir que nenhuma outra vida seja perdida por falhas que poderiam ter sido evitadas.
 

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